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Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Feb
01
2014

A Menina que Roubava Livros – Sobre o livro e o filme

A-Menina-que-Roubava-Livros

Se não estou enganado, fazem três meses que lí o livro do Markus Zusak, “A Menina Que Roubava Livros“. E devem fazer três horas que assisti a adaptação de livro para os cinemas.

Relaxem que este texto é SEM SPOILER! 🙂

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click para comprar A Menina que Roubava Livros

Porque eu gostei de ler A Menina Que Roubava Livros?

Os motivos são vários, creio que todos que leram terão seus motivos próprios, mas eu acredito que para quem gosta de escrever, ler o livro do Zusak é uma experiência a parte.

A maneira que Zusak brincou com a escrita neste livro foi de encher os olhos. Durante a narração da história ele foi adicionando diversos elementos diferentes no texto, que foram se somando a narrativa. Por exemplo utilizar a Morte como narradora, usar um dado de sete lados para marcar acontecimentos, ter a ousadia de contar o final do livro no meio da historia, desenhar uma historia dentro de uma historia com as paginas de um livro apagado como plano de fundo, inserir no meio da narração pequenos trechos explicativos sobre varios acontecimentos.

Estes exemplos podem soar estranhos para quem não leu o livro… mas tenho certeza de que, quem já leu, vai lembrar de todas estas passagens. É uma brincadeira gostosa ler esse livro.

E não fica só no modo diferente de escrever e contar uma história. O livro acima de tudo é emocionante. A maneira como ele trata as palavras… ja disse que elas tem poder. Para a menina elas trouxeram a morte… mas depois lhe deram a chance de viver. 🙂

Eu chorei feito uma criança quando acabei de ler o livro. Na verdade me emocionei em diversas passagens… mas o final, é de arrancar o coração do peito. E é ai que esta a beleza dos livros, de ser um escritor. Imaginem vocês, que alguém um dia estava sentado, na frente de um computador, criando uma história. E essa história viajou pelo mundo e pelo tempo, passou sabe-se lá por quantos lugares diferentes… até chegar em suas mãos para ser lida, e fazer você se emocionar.

Eu poderia começar a descrever o que são as emoções, como elas funcionam fisiologicamente. Acredito que isso iria agregar na contemplação do poder que as palavras tem, que a mente de um escritor tem. Mas isso também deixaria esse texto meio chato.

O importante é que A Menina Que Roubava Livros, é um livro que deve ser lido. Você vai embarcar na história, se prender aos personagens, se divertir, se emocionar… e por fim chorar feito uma criança.

Agora, o filme

A-Menina-que-Roubava-Livros-posterEu não sei dizer para vocês, afirmar de certeza, apenas uma coisa sobre este filme… se ele é um filme ruim. Bom ele não é.

Quando o filme tem inicio, eu particularmente, embarquei direto na história. Lembrei de tudo que ví no livro, todas as emoções que senti, re-lembrei dos personagens… o início do filme consegue te inserir na história da maneira como deveria fazer.

Algo que eu gostei muito no filme, foi a ambientação. A cidade de época, os prédios, a casa do prefeito, os móveis dentro da casa, o porão… minha imaginação precaria não conseguiu reproduzir nem 25% os detalhes e a riqueza visual que este filme trouxe.

A atriz escolhida para fazer a Liesel, Sophie Nélisse, que garota encantadora. Fez uma boa atuação e… caramba, essa garota quando ficar mais velha ira destruir corações pelo mundo!

Hans, o pai de Liesel. Foi a melhor escolha de ator para este filme, sem dúvida nenhuma! Geoffrey Rush é o Hans que vemos no livro.

Emily Watson, Rosa, mãe de Liesel. Ficou boa? Ficou. Poderia ser melhor? Poderia, se tivessem dado mais espaço para essa atriz atuar. A mãe da Liesel no livro é uma baita personagem, foi mal aproveitada no filme. Uma pena.

Max, foi retratado pelo ator Ben Schnetzer. Foi um bom Max, na medida que o filme deixou. Ficou bem próximo com a imagem que o livro nos mostra.

Rudy… ok. Chega de falar bem desse filme. O papel do Rudy foi dado ao ator Nico Liersch. Nada contra o ator, mas esse personagem não ficou bom, nada bom.

Quero entrar agora naquilo que fez eu não achar este filme, um bom filme.

O filme ficou tão raso, que hoje eu agradeço pelos três filmes do Hobbit. Assim, eu entendo o que significa uma adaptação, entendo que trechos do livro devem ser omitidos, deve-se tomar rumos diferentes para contar a história… sei de tudo isso ai. Mas, no inicio deste post eu expliquei o que me fez gostar do livro, falei das formas diferentes que o autor utilizou para contar sua história, brincando com o texto. Esta parte, com certeza sumiria na adaptação, afinal é cinema, não texto. Mas, novamente um mas, eu também escrevi acima que o livro é emocionante, e o que torna o livro emocionante é o relacionamento que a Liesel tem com os outros personagens.

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Não é a história, é o relacionamento!

Existem passagens muito fortes no livro, personagens com ligações sentimentais fortes, que para criarem estas ligações tiveram de passar por vários momentos marcantes… e me parece que no filme esqueceram de contar todos estes momentos. Limaram a interação entre os personagens em 70%. Claramente A Menina que Roubava Livros não cabe em um único filme. Ou o roteirista não é bom no trabalho que faz.

O relacionamento da Liesel com o Rudy. Eu não vou dar spoiler mas puta que pariu eu não sei onde estavam com a cabeça quando fizeram o que fizeram no filme! (sem virgulas para não respirar e soltar a angustia e raiva enquanto ler)

A bofetada! O pai de Liesel não bate nela no filme. Não quero dizer o porque nem aonde, mas a bofetada, que eu achei muito marcante… não existe!

Toda a interação com a rua onde Liesel morava foi retirada… toda! Ok, fica uma cena, mas caramba, do livro todo, onde varios personagens se relacionam na rua, só tem UMA cena?!

O final do filme.

Não sei o que dizer. Quando acabei o livro eu chorei feito criança, pois tudo que eu havia lido, me levou até o final da história carregado de sentimentos com os personagens. E quando a história acaba do jeito que acaba, tu se solta, as lagrimas caem, pois não existe mais nada para fazer a não ser isso.

O filme acaba “exatamente” como o livro. E com a descrição que coloquei acima, sobre como a interação dos personagens foi construida… tu acha que o impacto foi o mesmo? Não só não foi o mesmo, como certa cena (que droga que não posso dar spoiler) ficou tão sem sentido no final, que eu quase joguei a garrafa de refrigerante na tela do cinema, eu quase levantei alí e fui embora.

Por sorte não fui. A narração final da Morte, nos ultimos segundos de filme… fez a história contada nas telonas ter um final mais digno. Esta parte da narração conseguiu ser emocionante. 🙂

Concluindo!

Se você não leu o livro… não veja o filme [ponto] Assistir ao filme, sem ter lido o livro, irá com certeza absoluta, estragar sua experiencia ao ler o livro. Não é como outras adaptações em que você assite o filme, pega o livro para ler, mescla tudo e fica por isso.

Ler A Menina Que Roubava Livros é uma experiência incrível! Não deixe um roteiro raso tirar isso de você. Leia o livro primeiro.

Publicado por
– que publicou 1572 posts no O Nerd Escritor.


Categorias: Críticas e Resenhas | Tags: , ,

10 Comments»

  • Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler. – – – para ler! Não para assistir! hahahaha… 😀

    • Sério galera, se vc ñ leu o livro, e esta com o ingresso do filme na mão. Vende para alguém, tenta trocar, queima ele! Só ñ assiste o filme!

  • Claudeir da Silva Martins says:

    Tu chorou como criança, rapaz, pelo visto esse livro deve ter mesmo palavras tocantes e marcantes para o leitor. Está na lista de compras. Agora sobre filmes e adaptações, uma das razões por que detesto alguns filmes e adaptados de alguns livros como por ex: Herry Potter, é porque o cinema coloca a imagem dos personagens dentro da cabeça e não importa quantas vezes eu tente ler a coleção do Herry Potter, simplesmente não consigo porque as imagens do filme estragam minha imaginação, pois sou daqueles que adora imaginar enquanto lê os trechos do livro. O conselho é valido, porque só assistirei adaptações após ler os livros, ponto. E com relação ao cinema, geralmente alguns cineastas trocam personagens e criam personagens que nem existem nos livros. Um bom exemplo disso é nas adaptações dos jogos de vídeo-game, como por exemplo Alice do Resident Evil. Digo isso porque sou fan do Resident Evil. Qual a lógica de se dar tanto destaque para um personagem que não existe nos jogos? Poxa, isso me irrita como fan da série desde as primeiras histórias. 🙁

    Em fim, ótimo artigo.

    • Lucas Valadares says:

      Esse livro contém a melhor descrição de uma ressaca que eu já vi na vida. Shuauhshuas. Além de outras tantas coisas. Realmente o cara brinca com as palavras.

    • Valeu Claudeir! Recomendo o livro, da mesma forma que recomendaram a mim! 🙂

      Espero mesmo que curta ele. 🙂

  • Cuidado, possiveis SPOILERS!

    Sobre o livro:

    Faço minhas a palavras do Guns! O livro é simplemente magico, serio. Vai despertar em voce emoções que voce não sabia que tinha. Se voce ainda não leu, pare agora mesmo o que está fazendo, leia e sua vida vai mudar.
    Do ponto de vista de que gosta de escrever, o livro é uma lição de ousadia.
    O Zusak utiliza um estilo unico, belo e simples. Sim, extremamente simples. E combina elementos distintos de forma magnifica.
    Bom, posso passar a noite falando bem do livro, vamos ao filme.

    CADE O FINAL EMOCIONANTE ONDE VOCE CHORA?

    Como dito no review, os laçoes que a personagem criou ao longo da historia simplemente não foram destacados no filme, por exemplo: o laço com a mulher do prefeito. Serio, essa parte foi fraca.
    Quanto ao cortes de cenas, entendo, é uma adaptação.
    Mas cortou a emoção.
    Além do fato, de que ver o filme sem ter lido o livro, pode ser frustante.
    Contuto, não foi um fiasco total, boa parte dos atores se encaixaram perfeitamente (como a Liesel).
    Concordo, o Rub foi um fiasco!

    Bem de forma geral, não nego que foi otimo ver uma interpretação de um dos melhores livros que li. Recomendo sinceramente o livro e o filme (nessa ordem!).

    • Da vontade de colocar muito spoiler aqui.. mas não farei isso.
      Mas a galera realmente deveria ler o livro.

      Uma amiga minha fez uma critica do filme… ela entende de cinema mais q eu, e não leu o livro.
      Ela colocou um ponto importante. Durante o filme vc esquece que A Morte existe. A narração dela não funcionou no filme… e é verdade.

      Outra coisa.. poderiam ter feito o filme todo no idioma Alemão. Teria ficado muito mais imersivo.

      • O comentario da sua amiga é pura verdade. Nos poucos momentos que a morte “aparece” voce pensa nela como um narrador comum.

        Em alemão ficaria supimpa!

  • Aconteceu o mesmo com O Caçador de Pipas, fora a música, o esforço dos atores e o tamanho das bochechad daquele garotinho, o filme decepcionou. Eu ia assistir A Menina… no final d semana mas optei pelo Robocop, oitenta por cento pelo tanquinho do Gary Oldman, vinte por cento por já ter adivinhado q não daria certo mesmo. Li esse livro numa viagem p Angra uns três anos atrás e nem vi o mar, foi uma experiência maravilhosa! E assistir o filme vai ser como tomar um café com um ex parceiro d farra, dá tempo p fofocar, e matar a saudade mas é impossível reviver a emoção.

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