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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Nov
11
2013

O Jantar

Johnny nunca fora o cara mais confiável. Acho que era por isso que não costumávamos sair juntos. Seu jeito excêntrico me deixava incomodado. Isso somado àquelas luvas que nunca tirava. Corriam boatos de que Johnny não teria os dedos. A amputação teria sido produto de alguns rituais dos quais fazia parte. Eu não sabia se era verdade, só havia escutado os boatos.

Nós começamos a nos aproximar quando um projeto da empresa nos obrigou a trabalhar juntos. Acho que eu e Johnny nunca teríamos nos aproximado de outro modo. Enquanto desenvolvíamos as atividades, acabamos por nos tornar cada vez mais próximos. Até o dia que ele me convidou para jantar depois do expediente.

Fomos no meu carro, com ele dando as coordenadas do local onde costumava frequentar. Era um restaurante que parecia ser muito fino, com uma arquitetura luxuosa e, assim como Johnny, excêntrica.

Ao entrar no local, notei que éramos os únicos clientes. “Poucos vêm aqui” disse Johnny “é por isso que eu gosto”, e soltou aquela gargalhada que me dava arrepios. Sentamos a mesa e lá veio um cozinheiro. Trazia consigo todas as ferramentas necessárias (facas, panelas e até uma espécie de fogão móvel que vinha num carrinho).

– Olá Johnny! – disse o cozinheiro em meio aos dentes amarelos. – Quem é o novato?

– Um amigo. – respondeu Johnny, sempre sorrindo.

– Bem. Espero que ele goste de nosso menu. – ele deu uma risada que me deu ainda mais vontade de sair daquele lugar horrível. – O que vai ser?

– O de sempre! – Johnny tirou as luvas, revelando as mãos quase sem dedos. O polegar direito era o último deles.

– Deixou o melhor para o final, Johnny?

– Pois é. – Johnny respondeu. Eu não estava entendendo a conversa daqueles dois, até que num golpe rápido o cozinheiro decepou o último dedo de Johnny. Eu me levantei de espanto, já gritando:

– Que diabos é isto!!!

– Ele é mesmo novato, hein Johnny? – o cozinheiro já jogava o dedo na panela cheia de óleo sorrindo.

– Está tudo bem, Marc. – Johnny ainda parecia atordoado pelo golpe.

– Como assim tudo bem? – perguntei revoltado. – Esse cara acabou de cortar o seu dedo e você fica aí dizendo que está tudo bem? Não! Não está tudo bem. E eu estou indo embora dessa merda! – Mas não pude. Caminhei até a porta de saída, mas lá, algo não permitiu que eu a cruzasse. Aquele lugar amaldiçoado não me deixou sair. Caminhando lentamente voltei à mesa. Johnny comia seu próprio dedo com satisfação.

– E então senhor? – perguntava a mim o cozinheiro-garçom. – O que vai ser? – como que enfeitiçado afastei o cabelo e movi a cabeça em direção a ele, expondo minha orelha direita.


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