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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Feb
11
2014

Nobre Coração

coracao-bravo

Era uma vez, numa terra muito distante, um grande rei. Era amado por seu povo, pois, durante sua juventude, salvara seu reino de muitas bestas, gigantes e dragões. Mas mesmo o destemido monarca não foi capaz de suportar o mais terrível dos inimigos: a morte. Esta terrível vilã atacou, primeiro, aquilo a que o poderoso déspota mais prezava: sua esposa, a rainha. Não suportando a dor de perder o grande amor de sua vida, o rei, valente e corajoso durante toda sua vida, cometeu o mais covarde dos atos possíveis: enforcou-se em seu quarto.

Com a morte do rei, coube a seu único filho assumir o trono. Helius, um jovem forte e destemido assumiu sua função com maestria. Logo em seu primeiro ano de reinado derrotou um terrível inimigo, o gigante Narcus, que durante muito tempo aterrorizou as terras ao leste. Seguiram-se, então, vários feitos que durante século seriam contados pelos pais a seus filhos. As vitórias diante da bruxa Abgha, do troll Sustas e do exército de goblins das terras subterrâneas ao Sul, aumentaram ainda mais a popularidade do jovem rei.

Mas eis que surgiu um novo inimigo: Drungun, o ogro negro. Durante séculos, o ogro havia habitado as montanhas azuis, no extremo oriente, aterrorizando os poucos que por lá ousavam passar. Mas agora ele estava vindo para o ocidente, em busca de comida e destruição, tudo pelo que vive um ogro.

Drungun atacara primeiro a pequena vila de Sulum, matando os animais e queimando as plantações. Helius, ao saber do terrível dano causado pela vil criatura, lançou seu exército contra ele. Ao chegar aos arredores da vila Helius pode ver a destruição. Pôs seu exército em volta da cidade, de forma a criar uma armadilha para o ogro. O ogro, astuto no entanto, usou isto ao seu favor. Começou a arrancar as arvores e lança-las contra o exército, de forma que, a cada ataque, derrubava toda uma legião. Um a um os soldados do rei foram caindo. Ao ver-se só diante daquela situação, o corajoso rei montou-se em seu cavalo e entrou na vila para enfrentar o inimigo.

Ao chegar na avenida principal da vila ele pode ver, lá estava o terrível ogro, sentado ao chão comendo os restos de um homem. Ao vê-lo Drungun riu, mostrando a terrível mistura de carne e sangue que havia em sua boca.

– Do que ri vil criatura? Não vês que está diante de um rei. – perguntou Helius.

– Rei? – Drungun levantou-se. – Eu conheci um rei uma vez. Ele matou meus dois irmãos, Curdun e Barcun.

– Pois este rei era meu pai. – o ogro ficou furioso ao reconhecer ali o herdeiro do assassino de seus irmãos. Lançou-se então contra o rei. Mesmo sendo incrivelmente viril, Helius não suportou a força da terrível criatura de 500 quilos. No entanto, mal caiu, já estava de pé, sacando sua espada e lutado contra o ogro. A batalha durou 5 dias e 4 noites, sem que nenhum dos lados cedesse. Ao final do quinto dia, no entanto, Helius desferiu um golpe mortal contra seu oponente. O ogro então caiu de joelhos em frente ao rei, que logo decepou lhe a cabeça. Estava acabado.

Mais uma vez o rei subia em seu cavalo e voltava para casa, vitorioso. No seu caminho, entretanto, escutou um choro. Ao aproximar-se para ver quem era seu autor, viu uma bela moça, sentada na beira de um lago. Helius ficou fascinado por sua beleza e foi se aproximando. Logo se sentou ao seu lado. A moça olhou para ele e parou de chorar. Agora estava sorrindo. O rei notou, de repente, que estava apaixonado por aquela criatura. E de tal forma que não notou que no lugar de pernas, a moça tinha uma grande cauda de peixe. Ela começou a cantar para ele, e o jovem rei ficou enfeitiçado de tal forma que foi levado para o fundo do lago e nunca mais foi visto.

Dizem agora que naquelas terras existe outro grande rei, assim como todos os outros que passaram e passarão pelo trono. Dizem que é capaz de feitos magníficos, mas como os outros, ele não sabe lidar com as coisas do coração.


Categorias: Contos | Tags: , ,

18 Comments»

  • Elvis Alves says:

    Excelente XD Homens durões com corações moles

    • Evandro Furtado says:

      Valeu parceiro. Essa produção saiu de algo que tinha que fazer pra uma aula de inglês. Escrevi originalmente em português depois traduzi. Decidi manter a original, e acabou dando nisto. Que bom que gostou.

  • Lucas Valadares says:

    Excelente. Bah, me senti sentando ao redor de uma fogueira com muitas pessoas enquanto um bardo contava essa história para os habitantes do local, sendo o local algures na idade média.

    Muito legal como você abordou os temas da morte no começo, e como o mais bravo dos homens pode cair diante daquilo que o coração exige. Gostei mesmo, se me indicar algum outro conto seu, lerei. Abraço.

    • Evandro Furtado says:

      Valeu. Eu tenho projetos pra escrever algo maior em relação à Fantasia Medieval. Já tenho um título: Nirvana (e acredite, vou explorar esse nome de todas as formas que puder). O outro se chamará Cronos e partiu de uma ideia simples: e se todas as grandes figuras históricas tivessem vivido ao mesmo tempo?

      Em relação a sugestões do que tenho aqui, varia do gosto. Se gosta de ficção científica tenho Saudosismo. Se prefere realismo fantástico, escrevi uma história chamada As Luzes de Santa Luzia. Os outros contos vão na onda de histórias de terror, caso se interesse.

  • Shado Mador says:

    Beowulf, não é?

    • Evandro Furtado says:

      Na realidade eu não pensei em ninguém especifico quando escrevi, mas sabe que você tem razão? Existem sim algumas semelhanças.

      • Shado Mador says:

        Aliás, ficou muito bom. Parece mesmo que um bardo está contando a história na beira de uma fogueira. Beowul também é muito bom.

        • Evandro Furtado says:

          Escrevi esta história para uma aula de inglês e precisei apresentá-la pra galera. Eu e um colega lemos em frente a turma enquanto passavamos algumas imagens ao fundo. Eu tentei manter um sotaque meio britânico medieval, daqueles que aparecem nos filmes.

          No final, na parte em que Helius encontra a sereia, meu colega tocava violão enquanto eu lia. Não me lembro muito bem da canção mas era daquelas canções que aparecem nesses filmes de fantasia. Ficou legal. Pena que o pessoal quase não entendeu a história.

  • Lembra Beowulf sim.

    Mas, curti muito. É uma narração facil, bem escrita.
    Você contou uma baita história e em poucas palavras! 🙂

    Algo que eu achei bem interessante é “A batalha durou 5 dias e 4 noites”.
    Não precisa descrever a batalha, o leitor faz isso com a imaginação! 😀

    Muito bom. 🙂

    • Evandro Furtado says:

      Pois é Guns, eu nunca fui mundo habilidoso em descrever batalhas, e, de fato, acho que fica muito melhor quando cada um pode desenrolar a história na sua própria mente.

  • Vinicius maboni says:

    Texto leve e leitura fluída. Ta de parabéns!
    Considere uma versão extendida, descrevendo melhor os ocorridos…

    • Evandro Furtado says:

      Pode deixar, vou considerar sim.

      Mas tenho também a ideia de utilizar o universo desse conto para uma coisa maior. Quem sabe um conto em série aqui no ONE.

  • Interessante e de fácil leitura. Um conto bem escrito. Passou um desenho animado na minha cabeça hehe

    • Evandro Furtado says:

      Valeu pelo comentário. Que bom que conseguiu visualizar, essa é uma ótima notícia.

  • Richard Pollari says:

    Nostalgia, reinos, ogros, princesas, paixões, batalhas épicas, mortes, redenção e tudo isso em um texto tão curto. parabéns.

  • Era, uma, vez, princesa, quatro palavras que para mim significam tô dentro! Deu p notar q vc deu um jeito de ñ descrever a batalha mas ñ comprometeu o texto em nada! Contos de Fadas é meu terreno preferido e discordo da galera, apesar dos fatos serem parecidos a narrativa do Beowulf é mais um épico medieval com seres fantásticos maravilhosos (!) enquanto o seu vai totalmente p os contos de fadas. Sabe por que? Porque nós concluímos que podemos aprender certas coisas com a experiência Beowulf, mas Nobre Coração estende o final numa moral da história que é uma característica específica desse tipo de conto. O conto de fada é sempre intencional, a moral justifica o fim. Observe:Dizem agora que naquelas terras existe outro grande rei, assim como todos os outros que passaram e passarão pelo trono. Dizem que é capaz de feitos magníficos, mas como os outros, ele não sabe lidar com as coisas do coração.
    Vc diz claramente que mesmo alguém magnifico pode ser substituído por outro magnífico. Diz da fraqueza dessa linhagem para coisas do coração.
    A partir dessa moral, cada um pode interpretar o que quiser, pessoas são malucas, mas existe uma condução ali bem clara. Eu por exemplo aprendi que nem o mais incrível dos homens foge da realidade que mais cedo ou mais tarde somos substituídos nessa vida. Um colega ali em cima saiu com uma ótima “Homens durões com corações moles”. Afff já tagarelei demais! bjo

    • Evandro Furtado says:

      Valeu demais pelo comentário. Conto de Fadas é um terreno dificil de se aventurar. Espero escrever outra coisa parecida no futuro.

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