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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Feb
15
2014

Depois da Festa

kilt

Mal acabara a cerimônia, os empregados do hotel começaram a limpar o salão. Que festa fora aquela. Presenças ilustres, como a da própria rainha da Inglaterra, a fizeram ainda mais especial.

Mesmo depois do fim eu ficara mais um pouco, conversando com velhos amigos que não via há muito e que encontrara ali. Um a um, eles também foram embora, me deixando só naquele imenso salão. Mesmo os empregados já haviam ido, e as luzes começavam a apagar-se.

Preparando para partir, peguei meu casaco, até que notei que havia mais alguém por ali. Um senhor, tipicamente vestido de escocês, continuava ali parado. Resolvi me aproximar:

– Senhor. – disse eu em tom de curiosidade. – A festa já acabou. Está esperando… – parei de repente. Aquele (ou aquilo) com quem conversava não era um homem. Apenas um manequim de decoração, vestido como um escocês. Soltei uma gargalhada. – Que estúpido. Conversando com um boneco! – Olhei para os lados, procurando por outros daquele. Mas não havia outros. Aquele era, pelo jeito, a última peça de decoração no salão. – Não faz mal. – disse em voz alta. – Logo alguém perceberá que falta uma peça. – vesti meu casaco e parti.

O salão ficava dentro de um grande complexo, com inúmeras outras áreas de lazer, de forma que, para sair do edifício, era preciso passar por um número de portas. A primeira delas se encontrava num corredor, no qual se chegava através de um portal que saía diretamente do salão. Era uma porta simples, de madeira, a única coisa diferente era um vidro, que ficava à altura da cabeça, pelo qual se podia olhar para o outro lado. Passei pela porta e o corredor continuava longo à frente. Uma trilha de lâmpadas fluorescentes se destacava no teto, fazendo a iluminação do lugar. Avancei pelo corredor tranquilamente notando que ali fazia muito mais frio que no salão. Andei normalmente até que ouvi um barulho atrás de mim. Olhei pra trás. Parecia ter sido um baque surdo como se alguém…tivesse batido na porta. “Algum retardatário?” pensei. Esperei por alguns instantes para ver se alguém abria a porta. Nada aconteceu. “Alguém por aí?”, perguntei. Minha voz ecoou pelo corredor sombrio e aquilo me deu arrepios. Resolvi, então, seguir em frente.

Continuei andando até que cheguei à segunda porta, esta era exatamente como a que eu passara anteriormente. Abri-a e fechei-a normalmente. Dei alguns passos e outro som veio a minhas costas. Porta abrindo, porta fechando. Não a que eu acabara de passar, mas a anterior. Fiquei tentado a olhar pelo vidro, mas um calafrio que subiu pela minha espinha me impediu de fazê-lo. Resolvi acelerar o passo. Do outro lado da porta pude ouvir alguém caminhando. Passos firmes batiam contra o chão. Estava chegando na próxima porta, a última. Diferente das outras aquela era maciça, sem vidro pra se olhar do outro lado. Naquele ponto eu já corria. Não conseguia olhar pra frente, meu pescoço se virava, involuntariamente, pra trás. Pude ver quando a porta se abriu. Foi no mesmo instante que eu toquei a maçaneta que abria a última porta. Mal consegui abri-la, passei pelo espaço para fechá-la. Minha ultima vista do corredor foi um pano vermelho xadrez, saindo da última porta, exatamente como as saias que os escoceses usam.


Categorias: Contos | Tags: , , ,

3 Comments»

  • Sinistro. Ótima narrativa e descrição.

    Depois de ler seu conto, percebi que corredores longos e vazios são cenários excelentes para o suspense e o terror. Ainda mais com esse clima de perseguição. 🙂

    Só acho que o contexto merecia um pouco mais de desenvolvimento, mas deve ser a mera impressão de alguém que, como eu, curte contextos super-aprofundados. Por exemplo, fico me perguntando que tipo de festa teria sido essa, e por que um escocês em trajes tradicionais teria participado dela – já que o narrador crê tratar-se de uma pessoa, antes de descobrir que é um manequim. Aliás, por que ele não estranha a presença de um manequim no salão? Enfim, nada disso é realmente importante para a história, reconheço. Para o objetivo do conto, está bom como está. 😀

    Parabéns e abraço!

    • Evandro Furtado says:

      De fato, sempre surgem os “por ques?”. Mas acho que, no final das contas, as histórias não fazem tanto sentido. Nunca fui bom em contar detalhes porque não tenho paciência nem mesmo para notá-los. Acho que sou muito objetivo.

      Em relação ao manequim, ele estranha inicialmente, mas imagine a cena: você está em um grande salão sozinho. Sua única companhia é uma manequim que, você pensa, foi esquecido ali. O que você faz: espera alguém vir buscar o boneco e fica ali esperando as luzes se apagarem ou dá com as canelas dali? Eu ficaria com a segunda opção.

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