O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

Publicado por mateus

– que publicou 18 textos no ONE.

Tenho muitas idéias  para histórias, e milhares para personagens. Mas estão muito fragmentadas! É um caos.

Pretendo escrever alguns contos. Terminar os que comecei, e adquirir experiencia o suficiente para partir rumo a um livro.

Espero que me deem dicas de como melhorar em alguns aspectos, e compartilhem comigo seus aprendizados!

 

pistoleiro-220x208

>> Confira outros textos de mateus

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Dec
12
2013

O pistoleiro – Parte1

pistoleiro-220x208

Morgan Hazfield vinha cavalgando, cruzando o deserto com a velocidade cortante de uma lamina. O mundo ao redor parecia ter prendido a respiração, e tudo o que se podia ouvir era o estrondo dos cascos batendo como trovões no solo. Ele não sabia quanto tempo lhe restava, ou se ainda havia realmente alguma chance. Mas àquela altura essas coisas já não importavam mais. Aquele não era o momento de pensar, era o momento de correr. As montanhas passavam por eles como borrões. A respiração do cavalo se condensava no ar gélido daquela madrugada; estava semimorto de cansaço. As milhas percorridas até ali já teriam sido o suficiente para fazer com que qualquer sujeito, com um pingo de juízo, desse um tempo para que seu cavalo descansasse. Mas o tempo se fechava como uma corda em seu pescoço, e Morgan continuava a esporear o animal, mais e mais, com a urgência crescente de quem estivesse perseguindo algo, deixando para trás nada além de uma nuvem de poeira e todas as esperanças que teve um dia.

Todos os planos, todos os sonhos. Tudo o que sempre quis para si, assim como o pó, ia sendo levado pelo vento. E todas essas coisas por um único motivo… Uma razão para a qual ele não poderia virar o rosto ainda que quisesse. O mundo estava se perdendo na escuridão, Morgan pensava, e ele precisava agir rápido.

Nunca imaginara que todas as historias que ouvira na infância um dia se mostrariam tão reais quanto o ar que respirava.

E tão perigosas.

Já tinha perdido a conta de quantos quilômetros havia percorrido, quando seus olhos, espremidos no esforço de enxergar através da escuridão, avistaram ao longe a casa que procurava. Ele sabia que já era tarde demais para que qualquer um estivesse acordado naquele fim de mundo, mas isso não foi o suficiente para tranquiliza-lo quando não percebeu luz alguma vindo do lugar. Havia algo estranho. Algo não natural naquele silencio, naquela escuridão. “Talvez estejam dormindo…” pensou consigo mesmo, sem muita convicção. Seus instintos gritavam dentro de si, e todos aqueles anos o haviam ensinado a confiar neles. Algo estava errado. E ele podia sentir isso em cada grão de pó do deserto. Sentia isso como se houvessem olhos na escuridão, pousados sobre ele, apenas aguardando o momento certo…

#

 

Morgan puxou as rédeas, e o cavalo parou sem qualquer tipo de relutância. Desceu do animal e suas botas pesadas bateram no chão, levantando poeira. A casinha estava à alguns metros dali, e ele pensou que talvez fosse melhor se aproximar silenciosamente. Não queria ser ouvido, e muito menos ainda visto. Assim, caminhou em direção a casa, com os passos firmes de quem não temia o que o aguardava.

Ou não soubesse.

Ao chegar perto, Morgan somente confirmou aquilo que viera durante toda a viagem tentando não acreditar: Definitivamente, havia algo errado ali. Ele parou os olhos nas janelas quebradas, se perguntando o que poderia ter ocorrido naquele lugar. Deu uma fungada, com a desconfiança que somente muitos anos de experiência poderiam talhar, e sua mão deslizou lentamente até a pistola presa na cintura. Seguiu aproximando-se, dessa vez com o dobro do cuidado, mantendo os olhos bem abertos, os ouvidos atentos a qualquer som. E foi então que ele percebeu. Não havia som algum. Não somente vindo da casa, mas no deserto inteiro. Os grilos não orquestravam sua sinfonia, e os lobos também não uivavam para a lua naquela noite. Havia silencio em todas as partes, e seus passos eram a única coisa que quebravam essa lei.

Ele subiu a escadinha da varanda, sentindo a madeira se envergar e ranger a cada degrau, e parou em frente à porta. Nunca admitiria, mas estava nervoso. Podia sentir suas mão ficando escorregadias com o suor. Ele encarou a porta por um bom momento, avaliando-a desconfiado, com aquelas duas vozes em sua mente; Uma mando-o ir em frente, e a outra, deixar aquele lugar. Mas ele sabia que não existia mais a possibilidade de voltar atrás. Lá dentro, havia o que ele procurara por todas aquelas semanas. O motivo de toda aquela viajem.

Morgan respirou fundo, descendo o olhar para a maçaneta. Ela parecia encará-lo. E por mais ridículo que parecesse, ele franziu o cenho encarando-a de volta. Com o indicador, empurrou a aba do chapéu para cima, num gesto que mais parecia nervosismo do que uma tentativa real de ajeitá-lo. E então girou a maçaneta.

 

 

#

 

A porta se abriu com um rangido longo e lento.

Se houvesse alguém dentro da casa, talvez tivesse se assustado com o homem que surgiu no portal da entrada. Ou a maneira com que a luz da lua às suas costas fazia com que sua sombra se alongasse no piso, para dentro do cômodo, como nas historinhas de terror que as mães contam aos filhos. Mas não havia ninguém, é claro. E tudo estava no mais absoluto silencio. Assim como também na mais perfeita desordem.

Era como se um furacão tivesse passado por ali. O cenário era um caos, completamente destruído. O que antes poderiam ter sido móveis um dia, agora eram apenas um amontoado de madeira destroçada, espalhada pelo chão juntamente com cacos de vidros e sujeira. Quadros pendiam das paredes. O tapete não passava de trapos desfiados, e panelas e louças estilhaçadas jaziam por todos os lados. Porém, Morgan não parecia ter percebido qualquer um desses detalhes. Ele estava paralisado. Só via o sangue.

Sangue no piso. Sangue nas paredes. Sangue aos litros. E espalhado por todos os lados, em uma quantidade que o fez prender a respiração, atônito demais para sequer piscar os olhos.

O pistoleiro ficou congelado no vão da porta, durante algum tempo. Havia mais sangue ali do que ele vira em toda a sua vida. Ele teria dado um passo atrás, se não estivesse tão em choque. Em seu rosto, havia um misto de culpa e confusão; Ele se perguntava o que poderia ter acontecido naquele lugar, mas a verdade é que já sabia. Só não podia acreditar. Não queria acreditar.

E foi então que, num relampejo súbito, ele se lembrou:

“As paginas!”

Se esquecendo de toda a culpa ou medo do que poderia ter acontecido ali, ele bateu a porta às suas costas. Nada nem ninguém – e isso também valia para si mesmo – importavam naquele momento. Ele viajara dezenas, talvez milhares de quilômetros até ali. E se não encontrasse o que procurava… Céus, ele não podia sequer imaginar. Aquelas páginas continham a chave que vinha mantendo a humanidade a salvo desde o raiar da civilização. Mas as chaves não servem somente para trancar passagens.

Elas também podem abrir. E tanto Morgan como o Haisshim, sabiam disso.

Estava muito escuro dentro da casa, e nem mesmo a luz das estrelas era o suficiente para impedir que o homem tropeçasse ruidosamente em uma escrivaninha despedaçada, ou chutasse uma panela sem querer, enquanto atravessava a sala. Pé ante pé, ele ia cruzando cuidadosamente o aposento devastado, sentindo a sola de suas botas grudando na mistura de sangue e sujeira que cobria o chão, e enrugando a testa numa expressão de nojo por isso.

O interior da casinha fazia juz ao lado de fora. Pequena e apertada, tinha apenas três cômodos. Logo após a sala, havia um corredor que levava ao quartinho dos fundos. Em um canto, uma escada subia até dar numa porta.

Segundo Morgan se lembrava, logo atrás dessa porta, havia o que ele tanto. E ele teria ido direto para lá, se não fosse aquele cheiro. Havia uma podridão no ar, que parecia vir dos fundos. Do quartinho.

Ele seguiu seu nariz pelo corredor, e conforme foi se aproximando o odor ficou mais intenso, ao ponto em que inspirar era o suficiente para que o mundo sacudisse em sua cabeça. O pistoleiro cobriu o nariz com o antebraço, numa tentativa de barrar o mau cheiro que o atacava. Não foi necessariamente eficaz, mas era melhor do que nada.

O corredor terminou no quartinho dos fundos. A porta estava estraçalhada, como se tivesse sido derrubada a machadadas. O interior do aposento tinha o mesmo aspecto da sala, com tudo revirado e quebrado. Havia uma cama no canto, perto da janela, de lençóis rasgados e empapados de sangue. Mas o que mais chamava atenção ali, era o enorme rombo que havia em uma das paredes, por onde a luz da lua inundava o lugar.

Morgan se aproximou da abertura, franzindo o cenho com um ar examinador. O buraco era enorme e grotesco demais, como se uma carroça tivesse atravessado aquela parede. Ele passou a mão na borda da abertura, bateu com os nós dos dedos na madeira produzindo um “toc, toc” oco, e então deu um passo para trás com a expressão insatisfeita de quem não tinha encontrado a resposta que procurava, ainda fitando aquele buraco, como se isso talvez pudesse lhe dar uma visão mais ampla de tudo.

Não havia explicações. Pelo menos não explicações que ele pudesse imaginar.

O pistoleiro andou pelo quarto, deslizando seus olhos por todos os cantos, examinando tudo minuciosamente. Os anos fazendo aquilo o ensinaram que todo tipo de evidencias se escondiam em meio a bagunças como aquelas. E, assim pensava o pistoleiro, a resposta poderia estar ali em algum lugar.

Já fazia alguns minutos que estava ali, quando seu olhar foi capturado pelo que pareceu, por um instante, ser um brilho metálico no meio dos escombros. O pistoleiro se agachou e esmiuçou a pilha de destroços com as mãos. Seus dedos tocaram algo frio, e quando ele se ergueu novamente, segurava um porta-retrato desgastado em suas mãos.

Soprou o pó sobre ele e encontrou uma garotinha loura, de olhinhos sorridentes, que posava timidamente na foto. Um sorriso dócil desabrochou no rosto do pistoleiro. E ele pareceu se perder na graça da menininha por um instante, que logo acabou. Ele respirou fundo, agora com o sorriso murchando. “Sarah… Ela também tinha o mesmo sorrisinho.”, ele recordou. Deslizou os dedos pela foto, quase como se estivesse acariciando as bochechas da própria garotinha. E isso lhe trouxe lembranças de uma outra garotinha, risinhos divertidos, birras que ele adorava, e um lar meio esquecido.

Mas essas eram histórias de uma outra vida.

Algo pingou no ombro de Morgan. Ele franziu o cenho de leve, como se isso tivesse despertado-o, e sua expressão voltou à seriedade. Mais uma sequencia de gotas pingou do teto, dessa vez resvalando em suas botas. O pistoleiro olhou para cima, erguendo uma sobrancelha.

– Aaaaaaaaaaaah! – Gritou, largando o retrato e jogando o corpo para trás antes que a criatura caísse sobre ele. Ela se estatelou no chão, com um baque de ossos quebrando, e ali ficou por um longo segundo, até que começou a se mexer novamente. Morgan ficou em silencio, sem piscar sequer uma única vez, enquanto a coisa erguia-se debilitadamente do chão, apoiando-se nos braços frágeis e ossudos. Ela conseguiu ficar de pé, mas se balançava de uma maneira desajeitada, como se tentasse manter o equilíbrio para não desabar. E então o pistoleiro se deu conta: Não era exatamente um monstro. Ele vestia um pijama esfarrapado, que devia ter sido branco um dia. O rosto estava desfigurado o suficiente para ser assustador, mas não o suficiente para ser irreconhecível; Eram os mesmo traços da garotinha da foto.

De repente a criatura (ou garotinha. Morgan não sabia o que pensar naquele momento) pareceu se estabilizar. Ergueu o queixo assumindo uma postura mais ereta e seus olhos negros pareceram se cerrarem no pistoleiro:

“Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr” – ela começou a rosnar baixinho, se retraindo como um animal prestes a dar o bote. Apesar de pequenina, não teve dificuldade nenhuma em cruzar os três metros que os separavam, saltando com as garras para fora. Morgan a segurou pelos braços. Mas força do impacto foi o suficiente para lançar o homem alguns metros atrás e fazê-lo bater a nuca ao chocar as costas contra a parede. Os dois rolaram no chão; A garotinha abrindo e fechando a boca cheia de dentes afiados, mordendo o ar freneticamente enquanto o pistoleiro lutava para manter-la longe de seu rosto.

Deus! Aquilo era forte demais para uma criança. Quer dizer, ele sabia que aquilo já não era mais uma criança, mas ainda assim, a fragilidade do corpo da hospedeira deveria ser o suficiente para debilitar um pouco o desempenho dele. Deveria. Mas não era.

Tirando forças sabe-se lá de onde, o homem conseguiu colocar o pé na barriga da criatura e empurrá-la para longe. Levantou-se trôpego, meio perdido e confuso com a dor latente na parte de trás da cabeça. O bixo pulou sobre ele novamente. Mas dessa vez Morgan foi rápido o suficiente para rolar para o lado, as garras da criatura cortaram o vazio.

Aproveitando finalmente uma brecha, num reflexo tão automático quanto piscar os olhos, o homem sacou sua pistola. Puxou o gatilho uma, duas, três vezes, e a cada disparo o impacto empurrava a garotinha, violentamente, para trás. O quarto tiro a atingiu no meio do peito, lançando seu corpo contra a parede, para depois escorregar e cair no chão. Arfante, Morgan não hesitou nem por um segundo. Ainda podia ouvir os gemidos inumanos da criatura quando afundou a sola de sua bota no crânio dela. Seguiu pisando, brutalmente, mais, mais e mais vezes, até que a cabeça estourou, como um balão, espirrando sangue em todas as direções, a uma altura que respingou no peito do homem.

Morgan cambaleou para trás e despencou, sentando na cama, ofegante. Sua respiração ruidosa era o som a entrecortar o silencio que retomara o lugar.

Então havia sido isso, refletiu o pistoleiro. Isso havia acontecido naquele lugar. Isso explicava tudo. Morgan fez menção a se mexer, mas o movimento foi interrompendo por uma careta amarga; sentia uma dor aguda na base da coluna, uma dor que gritava a cada vértebra movida; A nuca latejava tão forte, que ele fechou os olhos, com medo de que fossem empurrados para fora.

Mas todas essas coisas eram o de menos. Morgan abriu os olhos, lentamente. Fitou a pistola em sua mão, e percebeu que ela tremia. Permaneceu com os olhos pousados sobre ela por um longo momento, com um ar distante. Com o rosto cansado do homem que sabia que já não tinha mais condições de fazer aquilo. Não aguentava mais ter de fazer aquilo. Ele ergueu o rosto e viu o corpo inerte no canto da parede. Pensou na garotinha da foto, Lembrou-se dos olhinhos sorridentes, e imaginou o som da risada dela. Algo se quebrou dentro do pistoleiro e seus lábios começaram a tremer. Ele meneou a cabeça, como se dissesse a si mesmo que não iria fazer aquilo. Mas não conseguiu. Tampou a boca com a mão, baixando a cabeça, e chorou baixinho, com lagrimas silenciosas lhe escorrendo pelas bochechas. Então as lagrimas começaram a descer mais furiosamente, com um choro entrecortado por soluços e golfadas de ar para recuperar a respiração. A pistola escorregou de sua outra mão, e com ela ele cobriu o rosto, mesmo não havendo ninguém ali para vê-lo.

Ninguém, exceto ela, que estava lá, o encarando, jogada em um canto de uma parede como uma boneca de trapos, com seus olhos opacos e agora sem vida. Sem sorrisos


Categorias: Agenda |

2 Comments»

  • mateus says:

    Ai está. É uma história antiga – alguns aqui leram a primeira versão – que eu reescrevi. Eu sinceramente conto com as observações de voces, nem que seja com um “a parte tal ficou meio arrastada” ou sei lá, qualquer outra coisa que posa ajudar. Na verdade, eu estou meio que “despertando” de um looooongo periodo de hibernação. Antes eu tinha escrever como um habito sagrado, todos os dias. Mas então aconteceram algumas coisas e eu acabei me afastando de escrever, e até aqui do ONE também.
    Eu sinto que vou demorar um pouco até recuperar o ritmo – e,talvez, a qualidade – que eu tinha quando estava escrevendo o JUSTIÇA FINALMENTE, mas espero que voces possam fazer suas observações e me ajudarem nisso =))
    No mais, é isso ae. Até o/

  • Fala, Mateus!
    Li o texto e agora comento.

    Realmente, está muito melhor do que a primeira versão.
    Você conseguiu manter o suspense e a tensão por longos parágrafos, apesar de neles conter pouca ação. A narrativa está competente. Tem um ritmo lento, mas que serve ao objetivo de revelar progressivamente ao leitor as intenções do pistoleiro e os mistérios do enredo. Só tome cuidado para não incrementar o suspense ao ponto de, sem querer, acabar repetindo algo já dito: por exemplo, na parte em que o protagonista fica paralisado após vislumbrar o sangue encharcando a casa, logo a seguir você comenta que ele permaneceu “congelado no vão da porta, durante algum tempo”. Será que essa segunda frase não é dispensável? (É certo que uma repetição às vezes ajuda a enfatizar uma descrição qualquer, mas no caso ela me deu a impressão de imobilidade.)

    Também achei desnecessárias as interjeições/onomatopeias “Aaaah” e “Grrrr”. É uma questão de gosto, acho, mas para mim soaram estranhas.

    Ah, e um detalhe: o pistoleiro estourou a cabeça da menina (certo?), mas no último parágrafo ela o encara “com seus olhos opacos e agora sem vida”. Talvez haja uma contradição aí, não sei.

    E é isso. Está excelente e bem empolgante. Os mistérios nos deixam com vontade de saber mais. Parabéns aí!

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério