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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Apr
11
2014

Homem de Pano – Animais

Capítulo Anterior: O Discurso de um Demente

 

Eu não costumo advertir as pessoas antes de meus textos, mas esse é um caso especial. Diante das discussões atuais em relação ao abuso sexual em relação às mulheres, me encontrei escrevendo esse texto. Afinal, não existe melhor forma de criticar algo do que falando sobre algo. Sinto que essa é a função social da literatura. Não espere encontrar censura aqui, as cenas que seguem são fortes e terríveis. Acho que esse é o texto mais terrível que escrevi, as coisas que coloquei aqui…jamais imaginei que pudessem passar por minha mente. Quero deixar bem claro que abomino qualquer forma de violência, contra quem seja, e que todos os fatos descritos nesse conto são abominados por este humilde escritor amador que vos fala. Talvez eu abomine o próprio conto, mas preciso publicá-lo. Então leia, somente, se estiver disposto. Se sua moralidade é excessiva, não leia. Se tem o estômago fraco, não leia. Como último aviso: eu não me responsabilizo por seus pesadelos esta noite.

 

 

Torres não conseguiu acreditar quando trouxeram a garota. Qual era o objetivo daquilo? Eles queriam tortura-los psicologicamente antes de começar a tortura física, era isso?

Ele fitou o rosto dela. Os olhos implorando por ajuda. “Eu não posso, não está vendo?” ele pensou. “Estou amarrado e amordaçado. Deus, eu não posso nem mesmo gritar”. Uma lágrima escorreu do rosto dela. Ela sabia que era seu fim. Todos sabiam.

Jogaram-na em um canto. Na queda ela bateu forte com a cabeça, infelizmente não forte o suficiente para desmaiar. Dois homens saltaram sobre ela. Começaram a rasgar suas roupas enquanto ela se debatia. Arrancaram tudo o que podiam. Tudo. E então começaram. Torres tentou virar o rosto para não olhar, mas alguém segurou sua cabeça em direção à cena. Ao seu o olhar de Fênix estava petrificado. Provavelmente o velho coronel pensava em sua filha. Poderia ser ela ali. O homem envelheceu vinte anos naquele momento.

Mais três homens se juntaram ao abuso. Logo outros se uniriam. Em um instante, não havia qualquer orifício do corpo da pobre garota que não estivesse preenchido pelos órgãos daqueles animais. Eram bestas em seu instinto mais primitivo. Nenhuma palavra era dita. Não existiam homens naquele lugar, naquele dia.

Barton observava tudo à distância enquanto a garota era cruelmente estuprada. O sorriso de escárnio permanecia em seu rosto. Gagne o acompanhou em sua vigília até unir-se aos monstros.

Enfim, chegou o momento em que alguns deles começavam a atingir o clímax. Lançavam seu líquido viscoso nos locais mais diversos. Dentro dos olhos e ouvidos, como aliens de um mundo sem moral ou lógica.

Começaram a se afastar da vítima. A moça havia parado de se mexer. Ainda não estava morta. Ela tremia, seus olhos fitavam o vazio. Sua boca sibilava sons indecifráveis, ruídos que já haviam deixado de ser humanos. Torres torcia, do fundo de sua alma, para que a garota estivesse em choque, para que tivesse parado de presenciar aquilo que ele próprio não podia evitar. Ele rezou pela moça enquanto chorava. O pior ainda estava por vir.

Desta vez, foi Barton quem se aproximou. Ele tirou uma faca de cozinha do bolso. Um golpe rápido e decepou a mão da moça. A dor pareceu tirá-la de seu torpor, e ela gritou. Em seguida, o homem se despiu e começou a fazer algo inimaginável. Ele começou a penetrar o braço decepado. Sangue jorrava enquanto os gemidos de prazer dos homens se intercalavam aos gritos de dor da moça abafados pela mordaça.

A coisa toda começou novamente. E por alguma razão doentia, o universo não permitia que a garota morresse. Torres começou a tremer, tentando se livrar das amarras. Era impossível.

No canto da sala, Barton alcançava o clímax. Dentro do braço da garota, sêmen e sangue misturavam-se e agora faziam parte dela. Não havia mais vida humana naquele corpo.

Quando Torres acreditava que tudo aquilo havia acabado, que o pior filme de terror de todos havia, finalmente, terminado, os monstros mostraram mais uma vez sua natureza.

Todos eles, incluindo Gagne e Barton, se inclinaram sobre a moça, e como em um filme cult de George Romero, aqueles zumbis nus começaram a devorar a garota. Mordiam e arrancavam pedaços da garota, que agora, sem a amarra, gritava de pavor.

Ninguém mais segurava a cabeça de Torres, mas ele não parava de olhar. Afinal, animais não têm moral.


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