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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Nov
08
2013

O Bêbado

Quinto saiu do bar por volta de meia noite. Completamente embriagado, tentou atravessar os tão costumeiros 500 metros que separavam sua casa do boteco onde costumava encher a cara. Mesmo naquele estado podia imaginar sua chegada em casa, com sua mulher aos berros, reclamando pelo seu estado.

A rua estava completamente deserta, naquele bairro não era comum às pessoas circularem àquela hora da noite. Foi por isso que Quinto estranhou quando lhe empurraram. Sem condições de resistir, caiu imediatamente. Na queda bateu o nariz no chão, transformando sua face em uma mascara vermelho-sangue. Pronto pra trocar uns safanões com o engraçadinho que fizera aquilo (coisa de bêbado), Quinto levantou-se com os punhos cerrados. Mas não havia ninguém ali. Olhou para os dois lados, mas não viu ninguém. Devia ter fugido.

Quinto continuou a caminhar. A distância entre o bar e sua casa, que já era difícil para um homem no seu estado de embriaguez, ficou ainda maior com uma cara toda ensanguentada e um nariz quebrado. Mesmo assim, perseverante como um leão velho em busca de sua caça, ele prosseguiu.

De repente, outro empurrão. E Quinto caía de novo. “Agora já chega!” berrou. Mas ao se levantar não havia ninguém de novo. Foi então que ele pensou: “Deve ser a merda da bebida. Fazendo-me tropeçar e pensar que tem alguém me empurrando”. Continuou caminhando, mas desta vez agarrado ao muro. Outra vez algo o empurrou, e desta vez teve certeza, porque ouviu uma voz dizendo: “Sai da frente”. Quinto olhou e não viu ninguém. Desta vez assustado, levantou-se rapidamente e começou a correr. Mas, a cada dois passos, era empurrado, e nunca havia ninguém.

Quando finalmente chegou no portão de casa, completamente suado e quase aos prantos, enfiou a mão no bolso pra pegar a chave. Quando voltou os olhos para o portão de novo havia um homem parado na sua frente. Deu dois passos pra trás e quase caiu de novo. O homem, que aparentava estar ainda mais bêbado que ele, pareceu estar furioso. Novamente empurrou Quinto, gritando: “Sai da frente”. Ele caiu no chão, agora chorando como uma criança. Encarou o homem e este, como fumaça, desapareceu de sua frente.

No dia seguinte, Quinto levantou com uma baita ressaca, sem saber como fora parar em sua cama e se tudo aquilo que acontecera na noite anterior não passara de um sonho. Ao sentar-se a mesa para o café, pegou o jornal e começou a ler como costumava. Em uma matéria especial, destacava-se um homem que fora piloto de corrida. Terminara seus dias gastando suas últimas economias em bares. De repente Quinto engasgou com seu café. Tossiu desenfreadamente, sem ninguém ali pra socorrê-lo (sua esposa tinha ido trabalhar). Quinto sufocou-se e caiu, morto. No jornal a matéria dizia: 10 anos sem Luís José. Na foto, o homem que Quinto vira na noite anterior.


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