O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

Publicado por Claudeir da Silva Martins

– que publicou 34 textos no ONE.

Claudeir da Silva Martins nasceu em 1987, na cidade de Cachoeira Paulista – SP.
Sou defensor do meio-ambiente e gosto de escrever contos de reflexão sobre a importância de proteger as matas e florestas.

Nota: Aqui é minha base de operação e meu espaço de experimentação literária, ou seja, aqui você pode encontrar histórias com começo, mas sem fim, com técnicas diferentes de narrativa. No mais, agradeço aos comentários desde já.

>> Confira outros textos de Claudeir da Silva Martins

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Jan
05
2014

O Naufrágio do Imperador

A que posso comparar a ganância humana? É como tirano cuja alma deseja tudo que almeja. E com poderosa armada navega pelos mares da fama, pronto a dominar reinos e saquear tesouros. Com tributos de angústia escraviza os povos, e mediante canhoneiras de desgraça destrói fortalezas.

 Na canícula da ganância ele navega aos mares do hemisfério sul. Com espada sanguinária subjuga os nativos da floresta, roubando-lhes suas terras. No auge da injustiça transforma homens em feras, e com grilhões de sofrimento os obriga a labutar sob o sol que fustiga.

 Mulheres e homens, dia e tarde trabalhando; crianças e idosos, noite e dia lavrando; só para encherem os cofres da ganância e construírem castelos de extravagância, para o ego de um tirano que não teme a própria morte. Assim o imperador os escraviza com correntes de angústia.

 E disposto a derramar mais sangue em sacrifício humano para encher seu castelo de riquezas, seu ego conduz uma frota rumo ao oriente para empilhar montanhas de ouro.

 Ao navegar por rota sinuosa com ares de vanglória, no auge da arrogância sua alma clama:

 

“Deveras sou como um deus e todos os reinos devem me temer.”

 

Todavia seu ego mal sabe, tão pouco compreende que aos soberbos resta apenas se vestirem com a mortalha dos que descem à cova. E no momento em que sua frota jazia em meio aos mares do oceano. Os ventos começam a soprar, os trovões a bradar e as ondas a bramar. E diante do clima que se fecha em tão pouco tempo, toda a armada estremece de medo aos sinais do céu obscuro e sombrio.

 Mas ao contemplar as forças indomáveis da natureza, a soberba do soberano se ascende e sua boca diz com grande arrogância:

 

“Não há força, não há onda, nem vento e tempestade que possa afundar o poderoso Luxúria.”

 

E no cúmulo da jactância ele se acorrenta no leme com toda confiança, disposto a vencer a tempestade para conduzir à armada as terras do ouro. Todavia, a tempestade ganha força e logo em furacão se transforma. Os ventos castigam os marinheiros e as ondas arrastam alguns para as profundezas do mar sombrio. Assim a armada começa a naufragar… De encouraçado a encouraçado, de canhoneira a canhoneira, restando não mais que poucos navios. Mas sua soberba é tamanha que seus olhos não vêem o mal que se aproxima. E no excesso de confiança sua glória se levanta, desafiando os mares em meio ao desespero dos marinheiros:

 

“Quem és tu, ó mar, para que possas me deter? Acaso pode afundar algo tão suntuoso como meu encouraçado? Banhado a ouro, enfeitado com entalhes de prata e ornamentado com jóias preciosas? Porventura podes afundar Luxúria?”

 

E foi nesse mesmo instante, no cúmulo da arrogância que uma onda tão alta quanto à montanha e tão poderosa quanto à avalanche golpeia o encouraçado, que no mesmo instante começa a naufragar em meio às águas do oceano.

No momento em que o navio afundava; aquele que dizia não temer a própria morte, agora se encontrava assombrado como patinho. Sua alma se desespera ao tentar se livrar das algemas do leme. Todavia seu esforço é debalde, e tomado pelo medo, sua boca brada aos gritos de desespero:

 

“Salve-me! Salve-me!”

 

Contudo ninguém o ajudou, nem o ouviu e tão pouco o salvou, pois o remanescente de sua frota estava espalhado ao longo dos mares, em meio às trevas da escuridão noturna. E quando eles se ajuntaram para atacar a Índia no amanhecer do dia. Logo perceberam que não mais havia Lúxuria, nem Imperador e tão pouco uma poderosa armada.

 Diante do pânico, possuídos pelo medo e decididos em fugir com a morte do soberano. Os navios dão à volta e retornam ao reino Nórdico. Sem herdeiros para herdar o trono, o império se divide em uma grande anarquia, com seus generais a batalhar pela coroa, numa guerra e num genocídio sangrento que enfraquece a soberania. Diante do caos instalado, em pouco tempo os povos escravizados se libertam do domínio da tirania. E com grande revolta invadem as terras do soberano, inundando-as como rio que transborda para resgatarem seus tesouros.

 Com essas invasões o império se reduziu a um pequeno reino, que nunca mais se ergueu para assolar os povos outra vez. E se outrora havia um imperador que se chamava Ganâncio, que vivia a dominar os reinos desse mundo com cetro de ouro; agora este mesmo jazia com todo o esplendor de sua glória nas profundezas sombrias do oceano.

 Deveras a ganância puxa a jactância e esta enlouquece o homem. E com os passos da arrogância ele caminha para a destruição absoluta. Assim termino esse conto.


Categorias: Agenda | Tags: , , ,

No Comments»

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério