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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Mar
24
2014

Homem de Pano – Caçada

espantalho

Capítulo Anterior: O Carnaval de um Psicopata

Na sede da polícia federal em São Paulo, o detetive Anselmo Torres ponderava os fatos. O maior pesadelo das equipes policiais ao redor do mundo agora havia se tornado sua realidade. O Homem de Pano estava ali.

O serial-killer, que vinha ganhando destaques nos tabloides internacionais escolhera, agora, aquele país de terceiro mundo como sua zona de ação. Mas fizera uma escolha inteligente porque a capital paulista estava dentro dos padrões do psicopata. Muitas vítimas pra se escolher. Muitos lugares pra se esconder.

O primeiro caso ocorrera em plena Rua Augusta. A vítima: uma travesti.

Quando recebera o telefonema em sua casa, às três horas da madrugada, Anselmo acreditava que havia sido mais um caso relacionado à homofobia, tão comuns nos últimos tempos. Essa ideia desapareceu quando chegou a local.

Ao avistar o cadáver, o detetive Torres não pode identificar se, de fato, era homem ou mulher. A vítima estava completamente deformada. Quando perguntou o que havia acontecido a um dos policiais que já estavam no local, obteve como resposta:

– Foi espancado. Até a morte.

– Meu Deus! – Anselmo não pode se conter. Aquilo estava horrível.

– E não foi só isso.

– O que? Teve mais?

– Sim. Olhe. – o policial levantou a saia da travesti.

– Não tem o badalo? – o policial confirmou. – É operado?

– Não, senhor. Foi arrancado.

– Por Deus! – Torres não podia acreditar. Algum sinal da arma ou ferramenta utilizada.

– Arma? – o policial questionou. Em seguida, apontou para o local da “extração”. – Veja você mesmo. Parece ter sido arrancado a mordidas!

Anselmo parou. Fitou o policial nos olhos. Aquilo não parecia brincadeira.

– Um cliente insatisfeito?

– Não temos ideia.

 

+

            Anselmo havia tratado o caso como normal. Mais algum louco a solta. A questão da homofobia voltou, quando a mídia começou a falar sobre o caso. Mas as suspeitas começaram a mudar de ares quando um caso similar aconteceu.

A segunda vítima foi encontrada em um ponto de ônibus da Rua Bela Cintra, próximo ao local do crime anterior. A vítima: uma senhora evangélica de cerca de 70 anos.

Quando questionadas, as pessoas que haviam passado o dia com ela afirmaram que a mulher saíra de um culto algumas horas antes de ser encontrada. Iria pegar o ônibus para voltar para casa. Foi vista pela última vez no próprio ponto de ônibus, viva.

O relato mais surpreendente veio, no entanto, da primeira pessoa que encontrara o cadáver da mulher.

– Eu estava caminhando com os fones de ouvido. – dizia um jovem. – Não estava preocupado com o tempo. Apesar de ser tarde. Eu fui até o ponto e sentei. Notei a senhora no ponto. Na realidade vi a saia. Não cumprimentei porque percebi que era religiosa. E eu tava com a camisa do Black Sabbath. Sei lá, ela podia me xingar. Então eu fiquei na minha. Mas o ônibus não chegava. A bateria do meu celular acabou. Não tinha relógio. Aí fui perguntar pra ela que horas eram. Na hora que olhei pra cara dela…não tinha cara. Ela não tinha cabeça. Tava só o pescoço lá. Aí eu gritei. E a policia chegou.

Anselmo se surpreendeu com o relato do garoto. Não o apontou como suspeito. Ele parecia tranquilo, apesar de incomodado pelo que vira. E o detetive também ficaria quando visse a cena.

Quando chegou ao ponto ele a viu. Exatamente como o garoto descrevera. Sentado no ponto, pernas cruzadas, cabeça decepada. Parecia que, a qualquer momento, ela tiraria a cabeça do meio das roupas e daria um susto neles. Droga! Ela parecia viva. Mas só foi preciso um passo a frente para perceber que não era.

Foi então que as peças começaram a se encaixar. Assassinatos cruéis, pedaços dos corpos das vitimas faltando. Não eram precisas mais evidências para saber quem era o autor daquelas barbaridades. Ele estava ali.

Anselmo olhava para as fotos em cima da mesa. Montavam uma espécie de quebra cabeça, que ele não conseguia montar. Só tirou os olhos da mesa quando alguém tocou seu ombro.

– Detetive Torres? – disse o homem atrás dele.

– Pois não? – Anselmo virou-se. Deu de cara com um homem alto, de óculos escuros e terno e gravata. Não precisou de uma busca minuciosa para saber que não era dali.

– Detetive Jean Gagne. – disse o homem. – INTERPOL.

“Pronto!” pensou Anselmo “Agora a porra ficou séria”.


Categorias: Contos,Homem de Pano |

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