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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Mar
19
2014

X-Bacon – Projeto Conto em Conjunto, Capítulo Oito

xbacon

– Você o encontrou? – Zimmer perguntava ao telefone.

– Achava que eu não conseguiria? – a voz do outro lado zombava.

– Não acredito que ele ainda está vivo.

– Acredite. É ele.

– Então quando podemos encontra-lo? – Zimmer parecia ansioso.

– Quando quiser. – Manson respondeu.

 

+

Quando acordou, Bernardo se sentiu perdido. Demorou até que ele pudesse perceber aonde estava. Foram as mãos amarradas no “puta-que-pariu” do carro que o fizeram se lembrar. A dor na barriga era excruciante. Olhou para o lado e viu que Carol continuava lá. Mantinha os olhos fixos na estrada quando falou com ele.

– Acordou, bebê? – ela ironizou.

– Sua filha de uma…

– Ohhhhhhhhhhhh! – ela o interrompeu. – Tome cuidado com o que irá dizer. Acho que uma música vai lhe acalmar. – ela ligou o rádio e a voz de Ed Motta começou a soar belamente com a canção “E no meu coração você vai sempre estar”. Aquilo foi terrível para Bernardo, porque ele tentava de toda forma suportar o desespero, e a música começava, ironicamente, com “Não tenha medo, pare de chorar”. – Gostou da escolha? – ela perguntou. – É um álbum com as melhores canções da Disney de todos os tempos. Espero que o faça sentir melhor. – ela gargalhou e aquilo aumentou o ódio dele.

“Tão linda” pensou “e tão vadia!”.

– Pra onde estamos indo afinal? – ele perguntou. Ela respondeu cantando:

– “Faz frio em Porto Alegre toda noite…”. – Meu Deus, aquela garota estava lhe dando nos nervos. Estava começando a desejar a ser surdo. Se tivesse que escutar mais alguma canção…

No rádio o refrão da música chegou. E Bernardo sentiu um aperto no peito. Droga. Não devia ter comido tanto X-Bacon. Espere! Aquilo não parecia estar vindo de dentro. Era algo na blusa que vestia. Que por acaso era sua blusa favorita. Bernardo continuou a ouvir a canção.

 

“E no meu coração, você vai sempre estar

O meu amor, contigo vai, seguir”

Aquilo o fez pensar em algo. Enfiou a mão livre por dentro da blusa, onde ficava o coração. Sentiu algo estranho. Havia uma brecha na blusa. Era um bolso interno. Mas não havia bolsos internos naquele modelo. A não ser… A não ser que alguém costurasse aquilo ali. Bernardo colocou a mão dentro do bolso, tomando cuidado para que Carol não percebesse, para que pensasse que ele estava apenas se coçando. Havia algo lá. Algo cortante. Talvez um canivete. Mas não podia verificar agora. Precisaria esperar o momento certo. E ele viria.

Bernardo tirou a mão de dentro da blusa. Mil pensamentos bagunçavam sua cabeça. Entre eles se destacava o fato de que uma música da Disney poderia salvar a sua vida.

 

+

O avião de Zimmer pousou em Buenos Aires. De lá ele e Manson seguiram de automóvel até o seu objetivo: a cidade Nueve de Julio.

Quem olhasse para os dois homens andando juntos, nunca imaginaria que aquelas pessoas eram grandes aliados. Eles eram, praticamente, quase a antítese um do outro. Enquanto Zimmer expressava uma calma e tranquilidade absurdas, Manson era pura selvageria.

O alemão pensava em quão histórico seria o encontro que estaria prestes a acontecer. Talvez os três maiores gênios da história da humanidade estariam prestes a se encontrar. E seria fantástico encontrar o homem. Ainda mais do que fora com Manson. Afinal, ele era muito mais velho, e muito mais cruel. Zimmer se perguntava se ele aceitaria fazer parte da equipe. Seria uma ajuda em tanto. E aquele homem poderia trazer uma incrível legião de seguidores consigo.

Sempre em frente, eles prosseguiram viagem. Os olhos de Zimmer expressavam indiferença. Os de Manson transmitiam o mais profundo dos medos.

Finalmente eles chegaram ao seu ponto final. Uma casa simples na periferia da cidade. Zimmer tocou a campainha. Uma mulher gorda e praticamente sem dentes atendeu.

– Entrem! – disse ela. – Ele está esperando por vocês. Terão que falar um pouco alto. Ele é um pouco surdo agora. – Ela abriu uma porta e foi como se houvesse aberto o portal para o inferno.

A imagem que Zimmer viu transmitiu uma emoção indescritível. Não havia dúvidas de que o homem sentado na cadeira de rodas era ele. O grande mestre. A lenda. Ele estava muito velho agora, muito velho mesmo, uma sombra do que fora no passado, mas havia algo que ainda permitia que o reconhecesse acima de qualquer coisa. Algo que havia se tornado sua marca registrada. Um simples amontoado de cabelos brancos entre a boca e o nariz, em formato retangular era o suficiente.

Zimmer aproximou do homem. Esticou o braço direito e salvou.

– Heil Hitler!

O velho sorriu.


Categorias: Conto em Conjunto,Contos |

11 Comments»

  • Lucas Valadares says:

    Cara, isso me deu uma idéia capaz de inserir o cenário político atual. Agora, se Hitler tivesse vivo realmente nos anos de hoje ele teria 125 anos, deve ter algum tipo de tecnologia mantendo-o vivo.

    Se ninguém escrever nada a respeito no próximo capítulo eu o farei no capítulo dez, que pretendo escrever.

    Velho, já dá pra infartar com a quantidade de x-bacon nesse site, huashuashu.

    Tava vendo algumas coisas sobre Charles Manson, o cara foi do mal.

    Tem uns errinhos de digitação: “uma mulher ‘corda’ abriu a porta”.

    Não escrevei a parte nove, mas se me deixarem escrevei a dez. Abraço.

    • Lucas Valadares says:

      *escreverei

    • Evandro Furtado says:

      OK, fiz uma pequena revisão pra corrigir os erros.

      Acho que a parte nove ficaria por conta da Maria, ela havia dito isso. Talvez devesse haver um lugar onde pudessemos colocar quem escreve a próxima parte.

    • Obrigada pelo cavalheirismo Lucas, já virou sua marca registrada. Eu já sei o que vou fazer no dez, quero movimentar a peça Senhora nesse tabuleiro, tenho o Zimmer d bispo, o Zezinho de cavalo, , o Manson é a torre e certamente Adolf será o rei, porque é um grande trunfo! E quero colocar mais detalhes na noite do crime, ninguém deu uma razão p o Bernardo pai estar lá!

  • Gustavo Roças says:

    Gente, me deu um arrepio esse.

  • J.Nóbrega says:

    Cara esse conto tá demais. Quem imaginaria que um X-Bacon levaria direto a Hitler? Certo que isso nunca passou pela cabeça do Lucas. kkk

  • Caramba! Medo. O.O

    Depois desse capítulo, pensei numa ideia interessante sobre qual seria o objetivo do Zimmer e de seus “parceiros”. Também envolve mensagem subliminar, além de outras coisas.

    Sobre o Hitler… nunca se sabe: o cara na cadeira de rodas pode ser só um neonazi fanboy (ou, no caso, fan-oldman) que está sempre vestindo cosplay do ídolo. 😛

    Muito bom, Evandro. Parabéns!

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