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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Feb
22
2014

Quando a Esperança Acabar

loucos

O rádio anunciava: “Tranquem as portas e janelas. Os loucos fugiram”.

Tudo começara um ano antes, quando os primeiros sintomas começaram a aparecer. De inicio, acharam que era apenas um surto psicótico coletivo. Mudaram de opinião quando os sinais físicos começaram a aparecer. No inicio eram apenas manchas na pele, logo vieram os cortes que não se fechavam, as alergias que mutilavam as faces, e a mais terrível de todas: a necrose.

Não tinham nomes para os infectados. Chamavam os simplesmente de loucos, pois, mesmo os terríveis aspectos físicos que apresentavam, não eram capazes de superar sua esquizofrenia. “Todos tem medo de loucos, porque eles são imprevisíveis” disse certa vez o prefeito de uma cidade pequena.

Eram como zumbis, caminhando sem direção e cujo único objetivo era atacar. Não eram canibais, ao contrário do que se pensava no inicio. Matavam por simples prazer. Um prazer sádico que possuíam.

Não era fácil contê-los. Os infectados pareciam ganhar uma força sobre-humana. No inicio muitos foram abatidos, mas quando os defensores dos direitos humanos apareceram, trouxeram junto a eles, inúmeras leis que proibiam o assassinato dos loucos, afinal, eram apenas pessoas doentes.

Coube ao governo arranjar soluções, o que não foi nada fácil. Por fim resolveram criar instalações especiais para os loucos. Lugares horríveis aqueles. O cheiro era insuportável, havia ratos por todos os lugares (se bem que a maioria era devorada quando entravam nas celas), sem contar os incessantes gritos vindos das celas. Em meio a tantos sons sem sentido, um em especial era proferido por todos os loucos. Quatro palavras se destacavam: “Agora é minha vez!”. Mais parecia um inferno na terra.

E em meio a um mundo tão confuso, uma doce criatura comemorava o seu 15º aniversário. Era Judith, uma garota adorável que vivia em Minnesota. Sem dúvida, era a garota mais amada (e desejada) do colégio. Os capitães do time de basquete e futebol brigavam por ela, apesar da pequena não dar atenção a nenhum dos dois. Mas os dois orgulhosos atletas não conseguiam resistir à beleza da meiga Judith, com seus cabelos dourados, lindos olhos azuis e uma pele tão branca e macia, que tanto se assemelhavam às pétalas de copos-de-leite na mais bela das primaveras.

A garota-anjo, ainda era extremamente adorada por sua singular personalidade. A disponibilidade em ajudar os outros, a atenção com os mais carentes, e outros traços de uma bondade jamais vista em uma menina tão bela, chamaram atenção de Willy Sheppard, um irlandês sardento, que era vitima de bullying por parte dos brutamontes da escola. Para ele, Judith parecia uma figura distante, como uma deusa presa em um templo a milhares de quilômetros. E isto era, infelizmente, verdade. Por mais bondosa que fosse, Judith não podia notar todos ao seu redor. E Willy era um dos quais ela ignorava. Não por maldade, pelo contrário: ela estava ocupada demais cuidando dos outros.

A primeira vez que Judy prestou atenção no pequeno Sheppard foi em uma tarde na qual percebera que havia esquecido seu caderno no armário. Ao voltar para busca-lo, encontrou um pequeno grupo de alunos, liderados por Anthony Parsons, o capitão do time de basquete, espancando o pobre Willy. Vendo a cena, a garota não se conteve:

– Pare com isso agora Anthony! – disse em tom de autoridade. O brutamonte, ao notar a aproximação da garota que era o sonho de consumo de mais da metade do colégio, logo soltou o garoto e se dirigiu a ela.

– É claro, meu anjo. – disse em tom sarcástico. – Assim que topar aquele convite que te fiz.

– Nem nos meus piores dias Anthony Parsons! – ela o tirou de seu caminho e se aproximou do garoto caído. – Eu ajudo você. – e o tirou dali, deixando um irritado capitão de basquete para trás.

Naquela tarde ela cuidaria dos ferimentos de Sheppard e o acompanharia pelo resto do dia, tendo perdido inclusive o resto das aulas. Para ela, era mais um bom ato, feito de coração. Para ele, fora o melhor dia de sua vida.

Foi no dia seguinte que houve o anúncio no rádio, alertando a fuga dos loucos. O desespero foi total em todo o país, e de fato, ninguém saiu de casa naquela semana. Bem, quase ninguém. Houve uma exceção chamada Willy Sheppard. Toda noite, por volta de nove horas, Willy saia escondido e ia até a casa de Judith. Ficava lá por horas, só observando, esperando que ela surgisse, de repente, na janela. Ela nunca apareceu.

Na semana seguinte, uma horda de loucos invadiu a cidade. Atacaram tudo o que encontravam. As trancas não foram o suficiente, para segurá-los do lado de fora. Eles invadiam a casa e matavam. Os poucos que sobreviviam eram logo infectados pela doença, e acabavam juntando-se à horda.

No meio de tanta confusão, uma casa permanecia intocada: a de Judith. Era como se ela fosse protegida por uma força superior, graças à benevolência de sua ilustre habitante. Mas isso não durou para sempre.

Quando conseguiram entrar, o pai de Judy foi a primeira vitima. Sua mãe logo seria morta também, e a pequena garota se encontraria encurralada por um grupo de loucos. No meio deles, destacava-se um insano Anthony Parsons, agora infectado, que dizia sem parar: “Você acabou comigo, lindinha. Agora é minha vez!”. E saltou sobre ela. Antes que pudesse tocá-la, foi atingido por um pesado objeto vermelho. Quando Judith abriu os olhos, viu diante de si Willy, com um extintor de incêndio em uma das mãos. Agora ele lutava contra os outros loucos, enquanto Anthony, agora sem cabeça, jazia morto no chão.

De alguma fora, Sheppard conseguiu vencer aquela horda. Dizem que a raiva pode dar força a um homem, isso porque não sabem do que o amor é capaz. Agora livre, ele deu a mão a Judith e saiu correndo com ela dali. Correram o quanto puderam, até o limite da cidade, sendo seguidos, o tempo todo, pelos loucoa. Em uníssono gritavam: ”Agora é minha vez! Agora é minha vez!”. Willy parou.

– O que está fazendo? – Judith perguntou. – Vamos!

– Eles não vão nos deixar partir.

– Não podemos perder a esperança.

– Eu não perdi. – ele sorriu, e a beijou de uma forma que ninguém fizera antes. – Você é minha esperança. Por favor, vá.

– Eu não quero deixar você. – ela disse, e era verdade.

– Você precisa. Pois quando a esperança acabar, o mundo não valerá mais a pena. – ela olhou para ele, e, depois de muito pensar, partiu, deixando-o só para enfrentar aqueles monstros. Willy viu quando ela sumiu no horizonte, seu rosto lindo, molhado pelas lágrimas que refletiam a luz do Sol que se punha. Ele virou-se para a horda, e num momento de insanidade gritou a eles: “Agora é minha vez!”.


Categorias: Contos | Tags: ,

2 Comments»

  • [email protected] says:

    interressante a historia

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