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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Apr
07
2014

Fogo no Céu – Final

fogo-no-ceu

Parte 1          Parte 2          Parte 3          Parte 4          Parte 5

 

Os três sobreviventes corriam desesperadamente com a criatura em seu encalço. Na fuga, esmagavam centenas de formigas com seus pés. As que sobreviviam eram logo incineradas pelo fogo que exalava do ser que os perseguia.

– Que diabos é aquilo? – perguntou Hayes ao doutor.

– E eu vou saber? – Lynwood respondeu ofegante. – Sou biólogo, não ufólogo.

– Mas a criatura está em chamas. Como sobrevive? – questionou Wilkerson.

– Ela não está em chamas. – corrigiu o sargento. – Ela é assim. A questão é: que tipo de ser poderia ser concebido desta forma.

– Algum baseado em um elemento altamente inflamável. – acrescentou Lynwood. – Mesmo nós, cujos corpos são baseados em carbono, não poderíamos permanecer em combustão por tal período permanecendo intactos. Este ser deve ser baseado em um elemento muito mais inflamável, além disso, sua estrutura física deve ser forte o suficiente para resistir a tal fenômeno.

– E alguma ideia de como derrotamos a criatura, doutor?

– Talvez apagando-a!

– E como isso seria…espere, a tempestade!

– Não. Seria arriscado demais.

– Não se conseguirmos colocar a criatura pra fora do abrigo enquanto permanecermos aqui dentro.

– Ótima ideia, sargento. – concordou Wilkerson. – Poderíamos… – o soldado foi interrompido quando algo puxou seu pé. A criatura o havia alcançado. Sem poder fazer nada, Hayes e Lynwood fugiram, deixando para trás Wilkerson que berrava enquanto era assado pelo extraterrestre.

– Droga, Wilkerson. – praguejava o sargento.

– Não havia nada que pudéssemos fazer, senhor.

– Eu perdi todos os meus homens, doutor. Todos. Era minha missão mantê-los vivos. E eu falhei.

– Eu ainda estou vivo.

– Mas por quanto tempo? Por quanto tempo nós continuaremos vivos?

– Eis uma pergunta que posso responder! – para a surpresa deles, era a criatura que falava.

– Afaste-se ser do inferno. – berrava Hayes enquanto sacava sua arma.

– Acha que sua arma pode me ferir, humano?

– Que é você criatura asquerosa? – perguntou Lynwood.

– Eu não tenho nome. Não há nomes de onde venho. Sou um filho do Sol. Nasci da estrela que banha de luz o seu planeta.

– E por que matou nossos companheiros?

– Eu não os matei. Foram fracos. Sucumbiram a minha mera presença.

– Você é feito de chamas. Não pensou no dano que poderia causar?

– Não creio que este monstro possa pensar, doutor. – sugeriu Hayes.

– Posso pensar muito bem. – continuou a criatura. – Sou tão inteligente quanto vocês. Mas vocês são fracos. Basta que eu me aproxime um pouco e começam a queimar. – ele deu um passo à frente e os homens começaram, enfim, a sentir os efeitos do calor extremo.

– Não se aproxime mais, vil criatura. – alertou Hayes, que começava a sentir o cano da arma queimar em sua mão.

– Não seja tolo. – a criatura se afastou. – Já vi qual sua fraqueza. Não desejo sua morte.

– Então, o que quer?

– Salvá-los. A tempestade que se aproxima não é das comuns. Ela afundará este lugar para sempre. Não irão sobreviver.

– Muitos de nós já morremos.

– Mas vocês podem sobreviver.

– E como vai salvar-nos? Ao seu simples toque podemos morrer.

– Minha nave. Com que cheguei a este planeta.

– Mas não podemos ir todos na nave. Seriamos assados lá dentro.

– Eu não irei com vocês.

– Como? Irá se sacrificar por nós?

– É o mínimo que posso fazer por vocês, depois do que fiz com seus amigos.

Os homens ponderaram, questionando sobre a real intenção da criatura. Enfim, aceitaram sua proposta. Saíram do abrigo correndo. A criatura mantendo-se a uma distância segura. Ao longe, nuvens negras no céu e ondas gigantes no mar, davam um ar de pesadelo aquela caminhada.

Finalmente chegaram ao lugar onde o meteoro-nave caíra. Hayes e Lynwood entraram no veículo.

– Existe um painel no centro. – disse a criatura. – Coloquei números humanos para que pudesse facilitar. Digitem as coordenadas do lugar para onde querem ir. Adeus, meus amigos. E aproveitem seu planeta. É um lugar muito bonito, a propósito.

– Adeus, sem nome. – respondeu Lynwood. – E obrigado.

– Eu que agradeço. Propiciaram-me redenção.

A nave se fechou e eles iniciaram a jornada. Já no céu Hayes questionou Lynwood.

– Se ele é tão herói, por que não poupou Wilkerson?

– Não percebe? Só há dois lugares nessa nave. Ele não caberia.

– E por que ele não nos deu o direito de escolher.

– Por que não daria tempo. – eles olharam pela janela. Uma onda gigante engolia o atol Johnson, e com ele a criatura.


Categorias: Contos,Fogo no Céu |

14 Comments»

  • Ahhhh já? Eu adorava esse, tinha jeitinho de coleção vagalume, conhece? Ficou com cara de quero mais! Bjins

  • cmoffatt says:

    Curti o início, mas pra mim desandou do terceiro capítulo em diante.
    O final ficou meio piegas, e (claro, relevando que é uma ficção) um tanto inverossímil.
    Mais pela motivação e atitudes da criatura, do que por ela própria.
     
    Mas como você escreve bastante, certamente uma hora eu esbarro num conto seu que vou gostar.
    Pra esse, eu simplesmente não devia estar em sintonia.
    Grande abraço!

    • Evandro Furtado says:

      É uma pena que não tenha gostado. Mas como eu disse, tudo tem uma razão para acontecer, mesmo o final piegas. Eu poderia ter matado todo mundo e, por outro lado, teria ficado clichê. Enfim, essas coisas acontecem. Mas obrigado por ler e, por favor, não desista dos meus textos, kkk. Eu tento escrever um pouco de tudo, estou ampliando meus horizontes, quem sabe em breve não tenha algo que lhe agrade.

  • Fel21t says:

    Cara achei legal a série, pena que ficou algumas coisas muito mal explicadas, tipo do porque o de estar quente a ponto de derreter a arma e chumbo mas não fazer mal aos personagens, se as formigas sobreviveram a um ataque nuclear como elas morreram só pelo calor do cara e os humanos não? Qual foi e porque a criatura solar escolheu aqueles dois e não os outros?

    Enfim pelas criticas parece que eu detestei, mas não fique com essa impressão! Tenho o sentimento que vc tem talento pra um dia escrever obras maravilhosas!

    • Evandro Furtado says:

      Valeu cara. Bem, normalmente as coisas que escrevo não são muito verossímeis, mas vou tentar algumas explicações.

      Na realidade não houve um ataque nuclear, o ator Johnson foi, de fato, um lugar onde ocorreram testes nucleares. O lugar é proibido à visitação pública pelos riscos de radiação. Apenas pessoal autorizado pode entrar lá. A praga com as formigas é real. Elas realmente dominam a ilha e estão causando danos aos outros seres que vivem lá. Eu não entendo muito dessas coisas mas parece que os insetos têm uma certa resistência a esses testes nucleares.

      A questão do chumbo derretido eu comentei na parte 4, dá uma olhada.

      Por que a criatura escolheu esses dois pra sobreviverem? Não faço ideia. kkk.

  • J.Nóbrega says:

    Olá Evandro,
    .
    Gostei da série de contos, para mim faltou a real motivação da criatura e como você mesmo ressaltou no comentário o porquê de salvar os dois.
    .
    Acho que aí tem muito pano para a manga e pode ser continuado no futuro.
    .
    Agora quando ele disse que era só colocar as coordenadas eu colocaria ascoordenadas 9045XY e iria para no planeta Namekusei. kkk
    .
    Abraço.

    • Evandro Furtado says:

      Namekusei, kkk.

      Realmente, Nóbrega, tem muita coisa a ser dita. Eu, por exemplo, não expliquei de onde veio a criatura. Isso é algo que planejo mostrar em um trabalho futuro. Como disse, os meus contos fazem parte de uma cronologia particular, vou ver se coloco no nosso grupo no Face uma relação daqueles que fazem parte de um mesmo universo.

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