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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Nov
05
2013

Saudosismo

Eu nunca fui, de fato, saudosista. Nunca me prendi a memórias, porque sempre acreditei que era ao futuro que tinha que me prender. Mas não é fácil perceber que se está ficando velho.

Há dois dias encontrei meu primeiro fio de cabelo branco. Isso me fez pensar em como o tempo passou rápido. Quanto não foi perdido? Pegar o táxi para ir ao trabalho, tarefa comum, já se torna algo mais profundo. Você começa a prestar mais atenção em coisas que nunca reparou. “Ei, aquilo não era uma lanchonete? Quando foi que demoliram?”. E aí você chega ao trabalho, passa por uma porta eletrônica e um holograma vem te atender.

– Nome, por favor.

– William Wallace. – respondo.

– É sério senhor. – o holograma me repreende e eu penso: “Essas coisas estão cada vez mais inteligentes”.

– Isto é sério. – mostro minha identificação e a máquina faz a leitura digital.

– Seja bem vindo senhor Wallace. – diz a máquina. E eu sinto saudade dos tempos em que havia um porteiro, humano, por ali. Vou pra minha sala (pela escada, elevadores me incomodam). Chego lá e sento em minha cadeira. Na mesa um pequeno objeto oval com um único botão vermelho. Aperto o botão e, instantaneamente, uma série de imagens se projetam a minha frente. Apesar de poder ver através delas, me parecem tão reais. Por um momento sinto que posso tocá-las. Tento e, pra minha decepção, minha mão atravessa as imagens. Neste momento sinto falta de meu velho computador.

Ando até a janela. Mas nela não vejo a rua onde se encontra a empresa. Uma série de imagens se apresenta em minha frente. Paris, Londres, Nova Iorque. Tudo ali, tão próximo e, ao mesmo tempo, tão distante.

Sento novamente na mesa. Mais um botão e, de repente, um copo de café surge na minha frente, como que por mágica. Saudade do tempo em que tinha que sair da sala e ir até a velha cafeteira que ficava no corredor. Pego o jornal, este que pelo menos ainda é impresso diariamente, em papel. Lá estão as principais noticias. Primeira viagem tripulada a Júpiter (o homem já foi a Marte há alguns anos). Nova arma ameaça integridade da nação palestina (o tempo passou, mas israelitas e palestinos continuam em sua guerra eterna). No Japão, um cientista apresenta seu novo modelo androide (na foto não dá pra distinguir quem é o homem e quem é o robô). Levanto-me novamente, cansado de tudo. Olho para o lado e vejo um pequeno objeto, semelhante a uns óculos. Ponho nos olhos e, de repente, sou William Wallace. Não eu, mas o cara das histórias. Estou lutando contra os ingleses. Passam-se uns vinte minutos e eu tiro os óculos.

– Realidade virtual. – deixo escapar em voz alta. – Finalmente algo que vale a pena. – um sorriso brota de meu rosto e logo se transforma numa grande gargalhada.

Olho no relógio, seis horas, hora de ir pra casa. Na saída me despeço do holograma. No lado de fora os modernos planadores ainda dividem espaço com os usuais automóveis. De novo sinto saudade dos velhos tempos, mas desta vez mais otimista. É, as coisas mudaram. Mas quem disse que foi pra pior?


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