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Sep
19
2013

Sangue de Dragão – Cap 13 – Defensores de Grennmória

Orogi e os demais sangue de dragão percorriam a floresta como caçadores vorazes. Percorriam o caminho numa formação em linha, realizando um verdadeiro pente fino. Seus olhos captavam qualquer movimento a sua volta e o restante dos sentidos os deixavam totalmente alertas.

Gunta, o homem-lobo, era o líder da patrulha de Greenmória. Ele aterrissou num galho e fez um sinal com a mão fechada. Os quatro elfos que compunham o restante do grupo pararam ao seu lado.

—- A qualquer momento irão surgir naquela clareira logo a frente — disse o líder —- fiquem atentos.

Como se antevissem a emboscada, os sangue de dragão pararam e começaram a examinar o ambiente. De repente, se dividiram e tomaram caminhos diferentes, dois por terra e três pelas copas das árvores.

—- Eles mudaram a direção! — alertou um dos elfos, chamado Yrta, que com seus poderosos olhos já conseguia avistar os inimigos por entre a mata.

—- Nos descobriram! — disse Gunta olhando para o chão e vendo que dois dos sangue de dragão vinham em sua direção rapidamente — falou, surpreso.

“Estranho, perdi o rastro de um deles. O que houve?” pensou Gunta.

 

Dois elfos desceram das árvores com rapidez para interceptar os sangue de dragão que estavam no solo. Com as espadas em riste, partiram para o combate corpo a corpo. A luta se desenrolou de forma feroz, com esquivas e golpes graciosos. Os elfos demonstravam toda sua capacidade como combatentes. Os sangue de dragão contra atacavam com rapidez e agressividade. Algumas vezes o choque entre lâminas e garras soltava faíscas.

Não muito distante dali o mago Farmenis não sabia o que estava acontecendo. De repente tinha perdido o contato mágico com Orogi. Seu sangue de dragão já poderia estar morto. Mas a marca ainda estava acesa em sua mão.

—- Encontraram resistência — disse um dos magos.

—- Sim. Vamos! — Farmenis partiu em disparada, sendo seguido por todo o restante do pelotão. Azura sacou sua espada e apertou firmemente o cabo da arma. Seu primeiro combate pela centúria estava próximo.

No campo de batalha, mais dois sangue de dragão saltam, desta vez da copa das árvores, em direção a Gunta e os dois elfos ao seu lado.

—- Cuidado! — gritou Gunta. Os guerreiros élficos foram agarrados e caíram no chão, rolando numa disputa de força contra seus agressores.

Gunta observava sereno o combate no solo. Sabia que os sangue de dragão, apesar de serem perigosos, acabariam caindo diante dos elfos.

Sua expressão mudou e seus olhos se arregalaram quando percebeu tarde demais a presença de algo rosnando atrás de si. O golpe de Orogi foi certeiro e mirava seu peito, mas Gunta era um guerreiro formidável e conseguiu aparar o pior do golpe. Com a força do impacto os dois se arremessaram uns cinco metros para trás e caíram no chão se separando.

Gunta rolou e rapidamente ficou de pé em posição de combate. Era um belíssimo Homem-Lobo, com uma pelugem acinzentada. Usava um cinto com alguns apetrechos pendurados, uma bermuda de couro flexível e uma espécie de sobretudo sem mangas. Suas poderosas garras e presas estavam prontas. Mas ainda mantinha o ar sereno, como se nada o abalasse.

—- Você é diferente dos outros com quem já lutei. Deve ser por isso que não o detectei — disse olhando para Orogi. O garoto emanava uma sutil aura avermelhada em volta do corpo.

Yrta estava de pé olhando a sua volta com atenção. O sangue de dragão com o qual estava lutando se esgueirou pela mata. O elfo sabia que ele estava esperando o momento certo para atacar. O ataque poderia vir de qualquer lado. Os sangue de dragão são bons em emboscada.

—- Não vou perder meu tempo com você, maldito. A magia dos meus olhos élficos desvendará seu esconderijo.

Os olhos de Yrta se modificaram. Suas pupilas aumentaram de tamanho e as árvores a plantas ficaram translúcidas. Era a Visão Penetrante, um dos poderes oculares dos elfos. O sangue de dragão foi facilmente descoberto atrás de uma árvore, agachado e pronto para agir.

—- Sinta a magia de Greenmória — disse Yrta. Sua espada começou a fumegar, não de calor, mas de frio, um poderoso frio que congelou a grama próxima. Com um movimento rápido, Yrta tocou o solo com a ponta da espada.

—- ESPINHOS DE GELO

A magia de Yrta formou um caminho de gelo pontiagudo que se estendeu velozmente até a árvore onde estava escondido seu oponente. A planta foi totalmente congelada, cada uma de suas folhas virou cristal de gelo.

Percebendo o perigo, o sangue de dragão saltou a tempo de não ter virado um bloco de gelo junto com a árvore. Mas para sua surpresa, a árvore se estilhaçou completamente e o elfo surgiu a sua frente, pronto para desferir um corte mortal.

Num ponto próximo dali um segundo elfo tem seus braços e pernas cortados pelas garras do sangue de dragão, que também sangra bastante na barriga, costas e braços. A luta entre os dois é feroz e acontecia a curta distância.

Aproveitando um bom momento, o elfo consegue afastar o sangue de dragão com um chute lateral. Percebendo a oportunidade, ele arremessa a espada no ar e junta as mãos num forte estalo, evocando sua magia.

—- ESPADA FANTASMA!

Ainda no ar, a lâmina da espada brilha, mostrando algumas runas desenhadas, e se divide em duas. Agarrando o cabo de uma delas, o elfo parte para o combate enquanto a outra espada o segue por cima. Com um gesto de mão, a espada que estava flutuando aumenta a velocidade e chega primeiro ao sangue de dragão.

Esquivando por um triz, o sangue de dragão tem seu peito cortado profundamente pela lâmina voadora. Passando por ele, a espada finca-se numa árvore. Urrando de dor, o garoto coloca a mão sobre o corte no peito, que sangrava muito. Esse leve descuido foi suficiente para a aproximação do guerreiro élfico.

—- Essa técnica mágica não apenas duplica minha espada, mas também a torna muito mais afiada. Agora é o seu fim demônio!

A aura que cobria o corpo de Orogi foi sumindo aos poucos até desaparecer por completo. Gunta resolve testar seu oponente e parte para o embate.

O experiente Licantropo lutava com extrema perícia marcial. Para cada golpe que Orogi desferia, recebia dois em troca que atingiam várias partes do seu corpo, inclusive seu rosto. Apesar da velocidade de Orogi, seu esforço era inútil, e por mais que tentasse sua fúria não conseguia se sobrepujar à técnica de luta de Gunta. Até que chegou o inevitável.

Gunta encurralou Orogi entre duas imensas raízes de uma árvore. Sabendo por experiência própria que os sangue de dragão possuem uma grande resistência física, Gunta desferiu, em meio a tentativas vãs de Orogi em acertá-lo, três poderosos golpes no pequeno garoto, fazendo-o quase desacordar. Orogi estava de joelhos, ofegante.

—- Juro pelos Espíritos da Natureza que gostaria que nosso encontro fosse de outra forma, pequenino. Tanto você como eu somos vítimas do ódio e indiferença dos magos. De forma rápida e indolor o libertarei da sua maldição. Que os deuses tenham piedade de nós, adeus.

Gunta extraiu suas garras mais ainda e desferiu o golpe fatal.

A terra se ergueu aos pés do guerreiro licantropo. Tudo aconteceu muito rápido e Gunta não teve chance de usar seus reflexos aguçados, pois uma coluna de terra o levou às alturas e se desfez assim como surgiu, rapidamente. Não tendo nenhum apoio onde cravar suas garras e se segurar, Gunta caiu e, mesmo no ar, conseguiu enxergar seu oponente no chão. Era um mago, vestindo uma elegante armadura de couro reforçado e portando uma espada à cintura. Ele estava com uma das mãos erguida, comandando o elemento terra.

Era Farmenis.

Erguendo a outra mão e realizando movimentos vigorosos, Farmenis fez brotar do chão duas enormes mãos de terra. Elas se chocaram contra o corpo em queda de Gunta num bater de palmas poderoso. O guerreiro licantropo recebeu o impacto de vários quilos de terra e veio ao solo quase desmaiado. Quando tentou se erguer, já totalmente grogue, recebeu o golpe de misericórdia. Uma das mãos se desfez enquanto que a outra se fechou num punho cerrado e desferiu um forte soco no inimigo. Gunta foi arremessado a mais de trinta metros de distância, quebrando galhos, raízes e derrubando duas pequenas árvores pelo caminho.

Orogi acompanhou toda aquela ação agachado e com uma mão no peito ensangüentado. Farmenis se aproximou dele e o encarou. Orogi desviou os olhos e olhava para onde Gunta tinha sido jogado, farejando o ar para sentir se seu oponente ainda estava apto a lutar. O instinto de proteção ao seu mestre falou mais alto. Os sangue de dragão tinham essa prioridade incutida magicamente em suas mentes.

—- Aquela fera não é mais problema! Precisamos saber se os outros precisam de ajuda. Encontre-os — disse o mago Farmenis. Orogi farejou o ar mais uma vez e levantou as orelhas pontudas para uma direção, como um cão. Logo em seguida saiu em disparada, sendo seguido por Farmenis.

A trinta metros dali, em meio aos destroços, Gunta ainda respirava….respirava lentamente.

Enquanto isso, não muito longe dali, em meio à floresta, outros combates se desenrolavam ferozmente. Os elfos e os sangue de dragão que iniciaram a contenda no solo já tinham acabado suas lutas, com resultados iguais. Uma morte para cada lado.

Kel-Doma, o elfo que restou de pé, estava para dar o golpe final no sangue de dragão que ainda vivia, mas teve seus planos frustrados quando quatro membros da Centúria apareceram acompanhados por três soldados imperiais. Agora não era mais mano a mano, mas sim oito contra um.

—- Desista elfo — disse um dos magos —- não tem a mínima chance contra todos nós.

Kel-Doma sabia disso. Apesar de possuir poucos ferimentos, a superioridade numérica dos inimigos decretaria facilmente sua derrota. Mas Kel-Doma também sabia que os magos não faziam prisioneiros e que seu destino era a morte. Portanto, era necessária uma saída de emergência.

Kel-Doma jogou um rolo de pergaminho no chão aos seus pés. O pergaminho explodiu em fumaça branca e logo em seguida o elfo não mais se encontrava ali.

—- Maldito seja! Ele usou um pergaminho de transportação — disse um dos centurianos.

—- Mas pelo que nós aprendemos, essa mágica tem um médio alcance, ou seja, ele ainda esta em alguma parte da floresta — falou outro mago.

—- Não temos tempo de procurá-lo. Nossas ordens são para proteger os idiotas dos sangue de dragão. Ainda bem que chegamos a tempo de salvar este aqui. Infelizmente o outro não teve tanta sorte — o mago se aproximou da garota morta e a encarou.

—- Bom, é para isso que servem mesmo. Ela fez bem seu trabalho. Agora vamos embora daqui.

—- Nós nem tivemos a oportunidade de testar nossas habilidades. Será que o Azura já entrou em combate?

—- Difícil saber. Mas coitado do oponente que o enfrentar — disse um dos magos sorrindo.

E assim os membros da centúria saíram descontraídos, deixando para trás o corpo inerte de uma garota de treze anos.


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