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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Mar
09
2014

Fogo no Céu – Parte 2

Parte 1

 

– Rápido, homens! – Hayes gritava. – Corram!

Mantinham uma velocidade razoável, com exceção de Lynwood, é claro. Por mais que tentasse, Patrick não conseguia acompanhar o grupo.

– Vai ter que tentar, doutor. – se quisermos chegar ao abrigo a tempo.

– Mas o atol não é tão grande assim.

– O problema não é a distância. É achar o local!

Pouco depois do incidente com o meteoro, Hayes falara aos outros sobre a presença de um abrigo nuclear no atol. Durante os testes realizados no século passado, era lá que os cientistas ficavam, para poderem monitorar os testes sem ficarem expostos à radiação. O problema é que o sargento desconhecia a real localização do abrigo. Sabia que ficava ao lado oposto da base, mas precisariam procurar quando chegassem lá. Todos concordaram que aquela era a melhor opção: se abrigar enquanto a tempestade se abatesse sobre o atol.

O pequeno grupo continuou caminhando até chegarem ao outro lado do atol. Sob a liderança de Hayes, começaram a procurar pelo abrigo.

– Deve estar aqui em algum lugar, homens! – gritou o sargento. – Existe um alçapão em algum lugar. Procurem! – a ordem, apesar de esperada, era desnecessária. O medo de serem atingidos pela tempestade já havia instigado os homens a busca. Mesmo Lynwood ajudava na procura.

Durante sua busca, um pequeno ser chamou a atenção do doutor. Uma formiga amarelada de longas pernas chamou sua atenção.

–  Anoplolepis gracilipes!

– Como disse, doutor? – perguntou um soldado que estava por perto.

– Nada. É que finalmente encontrei o que vim procurar.

– As tais formigas? – o soldado se aproximou.

– Sim. Mas só encontrei esta até agora.

– Um pouco estranha. Mas parece inofensiva.

– Isso porque você não viu o que essa coisinha pode fazer.

– Como são chamadas? Quero dizer, o nome comum delas.

– Formigas loucas amarelas.

– Loucas?

– Sim. Veja. – Lynwood pegou um pequeno graveto próximo e tocou a formiga. Ela começou a correr de forma completamente alucinada. – Viu?

– Sim. E onde elas vivem?

– Normalmente em buracos. Deve haver um formigueiro por aqui. – Patrick começou a cavar o chão com o graveto, procurando pelo ninho. Achou, enfim, uma pequena fenda de onde mais algumas formigas saíram. Aquilo, no entanto, não parecia ter sido aberto pelas formigas. – Pode me ajudar aqui? – ele pediu ajuda ao soldado. Começaram a cavar o lugar e, logo, descobriram o alçapão.

– Sargento! – gritou o soldado. – Achamos!

Os homens vieram todos correndo. Logo cercaram Lynwood e o soldado. Atrás deles veio o sargento, abrindo caminho.

– Saiam da frente! – disse ele. – Deixem-me passar. – quando finalmente chegou perto ele teve certeza. Aquele era o abrigo.

– Está cheio de formigas! – disse outro soldado por perto.

– A escolha é sua! – respondeu Hayes – Prefere enfrentar as formigas ou a tempestade? – o soldado não respondeu. O sargento e o soldado que encontrou o abrigo abriram, juntos o alçapão. Logo todos estavam descendo a pequena escada que levava ao abrigo.

Durante a descida, os soldados podiam sentir as formigas caminhando em suas mãos. Seus movimentos irregulares, muitas vezes causavam cócegas. Os homens, no entanto, resistiram. Pelo menos durante o tempo que puderam.

Roy Jewell, o soldado que questionara sobre o abrigo estar cheio de formigas, era o último da fila. Ele fechara o alçapão acima de si quando desceu. Para o azar de Jewell, no entanto, uma formiga subira em seu braço e caminhara até seu ombro. Em seguida, galgou seu pescoço até chegar em seu rosto. Roy tentou abater a formiga, mas não pôde. A pequena criatura começou a correr em círculos sobre sua face até que, finalmente, em um movimento de desespero, picou seu olho. A dor excruciante fez Roy soltar a escada e cair em direção ao vazio, derrubando três companheiros no caminho. A queda de três metros não o matou, mas o deixou inconsciente. Aquilo assustou os outros homens que começaram a acelerar a descida. Dois outros, Damion Bardsley e Chance Langley, foram picados e caíram.

Vendo o pânico tomar conta dos homens, o sargento Hayes, que já estava no chão, correu em busca de um interruptor. Quando acendeu a luz, todos os homens já estavam no chão, mas a cena não era nada comum.

Quando olhou para os soldados caídos, viu que as formigas já subiam por seus corpos e, pareciam, estar comendo eles. Bardsley, o único dos três caídos que estava consciente, dava gritos de terror enquanto era devorado pelas pequenas criaturas. Os urros, dentro daquela estrutura de metal subterrânea, ecoavam, e se tornavam ainda mais terríveis. Ralf Wilkerson, o soldado que achara o alçapão ao lado de Lynwood, adiantara-se para tentar ajudar os companheiros. As formigas, no entanto, não permitiram que ele se aproximasse.

Vendo que seriam inúteis seus esforços, os homens foram se afastando. Em seus olhos o terror de verem seus camaradas sendo devorados por aqueles pequenos demônios amarelos. O medo cresceu ainda mais quando perceberam que estavam trancados ali, com aquelas coisas. E provavelmente seriam servidos como prato principal.


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