O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(8) Uno [agenda]
(0) Olga [agenda]
(0) ERROR [agenda]
(0) Ela [agenda]
(3) Pogo [agenda]

Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

>> Confira outros textos de Evandro Furtado

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Feb
07
2014

Devaneios de um Leitor

Caminhava pela rua  deserta. A luz da lua iluminava sua face, calma e serena. O único som era o dos grilos que cantavam, naquela interminável noite de verão. Pensou em Shakespeare, e o mundo pareceu mais belo. Ao longe um cachorro latiu.

Passou em frente a uma casa, iluminada por uma luz cintilante. Alguém assistia à televisão, ignorando as convenções sociais que discriminavam aqueles que insistiam em ficar acordados àquela hora da madrugada. Houve o grito, então, e o mundo pareceu acordar para ele, e ele para o mundo. Olhou ao redor, buscando o lugar de onde viera o som. Nada viu e continuou andando.

O homem quando tomado pelo medo, carrega no rosto a expressão de coragem. Não era diferente com ele. Se alguém o visse, naquele momento, pensaria: “Que homem seguro de si! Não há dúvidas de que não tem medo de nada.” Estariam enganados, pois o terror irracional, quando alcança o coração do homem, é como o mais perigoso dos vermes parasitas: não mostra sinais que os outros possam ver, mas, interiormente, destrói lentamente tudo o que pode alcançar.

O som se repetiu. Dessa vez ele soube: era na igreja. A construção diante de si era velha, tão velha quanto podia ser. E quantas histórias ela não presenciara?

Aproximou-se do templo, cruzando a rua. Agora estava diante dos portões. Então ele sentiu. Havia algo lá dentro. Algo que não podia ser nomeado. Algo vindo de um mundo onde bons homens não existem. Um mundo onde aqueles gritos são comuns, e muito mais altos. Gritos de dor, gritos de sofrimento. Vozes implorando por perdão enquanto têm seus membros arrancados e suas faces queimadas. Naquele mundo, onde respira-se enxofre e os rios são feitos de sangue, não existe esperança. E era isso que faltava a ele agora.

Tocou o portão, pensando em entrar. A curiosidade o tomou. Como seria o ser que estava lá dentro? Não importava, não poderia ser descrito. Sabia somente que, se olhasse para aqueles olhos, enlouqueceria completamente. Seria levado para o mundo da coisa. Passaria pelo terrível cão de três cabeças e viajaria junto ao barqueiro maldito. Quem sabe encontraria o próprio senhor das trevas, com sua língua de serpente e suas asas de morcego. Sentiu medo. Virou as costas à igreja e saiu andando.

Pensou em Poe e Lovecraft e no mundo diante dele. Se fora algo em sua mente ou, de fato, seres interdimensionais de mundos exteriores, ele não sabia. Mas importava? Achava que não.

A noite mudou, ficou mais clara. Por um momento, a esperança voltou. Mas sentiu-se só e pensou em García Marquez. Mas mesmo esse sentimento passou. Sentiu-se disposto e pensou em Hemingway. Por fim, sentiu-se feliz e viu como o mundo era bonito. Pensou em Lewis.


Categorias: Agenda | Tags: ,

2 Comments»

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério