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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Nov
15
2013

O Mundo dos Espelhos

 Jack se confrontava com sua imagem no espelho. Estava ficando velho. Aquele ato, tão comum durante toda sua vida, estava se tornando uma verdadeira tortura. A cada dia mais rugas e mais cabelos brancos surgiam. E Jack não podia fazer nada.

Ele se deitou na cama e não conseguiu dormir. A imagem que contemplara minutos antes não saía de sua cabeça. “Velho, velho” era o que ecoava em sua mente. Jack adormeceu, e sonhou. No sonho ele se contemplava no espelho novamente. Mas, desta vez, ao tocar sua imagem, atravessou o vidro e entrou em um novo mundo. Agora ele era jovem de novo. E junto dele estavam os velhos amigos de infância: Carl, Tom, Johnny. Estavam todos lá. Até o velho senhor Hart, sentado na varanda, fumando seu velho charuto.

Jack acordou suando. Havia sido tão real. Ele se levantou e caminhou até o espelho e contemplou, mais uma vez, sua velha silhueta. Tocou o espelho, nada aconteceu. Jack começou a chorar. Ele se ajoelhou no chão, ainda aos prantos, e começou a blasfemar contra os céus, até que foi interrompido por uma voz.

– De fato. – disse a voz. – Ele não é justo com ninguém. – Jack levantou-se assustado. Não havia ninguém no quarto. – Bem aqui, atrás de você. – Ele se virou e percebeu que era o seu reflexo no espelho quem falava com ele. Era exatamente como ele, exceto por um brilho vermelho que tomava seus olhos.

– Quem é você? – perguntou Jack.

– Não está claro? – respondeu o Jack do espelho. – Eu sou você!

– Não é não. Eu sou eu.

– E eu? Sou quem então? – o reflexo riu. Jack não sabia a resposta. Como aquilo era possível? Seu próprio reflexo, conversando com ele. Em sua cabeça ele pensou em mil coisas que poderiam ser. A primeira, é claro, loucura. Mas Jack nunca foi um homem de alucinações. Talvez fosse uma brincadeira. Mas de quem? Seus velhos amigos estavam mortos. Então imaginou: espíritos malignos, demônios, seres interdimensionais. Todas essas bobagens em que nunca acreditara, agora se tornavam tão reais a sua frente.

– De onde você vem? – resolveu perguntar ao espelho.

– Venho de você. – respondeu o reflexo irônico.

– Não. Eu quero dizer de que lugar.

– Ah! Eu venho do mundo dos espelhos , é claro.

– E como é o mundo dos espelhos?

– Hoje? Ele é exatamente como o seu. Mas um dia, foi muito diferente. Houve um tempo no qual as pessoas do seu mundo e do mundo dos espelhos se comunicavam. Nós podíamos ir até seu mundo, e vocês podiam vir até o nosso. Até que vocês nos prenderam aqui, e nos condenaram a imitar, eternamente, tudo o que vocês fazem.

– Mas vocês fizeram alguma coisa pra gente. Não fizeram?

– Talvez. Mas o que poderia ser tão mal a ponto de nos condenarem a tão terrível maldição?

– Não sei. Por que você não me responde? – a criatura do espelho riu.

– Jack, Jack. Você é tão ingênuo que não vê que fala com um ser que já viveu muito mais do que imagina. Eu sou poderoso, Jack. Poderia te dar o que quisesse.

– E o que eu poderia querer?

– Sua juventude. – aquilo mexeu com Jack. Ele pensou na possibilidade de ser jovem de novo. De viver do modo que deveria ser vivido. Uma vez mais, Jack tocou o espelho. Nada aconteceu. O reflexo voltou ao normal, mais uma vez refletindo as ações do Jack do mundo real. Ele se virou de costas para o espelho, em seus olhos um brilho vermelho tomava forma.


Categorias: Agenda | Tags: ,

2 Comments»

  • Igor Wefer says:

    Olá,

    Gostei muito do seu conto. Achei bem interessante e curioso. Durante a leitura, surgiu-me inúmeras ideias para, quem sabe, futuras escritas minhas. Mas, meus parabéns! Espero que este site entre numa ativa maior do que está. Quem sabe um dia desses eu não poste um conto de minha autoria.

    Abraços,

    • Evandro Furtado says:

      Valeu, que bom que gostou. E uma das principais ideias é esta, dar ideias a novas histórias. Quando publicar por aqui avise, vou gostar de ler.

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