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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Mar
15
2014

Homem de Pano – Chasse

Capítulo Anterior: Caçada

 

Torres desembarcou no aeroporto internacional de Lyon por volta de oito horas da noite no horário local. E que lugar lindo era aquele. Ele sempre quis conhecer Lyon, infelizmente aquela visita não acontecia em um bom momento.

Havia um carro esperando por eles. Junto de Gagne, entrou nele e eles seguiram até a sede da INTERPOL. Durante o caminho foram conversando.

– Como entrou no caso? – perguntou Torres.

– Me envolvi em uma investigação recente que aconteceu em Nice. Foi durante o carnaval. Duas vítimas, um homem e uma mulher. Ambos mortos e mutilados. Mesmo modus operandi. Nós sabíamos que era ele.

– Quantas vítimas até agora?

– Computadas? – Gagne pensou. –Trinta universitários em Michigan nos Estados Unidos. Dois homens em um bar na Rússia. Um homem completamente queimado em um abrigo subterrâneo na Itália. Somando os dois de Nice com as suas vítimas, temos um total de… – o detetive parecia não ser muito bom em Matemática.

– Trinta e sete. – Torres completou. – Em um período tão curto de tempo, e ao redor do mundo. Como ele consegue ser tão rápido?

– É por isso que estamos aqui! – Gagne disse. Eles haviam chegado. Entraram no prédio. O lugar, Torres percebeu, era enorme. Mas ele não pôde prestar muita atenção já que seguiram direto para o escritório de Gagne. E lá, ele teria outra surpresa.

A sala do francês estava repleta de fotos dos casos que envolviam o Homem de Pano. Fotos das vítimas mutiladas estavam espalhadas pela mesa e coladas na parede. “Meu Deus” Torres pensou “como ele consegue trabalhar olhando para essas coisas”. Em meio àquele festival de horrores, ele sentiu seu estômago revirar.

– Como pode ver – disse Gagne – tenho me debruçado feito louco nesse caso desde que se tornou competência da INTERPOL. Como deve saber, nós só agimos se o governo de um país pede auxilio. Neste caso, recebemos esse pedido de todos os países em que o criminoso conhecido como Homem de Pano agiu. Assim como você, a dúvida me assolou por muito tempo. Eu não sabia o que acontecia. Como esse homem pode se mover com velocidade tão espantosa ao redor do mundo, cometer seus crimes e sair ileso?

– E a que conclusão chegou?

– O Homem de Pano não é um homem.

– O que? – Torres se espantou. – Está dizendo que ele não é humano?

– Não. O Homem de Pano não é um individuo único. É um grupo de pessoas ao redor do mundo.

Anselmo se espantou como aquilo. “Um grupo? Quer dizer que havia vários deles ao redor do mundo? Bem, aquilo fazia sentido. Era a única forma de realizar tantos crimes através do mundo.”

– Diga-me uma coisa. Como descobriu isto?

– Porque eles me contaram. – Gagne sorriu.

– Não sei se entendi.

– Pois veja. – o francês ligou a tela do computador. Em seguida abriu um navegador que Torres nunca vira antes. Chamava-se TOR. Gagne abriu uma página e Anselmo teve vontade de fechar os olhos. Fotos de pessoas mutiladas estavam por todos os lados. Mulheres, homens, crianças, velhos. Crueldade para todos os gostos.

– Como eles permitem que alguém coloque algo assim na internet? – questionou.

– Bem vindo a Deep Web! – respondeu Jean. – Se acha que a internet comum é uma terra sem lei, é porque não conhece esse lugar. Tudo de ruim que a humanidade pode conceber está aqui. E é aqui que eles postam os vídeos.

– Que vídeos?

– Das sessões de tortura! Quer ver?

– Tenho outra escolha? – Torres puxou uma cadeira e sentou-se ao lado de Gagne.

Ambos assistiriam os vídeos dos homens de pano por algumas horas. Durante esse período, Anselmo precisou deixar a sala duas vezes para vomitar, e mesmo Gagne que parecia estar acostumado àquilo sentiu-se mal.

– Como alguém pode ser tão psicótico? – o brasileiro se questionava. – Já é difícil acreditar que uma pessoa é capaz disso. Mas um grupo inteiro…

– Perceba que cada um deles possui uma personalidade diferente. O americano é completamente psicótico, creio que possua algum tipo de deficiência mental, ele é completamente irracional. O russo já segue o modelo mais misterioso, poucas palavras, muita ação. O italiano parece ter mais classe, age com certa arrogância e trata sua vítima como se fosse inferior. O francês tem um modo parecido ao do americano, creio que sua idade mental seja cerca de dez anos. Por fim, temos seu homem, o brasileiro, ao qual não pude inferir quaisquer característica, já que ele ainda não postou o vídeo de suas ações.

– Isso é loucura. – Torres parecia inconformado. – Mais algum padrão? Quero dizer, além de todos serem completamente loucos?

– Sim. Existe um padrão na escolha das vítimas. Os homens de pano parecem seguir uma conduta de extremo moralismo. Veja. – ele apontou para as fotos na mesa. Por exemplo, a vítima italiana era um traficante internacional. Os russos, ambos estavam em um bar, e como pode ver nas gravações, o homem não parece gostar de alcoólatras. As duas vítimas de Nice: um homossexual e uma prostituta.

– E quanto às outras vítimas?

– Os universitários? Você sabe muito bem o que rola nessas festinhas.

– E quanto as minhas vítimas. Eu entendo que ele tenha pego o travesti, mas e a outra mulher. Era evangélica, frequentava a igreja e…

– E desde quando isso é um álibi seguro. – Gagne virou as costas, foi até um arquivo e tirou uns papeis de lá. Jogou em cima de mesa e Torres logo os pegou.

– Uma cafetina? A mulher era uma cafetina?

– Surpresa!

Torres ficou encarando os papeis por um bom tempo. Depois dirigiu-se a Gagne:

– Tem ideia de quantos eles são? Ao redor do mundo?

– Tenho uma estimativa.

– E qual é?

– Veja! – Jean apontou a tela do computador. No canto inferior um número vermelho apontava o número de inscritos no site do Homem de Pano.

– Cacete! – Torres exclamou. O contador passava dos seis dígitos. Ele ficou ali por um tempo, processando a informação quando o telefone tocou. Gagne atendeu e começou a falar. Anselmo não entendeu nada já que ele falava em francês, mas notou que havia certo ânimo por parte de Gagne ao falar no aparelho. Quando desligou, o francês pegou o casaco e disse a Torres:

– Nem chegamos já teremos que partir.

– Por que? – o brasileiro questionou.

– Boas notícias. Capturaram um deles!


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