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Publicado por Jakson Nako

– que publicou 3 textos no ONE.

Jakson Nako sempre gostou de criar histórias, mas foi aos 15 anos que escreveu pela primeira vez, para participar de um festival de poesias entre escolas públicas e ficou entre os cinco premiados. Depois disso, escreveu um roteiro, também para festivais escolar. Passou alguns anos escrevendo longas histórias, mas nunca chegou a finalizar. Começou a estudar literatura e leu vários livros. E só em 2010 decidiu que realmente ia levar a carreira de escritor em frente e concluiu seu primeiro romance/comédia que está sendo avaliado por editoras. Mas já tem três modelos de outros romances.rnHistórias do Mundo foi seu segundo livro finalizado, onde ele juntou algumas de suas velhas histórias que foram escrita ainda em seu tempo de escola e escreveu outras novas para compor este volume.rnO autor estudou jornalismo na Universidade Católica São Judas e trabalhou dois anos como estagiário na TV. Atualmente reside em São Paulo, onde mora com sua mãe, sua irmã gêmea, o irmão mais novo e dois cachorros.rnEntre em contado com o autor:[email protected]

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Mar
24
2014

O Conto do Sonâmbulo – parte 1

jakson nako

O CONTO DO SONÂMBULO – JAKSON NAKO

O MENINO FAZIA esforço para manter seus olhos bem abertos, mas eles pesavam cada vez mais. Iam fechando incontrolavelmente. Ele estava sentado em sua cama para ver se o sono diminuía, mas nem isso foi capaz. Não podia simplesmente ficar ali no quarto em pé ou ficar com a luz acesa, uma vez que podia interromper o sono de seu irmão mais velho que dormia no mesmo quarto.

O menino estava com medo de dormir, pois tivera sonhos estranhos nos últimos dois dias e não queria sentir essa experiência novamente. Mas seus esforços foram inúteis; ele dormiu. E, ao contrário de todos, ele podia sentir o exato momento que o sono o dominava. Ninguém é capaz de se lembrar, ou saber como é, quando dorme. Simplesmente dorme; não se sabe se os olhos fecham pouco a pouco, ou o que pensava quando dormiu. Mas ele sim sabia: seus olhos finalmente fecharam e ele dormiu.

As primeiras horas, tudo parecia normal. O menino não sonhou. Tudo era treva em seu sonho. Chegou até a roncar. Mas, no decorrer da noite, o menino ouve pisadas de cavalo. E era tão forte o barulho que as patas do cavalo faziam que, se aquilo fosse um novo pesadelo, era o mais real do mundo. Era como se ele sentisse que estava dormindo, pois seu corpo estava imerge em um lenço de suavidade e leveza, ou seja, era como se ele parecesse voar, e isso só se sentia em sonhos. Mas, o som do cavalo estava tão real. Os duros cascos galopavam velozes e fortes, e o pior, o som que eles produziam estava se aproximando dele. Sim, ele também podia sentir isso. O que quer que seja, ou se fosse mesmo um cavalo, se aproximava da cama dele.

Logo, ele ergueu a cabeça. Todos seus movimentos pareciam leves como estar nas nuvens. Mas, o mais incrível era ele saber que estava dormindo, porém tudo que se passava e o som que os cascos do cavalo faziam eram reais. Isso ele sentia e sabia.

De súbito, ele sentou-se na cama. O cavalo estava a poucos passos dele. Ele poderia senti-lo no corredor que dava para seu quarto. De repente, ele despertou, suado, respirando forte e assustado. Tivera mais um pesadelo. Tudo que não queria. E o pior: com este sonho, ele se levantara assustado. Sentia gotas de suor brotarem em sua testa e também em sua espinha. Nunca nenhum sonho foi tão profundo a ponto de fazer com que ele reagisse assim.

Em pouco tempo, o sono tomou conta dele de novo e ele dormiu profundamente. Sabia que breve teria outro pesadelo. Mas se enganou. Não era outro, era o mesmo. O som forte de pisadas de cavalo o amedrontava. Era um sonho satânico mesmo. Parecia que cada passo que o animal dava, o piso da qual ele pisava era quebrado tamanha era à força de suas patas.

Uma coisa era fato: o menino dormia. Qualquer pessoa que entrasse ali no quarto testemunharia duas pessoas dormindo a sono solto. E até o menino sabia que dormia. Mas por que então seus sonhos eram tão reais? Por que tudo aquilo o amedrontava tanto? Ele podia ouvir os sons tão fortes e reais, que ele chegava a ficar triste, pois sabia que, mesmo com tudo aquilo, era apenas um sonho… Ou realidade? Às vezes a duvida o consumia, uma dúvida angustiante e triste. Triste porque não queria que nada daquilo fosse real, e triste porque se fosse um sonho queria apenas que fosse um sonho, que não parecesse tão real como parecia naquele momento. Se fosse um sonho, que fosse apenas um pesadelo, como todos têm. Mas seu pavor, ele sabia, ela real, assim como aquele pesadelo deveria ser também.

Novos passos do cavalo foram dados. O animal estava muito próximo do garoto agora. Ele permanecia com os olhos bem fechados, se é que era possível fechar ainda mais os olhos quando se está dormindo.

Ele puxou seu cobertor para o rosto e o pressionou forte; estava coberto da cabeça aos pés e suava de calor. Mas o medo era maior. O pânico era maior. Pelo som que o cavalo fazia, ele já estava em seu quarto. Bem perto de sua cama. E, se o som que o animal fazia, já deixava o menino confuso, pois ele tinha a consciência que dormia, mas o barulho era muito real, o que ele sentiu foi ainda pior. Um fardo muito pesado caiu sobre ele em sua cama de tal forma, que lhe faltou o ar. O seu cobertor o protegeu do medo angustiante que sentiu. Algo forte e pesado se movia ali em sua cama, em cima dele. Não podia ficar ali. Tirou a coberta de sua cabeça e, depois de tomar coragem, abriu os olhos. O pior sentimento tomou conta de sua pessoa. Uma mistura de medo com agonia, desespero com susto. Tudo que era sentimento ruim lhe tomou conta. O menino, assim que abriu os olhos viu um enorme cavalo amarelado em cima de sua cama. Era bestial. Ele pulava, relinchava, e o menino sentiu os movimentos que o animal provocava em seu colchão. Sem pensar, ele se levantou da cama e saiu correndo. Gritava-se, não sabia, mas sentia o maior medo de toda sua vida. Saiu correndo do seu quarto e passou pelo corredor. Quando chegou perto da cozinha, percebeu que tudo estava escuro e não enxergou nada. Ele chorava. Não sabia o que fazer. O animal era sim real. Tão real quanto ele. Tão real quanto o fato de dormir. Ele estava tão desesperado que ouviu uma voz vinda do corredor. Uma voz que o chamava e falava quase sussurrando “Filho… filho…”. Ele virou seu corpo por onde tinha vindo. Tinha medo de que o cavalo o tivesse seguido e o acompanhasse, mas ele não tinha para onde ir. Chorava. A luz do corredor foi acesa e a voz voltou a falar “Filho!”. Ele viu uma pessoa na outra ponta do corredor, na porta de seu quarto e gritou ainda mais. Sentia todo o corpo queimar, mas de medo, de terror. Queria acordar, mas aquilo não podia ser um pesadelo, era real. Por favor!, ele pensava, acorda! Aquele era, se fosse, o pior pesadelo de sua vida. Mesmo não tendo monstro, ou ele caindo, ou se machucando, o medo e a angustia que sentia era total. Assim que ele viu o vulto vindo em sua direção pelo corredor, gritou e desta vez pode sentir o potente som saindo de sua garganta, mas ainda assim ouviu a voz que vinha do vulto “Filho… sou eu… sou eu”. E ele abriu ainda mais os olhos. Estava assustado, cansado. Ao lado dele, estava sua mãe que o pegou no colo “calma, sou eu” ele a ouviu falar baixinho para não fazer barulho na noite. Ele se tremia muito. Colocou o roso no pescoço da mãe para não ver nada. Não queria ver nada, nem ouvir. Só queria parar de ter medo.

Sua mãe o levou para a cama dela e ficou ali sentada com ele em seu colo. O menino chorava muito. Tivera ele mais um pesadelo? Isso ele tinha dúvida. Como poderia ser um pesadelo se ele ouviu tão bem? Se sentiu o cavalo ali em sua cama? Era real, sim era. Mas ele sabia que só ia ouvir “Tudo bem. Foi só um sonho”. Mas ele sabia que não tinha sido só um sonho.

Aos poucos, quando ele foi se acalmando, ele caiu em uma realidade: tivera seu primeiro caso de sonambulismo, mas aquele não seria seu último. Logo mais aconteceria de novo e com frequência. Por enquanto, o garoto estava ali choramingando e tremendo de medo no colo de sua mãe que tentava acalmá-lo.

continua…


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