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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Mar
21
2014

Cronos: A História de José – Capítulo 1 – Herança

Prólogo

ISRAEL

 

José se surpreendeu ao voltar para casa e encontrar seu pai, Jacó, a sua espera.

– Espero que a venda tenha sido boa, meu filho. – disse o velho homem ao abraçar José.

– O senhor nem vai acreditar, meu pai. Mas todas as mercadorias foram compradas por um único homem.

– E qual seria este bondoso homem?

– Foi Saul, guardião do Grande Profeta.

O velho se surpreendeu com aquela mensagem. Os olhos brilharam de orgulho de seu filho.

– Como o Senhor é bom. Seus produtos chegaram ao Grande Profeta?

– Sim, meu pai. Saul comprava em nome dele.

– Que benção dos céus, meu filho. Foi justamente por isso que vim aqui hoje. Tive um bom sonho e nele o Senhor me falou de coisas.

– Que coisas?

– Que uma grande tempestade se aproxima. No inicio, achava que era mais um dilúvio, como o que aconteceu ao grande Noé, mas estava enganado. Sabe como o Senhor gosta de falar por parábolas. A tempestade é uma grande guerra que se aproxima de nós.

– Mas, meu pai, o Reino de Israel tem estado em paz há um bom tempo. Quem nos atacaria nestas épocas? Quem ousaria desafiar o Grande Profeta? Seria obra dos filisteus?
– Não, meu filho. Os filisteus caíram sob a espada de Davi. Seus templos foram destruídos e seu deus, Baal-Zebooth, foi esquecido. Tampouco isto é obra dos egípcios. Creio que desta vez sejam os povos do norte.

– Os povos do norte? Mas por tanto tempo eles têm se envolvido em guerras internas. Tem-se afogado na luxúria. Nadando no paganismo. Cultuando seus múltiplos deuses.

– Sim. Mas tempos diferentes se aproximam. Um grande líder surgirá ao norte, e ameaçará diretamente ao Reino de Israel.

– E quem é este homem, meu pai?

– Isto, José, o Senhor não me contou.

 

+

            Os três grandes guardiões de Israel ajoelhavam-se diante do Grande Profeta. Davi, o grande general, estava ao centro. À sua direita estava seu filho, Salomão, e à esquerda se encontrava Saul. Diante deles, a figura idosa que outrora subira o Sinai para receber a tabuleta com os dez mandamentos, se encontrava jogada sobre uma cadeira de ouro. A pele enrugada, as vestes largas sobre o corpo magro, denunciavam que não tinha muito mais tempo de vida.

– Levantem-se, meus irmãos. – disse Moisés cuja voz não passava de um sussurro. – Apenas diante do Senhor devem-se ajoelhar.

– Mas o senhor é o representante Dele na Terra. – disse Davi ainda de joelhos.

– Eu apenas fui escolhido para transmitir Sua palavra. Apesar disto, ainda sou um simples homem, diante do qual podem se levantar.

Os três guardiões puseram-se de pé para ouvir o que o Grande Profeta tinha a dizer.

– O Senhor falou comigo em sonhos. – a voz fraca foi interrompida por uma breve tosse. – Revelou-me coisas terríveis.

– Quais coisas, meu senhor? – perguntou Saul.

– Que uma grande guerra destruirá o Reino de Israel. Que seremos escravizados novamente.

– São os egípcios, meu senhor. – perguntou Salomão. – Ele vêm para nos destruir?

– Não, meu irmão. O inimigo agora é outro, muito mais poderoso. E não há nada que possamos fazer. Esta é a vontade do Senhor.

– Então devemos nos render? – perguntou Davi.

– Não. Devemos lutar. Devemos defender nossas fronteiras até o último homem. E muitos de nós morreremos neste processo. Mas será preciso. Será preciso que a noite venha para que o Sol da manhã brote novamente. Quando tudo parecer perdidos, meus irmãos, uma nova esperança irá surgir. Mas até lá, o povo de Israel terá que passar por muita dor e sofrimento, mais uma vez.

Quando Moisés terminou de falar os guardiões se entreolharam. No fundo de suas mentes pensaram sobre a possibilidade da idade avançada do velho profeta estar, enfim, cobrando o seu preço. Mas nenhum deles ousou falar sobre essa possibilidade. Nenhum deles ousou continuar a pensar sobre isso. Moisés já tinha previsto muitas coisas, e sempre acertara. Se o Grande Profeta havia dito, aquela era a verdade. Aquela seria sua sina. Aquela seria sua herança.


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3 Comments»

  • J.Nóbrega says:

    Olá Evandro,
    .
    Encontrei esse seu conto, li o prólogo e vi aqui conferi. Está interessante, pretende continuar?
    .
    Agora só estranhei essa junção de personagens que cronologicamente não se encontrariam, é proposital?

    • Evandro Furtado says:

      Valeu Nóbrega, comecei a escrever isto e desanimei quando vi que ninguém estava acompanhando. Mas agora quem sabe voltou a plublicar.

      A ideia é, justamente, juntar todas as figuras históricas importantes em uma mesma história.

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