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(17) Tá [agenda]

Publicado por J.Nóbrega

– que publicou 57 textos no ONE.

Jefferson Nóbrega, brasileiro, natural de Ceilândia, Distrito Federal. Colunista do Kalango Atômico, o podcast do cerrado.

VISITEM MEU BLOG: http://escrivaninhanobrega.blogspot.com.br/

Sempre que tenho algum tempo livre gasto-o escrevendo, lendo, ou tomando uma boa cerveja importada (outra paixão). Várias histórias povoam minha mente, ocupam meus pensamentos. Vidas aprisionadas em universo particular que clamam por liberdade, que sonham com o papel. Nesse espaço esses personagens serão libertos.

Minha obra (se é que pode ser chamada assim) é antes de tudo a personificação de minha paixão pela história, pelos romances medievais, pela literatura fantástica e novelas de cavalaria.

Sou uma aprendiz de escritor. Dedico-me diariamente a aperfeiçoar minha escrita e minha gramática, mas infelizmente ainda cometo muitos erros. Portanto, critiquem à vontade.

De onde vem minha inspiração para escrever? Ora, sou um NÓBREGA, descendente de fidalgos, cavaleiros e trovadores!

Sou viciado em literatura fantástica e romances medievais. E tenho começado a ler escritos urbanos.

Meus livros favoritos são: Toda a sequência de J.R.R Tolkien ( O Hobbit, a Trilogia O Senhor do Anéis e etc.), As Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R, Martin, As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell, A Crônica do Matador de Rei – Patrick Rothfuss, o Ciclo de Nessântico – S. L. Farrel, O Inferno de Dante – Dante Alighieri, O livro de ouro da Mitologia –  Thomas Bulfinch, entre outros.

>> Confira outros textos de J.Nóbrega

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Aug
29
2013

A loira do bar [Lenda Urbana]

Não houve muita conversa. No bar, Roger Silva, chamou a loira linda para dançar e ela aceitou. Em poucos minutos, beijavam-se loucamente enquanto os amigos olhavam incrédulos. Tinham até apostado uma rodada de uísque.

— É muita areia para seu carrinho de mão. — Disse Lucas, gargalhando enquanto Roger levantava cheio de coragem, conquistada com doses de tequila.

Apesar da tenra idade, Roger era casado e passava por uma crise no relacionamento. Nunca havia traído a esposa antes, mas não conseguia desvincilhar-se daqueles braços.

— Me possua — sussurrou ela em seu ouvido. Terminaram a noite em um motel. Quando acordou pela manhã, a moça havia desaparecido e restou-lhe apenas a conta. Para ele, sendo um homem comprometido, estava perfeito, sem números de celulares e não lembrava-se sequer de terem falado seus nomes. Entretanto, a imagem daquele corpo perfeito, escultural, não saia-lhe da mente, tinha a sensação de conhecê-la, porém não conseguia lembrar de qual lugar. Assustou-se quando, passado três dias ela apareceu em sua porta. Tentou evitar, mas acabaram em seu próprio leito nupcial. Os encontros tornaram-se rotina. Todas as vezes que estava sozinho em casa, sem que ligasse, Beatriz — esse era seu nome — aparecia. Roger queria parar, no entanto, estava envolvido demais.

A ideia partiu de Lucas. Os cinco jovens haviam deixado o Porão do Rock e transitavam em suas motos pela capital do país movidos por muita vodca. Roger precisava espairecer a mente, pois sua vida estava um caos. Beatriz não só ficou mais ousada, como possessiva. Ligava o dia todo e exigia que ele ficasse apenas com ela. Passou a telefonar para sua esposa e ameaçá-la. Naquele dia, ele desligou o celular, queria esquecer toda a loucura em que metera-se. Resolveram relembrar os tempos de adolescência rebelde e quando passavam pela W3 Sul, Lucas, sem qualquer aviso, pulou um muro e invadiu o cemitério. Roger tentou protestar, mas acabou acompanhando seus amigos.

— Vamos para o túmulo da gostosa. — Falou Carlos.

— Cara, você nunca vai aprender a respeitar os mortos? — perguntou, Roger. Quando eram mais novos, eles sempre entravam no cemitério para beber e lá permanceciam até que tivessem que fugir dos vigias. Ficavam sentados em um túmulo com a foto de uma jovem na lápide por acharem ela bonita. Certa vez, Lucas, tentou arrancar a foto, mas Roger impediu. Teve uma época em que ele trocava as flores e seus amigos riam dizendo que ele era um necrófilo.

Foram andando por entre as árvores até chegarem ao conhecido ponto de encontro. — Aqui está nosso filezinho. — Disse Lucas deitando no túmulo e acariciando a foto. Roger preparou-se para falar alguma censura quando paralisou.

— É ela! — Gaguejou de olhos arregalados. Todos viraram-se.

— Vejam a foto e o nome. Beatriz Queiroz. — Ele gritava. Até Lucas ficou assustado e pulou da lápide. Tentou falar algo, mas seu celular tocou. Número oculto. Atendeu e tremendo passou para Roger:

— É para você! — Roger atendeu e uma voz feminina disse:

— Agora não há nada entre nós, meu amor. — algo no tom da voz o deixou desesperado. Correu, pulou o muro e acelerou sua moto, que por ser mais potente deixou os amigos para trás. Ao entrar na rua viu sua casa em chamas. Sem pensar muito, chutou a porta e entrou pela cozinha. Sua esposa estava no chão com o pescoço cortado; jogada sobre o próprio sangue. Desesperado, agarrou o corpo e abraçou. Sentiu uma lâmina na garganta e uma voz sussurou em seu ouvido:

— Me possua.

Quando seus amigos chegaram tudo havia sido consumido pelas chamas, uma loira apareceu rapidamente na janela, sorriu, alguém beijou-lhe o pescoço e desapareceram quando as cortinas incendiaram-se.

Não havia corpos dentro da casa e Roger e sua esposa não foram mais vistos. Ninguém sabe ao certo o que realmente aconteceu, entretanto, deixo-lhe um conselho: Não fique muito tempo próximo a uma lápide com foto.

4 Comments»

  • J.Nóbrega says:

    Encontrei esse em meu HD nem lembrava mais. Resolvi publicar afinal uma história escrita e não publicada é uma vida escondida. 😀

  • Gostei! Ainda bem q vc publicou essa história é superbacana! Coitadinha da esposa, ñ pegou ninguém e morreu no final…

  • [email protected] says:

    Achei interessante! Gosto dessas histórias de assombrações, é por acaso uma “versão moderna” da loira do banheiro? Se sim está boa, parabéns!

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