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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Apr
09
2014

Fogo no Céu – Parte 5

fogo-no-ceu

Parte 1              Parte 2               Parte 3               Parte 4

 

Conforme o calor foi aumentando, os soldados foram afastando-se do alçapão. A temperatura já alcançava cerca de 40ºC. Enquanto isso, Hayes questionava-se sobre quem, ou o que, estaria lá fora?

– Não vai abrir, sargento? – perguntou Wilkerson. – Quero dizer, pode ser alguém que sobreviveu.

– Não seja estúpido soldado. Não vê o quanto está quente. O metal do alçapão deve estar fervendo. Seria impossível abrir, mesmo se quisesse. E, aliás, o que quer que esteja lá fora, eu duvido que seja um dos nossos.

– Está me dizendo que pode haver mais alguém na ilha? – perguntou Lynwood.

– Não. Ninguém pisa nessa ilha sem a concessão do governo americano. O que quer que seja já estava por aqui, ou chegou de outra forma.

– Claro. – ironizou outro soldado em voz baixa para que o sargento não ouvisse. – Deve ter vindo no meteoro.

Lá fora, o barulho voltou a ecoar. Pareciam com passos, pelo ritmo que possuíam. Mas havia uma semelhança com o barulho de metal contra metal, ao mesmo tempo em que este som era perpassado por um mais suave, semelhante a um bule de café fervendo.

Sentado e sem ter o que fazer, Patrick contempla o sargento Hayes, esperando alguma decisão do capitão, quando um barulho, desta vez muito mais próximo, chama sua atenção.

– As formigas. – ele fala aos outros. – Estão vindo.

– Pronto! – pragueja o sargento. – Agora nossas preocupações são triplicadas.

Lentamente eles avançam em direção a parede. O ruído mínimo dos passinhos das formigas se aproximando soam como uma marcha fúnebre, especialmente executada para eles. Ao mesmo tempo, sobre suas cabeças, os passos de um desconhecido ecoam incessantemente. Mas para a sorte dos soldados, as duas maldições que significariam sua perdição se ocorridas separadamente acabam sendo menos destrutivas ao acontecer simultaneamente.

Quando finalmente eles conseguem ver as formigas (provavelmente aos milhares) notam que seu comportamento é estranho. Sem ninguém tocá-las elas assumem o comportamento que lhes deu o apelido de “loucas”. Começam a correr de um lado para outro, sem rumo aparente, para em seguida cair, imóveis ao chão.

– É o calor! – diz o doutor. – O calor excessivo está as matando.

Ele encara as pequenas criaturas sendo assadas vivas sem perceber que aquela sina se estenderia para ele e seus companheiros.

Ao seu lado um grito interrompe o silêncio no abrigo subterrâneo. Um dos soldados está recebendo um banho de chumbo derretido. O calor é tão intenso na superfície que está derretendo o ferro do alçapão.

Finalmente a porta cai sobre o soldado que gritava, terminando com a agonia do dele. Durante a queda outro homem arriscou olhar para cima, mas chamas, misteriosamente foram lançadas contra ele, incinerando o homem instantaneamente. Agora, apenas Hayes, Lynwood e Wilkerson estavam vivos.

– O que há lá fora? – perguntou o doutor. – Não posso ver. A luz é muito forte.

– O que quer que seja – respondeu o sargento – acaba de tirar a vida de mais dois homens.

– E de centenas de formigas. – acrescentou Wilkerson. E ao chão, próximo a eles, vários insetos sucumbiam diante do calor extremo.

Apesar de tudo, os três sobreviventes pareciam não ser afetados pelo fenômeno. Apenas o calor era fora do normal, mas aquilo não parecia feri-los. Eles, no entanto, continuavam a se afastar da entrada. Aquilo, entretanto, não foi o suficiente, já que a criatura saltou para dentro do abrigo.


Categorias: Contos,Fogo no Céu |

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