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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Feb
17
2014

O Homem de Pano

espantalho

Quando ele deixou de ser um homem ninguém sabe ao certo. Só sabem que ele foi um. Que tipo fora, também é desconhecido. Mas não importava agora. Não mais.

Ignoraram-no por tanto tempo que quando a mudança ocorreu, ele nem sentiu a mudança. Talvez depois de um tempo, quando começaram a sentir medo dele. Afinal, sua aparência deixou de se encaixar nos padrões. E isso as pessoas não aceitam.

Lembrava-se da primeira pessoa que matou. Era uma garota com um belo sorriso. Rose era seu nome? Não se lembrava. Começou a cantarolar “Kiss from a Rose” do Seal, e depois deu uma grande gargalhada, o riso saindo por entre os lábios fechados. A suposta Rose fora a primeira de muitas. Muitas. Ele já havia perdido as contas de quantas. Cada morte, era como se fosse a primeira. O prazer de sentir a respiração se esvaindo conforme ele sufocava-as. O doce som da lâmina cortando a carne. Aquele momento em que a luz da vida deixava os olhos de suas vítimas. Ah, como era bom matar!

O homem de pano se escondeu atrás de uma árvore. Esperava por sua próxima vitima. Era a primeira vez que mataria um homem. Queria saber qual era o gosto. Queria saber se ele gritaria tanto quanto as mulheres, se imploraria por sua vida, se morreria rápido ou seria mais resistente. Por fim, sentiria o sabor da carne dele. Seria adocicada como a das mulheres, ou teria um gosto mais azedo? A carne das mulheres era dura, seria a dele mais macia? Ele queria saborear cada pedaço, mastigando devagar e engolindo com suavidade. Sentiria dor para isso, mas a dor lhe dava prazer, mesmo a própria.

O rapaz aproximou-se pela rua escura. Passou por ele sem nota-lo e o homem de pano saltou sobre ele. Deu-lhe um golpe na cabeça com um cano de ferro e o homem caiu instantaneamente.

Atordoado pelo golpe, a vitima fitava seu agressor, e que criatura horrível era aquela. O homem de pano vestia-se como um espantalho, com um monte de trapos rasgados. Toda sua vestimenta era bege, e parecia ser feita…não, ERA FEITA de sacos de arroz. Mas era seu rosto que mais apavorava. Os lábios eram disformes e eram costurados. Sua boca era costurada! Como alguém poderia fazer tal coisa consigo mesmo. Quatro agulhas, cravadas a carne, formavam dois “X” diante dos olhos, e o homem de pano enxergava apenas por entre as frestas das agulhas. Não possuía cabelos. Enterrados em sua cabeça, inúmeros palitos de churrasco de destacavam. Na ponta exposta de cada uma havia um pedaço de pano preso. Cada pedaço era uma parte da roupa de suas vitimas.

O homem de pano não demorou. Pegou o pedaço de cano e começou a bater sem parar nas pernas do homem caído. Quando acabou, os ossos do homem de resumiam a pó e a vítima havia desmaiado por causa da dor. O homem de pano tirou um pote dentre as vestes. Continha vinagre. Ele jogou no rosto do homem, que acordou instantaneamente. E o homem de pano recomeçou a sessão de tortura, desta vez nos braços. A ordem das coisas se repetiu, inclusive o desmaio. Agora o homem de pano jogou outro líquido no rosto dele: álcool.

– Precisa acordar! Precisa acordar! – pensava o homem de pano.

O homem no chão gritava e implorava para que ele parasse, mas o homem de pano não ouvia. Ele rasgou a camisa do homem. Pegou uma pedra que encontrou e começou a cavar a barriga do homem, pelo umbigo. A vítima desmaiou de novo.

– Acabaram os líquidos. – pensou o homem de pano. – Ah, já sei! – em sua mente deu uma gargalhada histérica. Arrancou um fósforo do bolso, acendeu-o e lançou contra o rosto do homem. Embebido pelo vinagre e pelo álcool , ele entrou em chamas instantaneamente. O homem acordou, berrando de dor. Incapaz de se mover, os braços e pernas literalmente moídos, ele só pôde gritar. E foi o que fez , até que o fogo atingiu seu cérebro e o homem simplesmente morreu. – Muito fraco, muito fraco. – pensou o homem de pano. Arrancou uma faca do bolso e cortou o nariz do homem morto. Olhou para o pedaço de carne e pensou – Do jeito que eu gosto, bem passado. – Aproximou o pedaço da boca, disposto a comer. Começou então a abri-la. Os lábios, costurados, foram rasgando-se pouco a pouco. Sangue escorria da boca do homem de pano, a única demonstração de dor eram as lágrimas que insistiam em correr entre as agulhas em frente aos olhos. Ele mastigou lentamente, sentindo o sabor. Por fim disse, em uma voz laboriosa. – Droga. Tem o mesmo sabor.

Decepcionado o homem de pano tirou uma agulha e um carretel de linha das vestes e voltou a costurar os lábios.

 

 

Leia também: Na Mesa de um Bar; Inferno


Categorias: Contos,Homem de Pano | Tags: ,

34 Comments»

  • gilcar carvalho says:

    Olá. Assim, me pareceu um trecho de uma história maior onde várias questões poderiam ser explicadas. Uma atmosfera mais macabra cairia bem, a morte do homem foi aleatória, poderia ser uma pessoa com alguma relação à transformação de carne me pano, enfim, mas o conto é seu e acho que num todo ficou razoável. Parabéns. Gostaria de sua opinião no conto ” Vizinho ao horror”, que é o mais longo que escrevi. abraço.

    • Evandro Furtado says:

      De fato, pode haver algo maior por trás da história, não é assim com todos os serial-killers?

  • Richard Pollari says:

    Concordo com o “gilcar” em sua introdução, porém não acredito que seria necessário dar mais informações do que já foi dada, claro, se esse for o primeiro capitulo. achei tão bom que vou tomar pra mim um pouco dessa descrição macabra que fez meu estomago revirar em partes mais frias do texto. obrigado por escrever um texto tão divertido e tenebroso.

    Caso também goste de textos menos pesados, o convido para ler o meu primeiro texto no site intitulado “Alchemy”. talvez também possa me dar algumas dicas de português.

    • Evandro Furtado says:

      OK, obrigado pelos comentários. Acho que o Homem de Pano pode dar uma grande história, vamos ver o que posso fazer com ele.

      Quanto ao texo, pode deixar que vou ler.

    • Eu li Alchemy assim q vc postou, gostei bastante, lembra um pouco o terceiro capítulo do meu livrinho, q tem uma proposta totalmente diferente do q posto aqui. Creio q terá uma continuação, correto? Quanto ao Homem d Pano concordo com vc tb e acredito q a característica mais assustadora em certos assassinos seja exatamente a aleatoriedade do ataque.
      Vamos continuar o papo q está bom!

      • Evandro Furtado says:

        Pois é. Antes de escrever o Homem de Pano, fiz algumas pesquisas em relação a alguns serial killers. Trouxe para cá algumas das características que achei mais atormentadores, entre as quais o canibalismo. Muitas coisas são abominadas em nossa sociedade, mas nada como alguém que literalmente come seus semelhantes.

        • Lembrou bem, a pesquisa é parte fundamental da construção. Por mais criativo q seja deve estar apoiado em algo, mesmo q não explicitado no texto. Já precisei ler sobre aborto, baleieiros, assuntos tenebrosos mas se é meu desejo escrever sobre eles, preciso de alguma substância.
          A minha carta a Beethoven por exemplo, deu um trabalhão em pesquisa, mesmo sabendo mto sobre a vida dele (sou mto mto mto fã desse homem)precisei fuçar bastante p no final concluir q deveria ser uma carta meio q apressada, atropelada pq as correspondências românticas dele eram assim.
          Qdo tiver um tempinho confere o texto e deixe sua opinião.

          http://www.onerdescritor.com.br/2014/02/carta-a-ludwig-van-beethoven/

          • Evandro Furtado says:

            É, sem pesquisa, as coisas não ficam naturais.

            Pode deixar que lerei a carta sim.

      • Richard Pollari says:

        Obrigado, e já que me texto fez com que lembra-se do seu, por que não me deixar lê-lo? sim vai ter a continuação.
        Será que você vai ler esse comentário ainda? espero que sim, quero ler seu “livrinho” que provavelmente é um “livrãozarão”.

  • Comentário enquanto leio … “Kiss from a Rose” é uma boa música. 🙂

  • Então… aí vc fica entre opções como estender esse episódio, retroceder numa explicação dos fatos, sequenciar ataques sem ligação ou tudo isso junto.

    • Evandro Furtado says:

      Não sei se explicar as origens fica muito interessante agora, talvez no futuro. Acho que alguém sem um passado fica muito mais assustador.

  • Wow, macabro e grotesco.

    E está bem escrito, de modo que me prendeu até o final – apesar de eu não ter uma tolerância elevada para esse gênero. Sim, sou fraco para isso, admito, mas já me aventurei a escrever um conto de terror/horror. 😛

    Não vou me alongar na discussão iniciada aí em cima, sobre o pano de fundo do serial killer. É como disseram, pode aprofundar ou não. Por mim pode deixar como está, porque o conto cumpre seu propósito.

    (Ah, e se tiver interesse no conto de horror de que falei, procura em meu blog um de nome “O que a terra levou…”. Não postei aqui no ONE porque… bem, sei lá por que. Conflitos internos ou algo assim, hahaha!)

    • Evandro Furtado says:

      Pois é conflitos internos sempre nos bloqueiam, no meu caso eu simplesmente não escrevo quando isso acontece, se escrevo tenho que publicar, se tornou uma necessidade.

      Vou procurar sim.

  • Caramba, é o Jeepers Creepers só que pior hehe

    Eu acabei lendo a sequencia antes de ler esse aqui, então vou fazer a mesma sugestão de linkar os textos porque só pelo título não deu pra perceber que era uma sequencia.

    Como texto em si achei muito bom. A imagem da morte é muito forte, claro, mas talvez pudesse usar um pouco mais de descrição. E das vítimas também. Fiquei me perguntando como ele escolhe as vítimas, pelo cheiro? Pelo dia da semana? Lua? Não sei se fui eu que não peguei alguma pista que vc tenha deixado. Ou é apenas um monstro a solta matando gente ao caso?

    • Evandro Furtado says:

      Eu acho que vou construindo as coisas. O homem de pano é tão enigmático que nem eu mesmo sei do que ele é capaz.

      Quanto ao outro conto, tecnicamente não é uma sequência. É um outro conto com o mesmo personagem. Conan Doyle tinha Sherlock Holmes, Agatha Christie tinha Hercule Poirot, e eu, guardadas as devidas proporções, tenho o Homem de Pano.

  • J.Nóbrega says:

    Gostei do conto,
    .
    Do suspense, concordo com o Gilcar que a atmosfera poderia ser mais macabra, mas agora que sei que foi um prólogo, está bom assim.
    .
    fiquei interessado em saber o que o transormou dessa forma. Irei acompanhar o desenrolar.
    .
    Parabéns!

  • Lucas Valadares says:

    Horripilante. Forte. Sensacional! Muito bom a maneira como entrou na cabeça de um monstro (talvez não mistico, mas um monstro mesmo assim). Achei foda e vou ler os outros. Abraço.

    • Lucas Valadares says:

      Me senti na pele do homem de pano. Não foi uma sensação nada agradável, mas mesmo assim é um conto de mestre também. A parte dele abrindo a boca de me deu arrepios.

      • Evandro Furtado says:

        A parte dele abrindo a boca deu arrepios em MIM! Às vezes não sei de onde tiro essas coisas.

    • Evandro Furtado says:

      Eu tentei justamente reproduzir a ideia pela cabeça do serial-killer, apostei nisso como diferencial.

  • Oi! Tá rolando a maior zona lá fora e eu aqui procurando a sequência do homem de pano, pobre viciada no ONE… qual é o título? Ah! O nome do antepassado do bucaneiro é lindo, eu ia t escrever isso mais cedo só q eu estava perambulando no shopping e a Internet tava instável…

  • maria santino says:

    Olá! Eu gostei do conto e não sei se já foi comentado, mas senti que você repetiu muito “O Homem do Pano”, mas isso é só um detalhe. Teu texto deixa algumas lacunas, mas nada que me impeça de entender o que aconteceu. Abraço.

  • Fred says:

    Meio assustador. Mas vou continuar lendo.

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