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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Mar
24
2014

Homem de Pano – Face a Face com o Medo

Capítulo Anterior: Hunt

 

Uma sala pequena. Quatro policiais armados. Uma mesa de centro. Quatro cadeiras. Três interrogadores. Um assassino.

Anselmo Torres, Jean Gagne e Jonah Harrison Fênix se encontravam diante de um membro da terrível seita que vinha aterrorizando o mundo ao longo dos últimos meses. Eles estavam diante de um homem de pano. E nem por um segundo Jonathan Barton parou de sorrir.

– Senhor Barton – Gagne começou – temos algumas perguntas para você.

– Todos sempre têm! – foi tudo o que o homem disso.

– O senhor é acusado de ter assassinado cerca de trinta pessoas nas últimas semanas. Você confirma?

– Sim.

– Confirma, também, fazer parte do grupo conhecido como homens de pano?

– Sim.

– Jonathan Barton, você conhece esses homens? – Gagne mostrou a foto de Collins e Winchester.

– Claro. São meus camaradas.

– Senhor Barton…

– Johnny! – o assassino o interrompeu. – Johnny, por favor.

– OK, Johnny. Existe alguma relação comercial entre você e seus…camaradas?

– Não. Somos só amigos. E vocês – ele mirou os homens – têm alguma relação comercial? Ou algum outro tipo de relação? – Barton gargalhou e, ali ao lado, Torres vacilou.

– Não temos tempo para brincadeiras Barton.

– Johnny!!! – Barton gritou e bateu na mesa. Os policias armados prepararam-se para intervir, mas Fênix os acalmou com um aceno de mão. – Johnny, porra! Me chame de Johnny!

– OK, OK, Johnny. – tranquilizou-o Gagne. – Não precisa ficar nervoso.

– Eu não estou. – ele voltou a sentar-se. – Não estou nervoso. – ele voltou a sorrir.

– Nós precisamos saber de quem era o restaurante.

– De Duncan, é claro. Ele é um ótimo cozinheiro. Consegue fazer qualquer coisa ficar gostosa. – Barton tirou as luvas que vinha usando. Para a surpresa dos homens ele não possuía os dedos. Haviam sido cortados. – Qualquer coisa!

– Nós precisamos saber se você conhece mais algum dos chamados homens de pano.

– Deixe-me perguntar-lhe algo…

– Jean. Pode me chamar de Jean.

– OK, Jean. Deixe-me perguntar algo. Você tem esposa?

– Sim.

– É casado há quanto tempo?

– Dez anos. – Torres surpreendia-se com Gagne dando aquelas informações ao assassino. Mas o francês parecia saber o que estava fazendo. – Somos casado há dez anos.

– E você acha que conhece ela?

– Creio que sim.

– Então diga-me Jean. Você chega em casa, abre a porta, sobe para o segundo andar. Você ouve gemidos, gritos de prazer. Quando abre a porta de seu quarto, sua mulher está cavalgando sobre seu melhor amigo. Ainda acha que conhecerá ela?

– Minha mulher nunca faria isso?

– Ahá! Aí está. Você supõe isso. Esse é o seu problema. Esse é o problema de toda a sociedade moderna. Vocês supõem demais as coisas. É por isso que pouco se surpreendem. É por isso que sempre se decepcionam. O que vocês nunca parecem supor, é que as pessoas são diferentes. Elas estão propensas a coisas diferentes. E quando elas saem do padrão, quando elas finalmente saem do que vocês consideram ser comum, então vocês se surpreendem. E sua filosofia vai por água abaixo. Foi isso o que permitiu que nós nascêssemos, Jean. Ignorância, suposição em demasia, desperdício de pensamento.

– Isso não justifica o que vocês fazem.

– Não? Então diga-me, meu caro, o que você faria com sua mulher se o que eu supus, e veja como eu estou entrando no seu jogo, acontecesse?

– Eu mandaria ela embora.

– Claro. Sem nenhuma discussão, sem nada. Não seja um mentiroso, Jean. Eu sei quando alguém está mentindo. Eu conheço os mecanismos. Eu fiz os testes. Quando uma pessoa está sob tortura, quando ela sabe que vai morrer, é nesse instante que ela fala toda a verdade. Existe um padrão sabia? E você está fugindo deste padrão neste momento. Eu vou te dizer o que você faria. Você entraria no quarto. Os dois iriam parar. Você gritaria, uma discussão começaria. Ela tentaria explicar, você a mandaria calar a boca. Quando ele tentasse falar, você pegaria a primeira coisa ao seu alcance e jogaria nele. Em seguida o mataria. Faria isto enquanto sua esposa assistia. Em seguida você terminaria de foder com ela. E isso te daria prazer. Você chegaria ao orgasmo enquanto ela iria chorar e gritar de dor. E mesmo assim você ia gostar. Você a mataria. E então foderia com o cadáver dela. É isso o que está em seus olhos Jean, é isso o que está em você.

– Você é estúpido. – o francês parecia estar começando a sair do controle. – Eu jamais faria isto.

– Então por que está tão nervoso, Jean? – Barton aproximou seu rosto do detetive. – Diga-me, já ligou pra casa hoje? Sabe onde sua mulher está?

Gagne fitou o assassino, algo estava errado, ele estava perdendo o controle. Sua garganta começou a secar.

– Você não sabe de nada. – ele disse.

– Nenhum de nós sabe, meu amigo. – Barton sussurrou.

O francês virou as costas, arfando e bufando de fúria. Torres se surpreendeu, o francês sempre lhe pareceu muito centrado e sob controle. Mas Barton conseguira tirá-lo do sério. Imagina o que poderia fazer com eles.

– E então – o assassino questionou – quem é o próximo?


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