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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
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Apr
26
2014

Homem de Pano – Epílogo

Review: O Homem de PanoNa Mesa de um BarInfernoO Carnaval de um PsicopataCaçadaChasseHuntFace a Face com o MedoAsas de BorboletaO Discurso de um DementeAnimais; Operation: Snake Pit

 

Quando Anselmo Torres desembarcou no Aeroporto Internacional de Congonhas, tudo o que ele queria era voltar para a casa. E foi isso que ele fez. Depois de tudo o que teve que passar, o terrível trânsito na terra da garoa era um alívio. Ele aproveitou cada centelha de luz que só a noite da capital paulistana podia propiciar.

Ele pensou como a cidade seria ainda mais bela se não fosse a violência. Imagine São Paulo sem a criminalidade. Todos poderiam curtir a noite e veriam que nem a mais bela das estrelas tem uma luz tão radiante quanto Sampa. Não haveria muros pichados. Talvez não houvesse favelas. E seria ótimo se não houvesse funk ostentação. Ah, admirável mundo novo de meus sonhos.

O táxi o deixou à porta de casa. Ele pagou o motorista nordestino que lhe agradeceu com o sotaque inconfundível. Sua mulher o esperava com seus dois filhos. Ele os abraçou e lágrimas escorreram de seu rosto.

– Você precisa de um banho! – disse a mulher com lágrimas nos olhos.

Ele se dirigiu ao quarto, ligou o rádio, colocou um belo CD do Legião Urbana e seguiu para o banheiro.

Anselmo parou em frente ao espelho. Tinha todo o tempo do mundo. O que acontecera ao longo dos últimos dias? Ele percebera, a humanidade é desumana. Depois de tudo, ainda havia esperança? O Sol voltaria a aparecer pela manhã? O que precisava ser feito? Talvez amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Era o fim? Será que vamos conseguir vencer? Ou a vitória será dos homens de pano? Somos os filhos da revolução. Ou não.

Torres fitava o espelho. Não reconhecia mais seu rosto. Não reconhecia mais seu olhar. Abriu a porta do banheiro. Foi até o guarda-roupa e encontrou uma caixa com material de costura. Ele pegou uma agulha e uma linha e voltou pra frente do espelho. E viveremos entre monstros da nossa própria criação! Inconscientemente o detetive colocou a linha na agulha e, sem perceber, começou a costurar os lábios.


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5 Comments»

  • Ah, Torres, fiquei triste, não imaginei que ele não seguraria a onda. Tadinho, estou de luto pela sanidade dele, era um bom menino.

    Mas o texto ficou muito bom! E teve o elemento fundamental do fechamento de uma história de horror, a promessa de continuidade.

  • Lucas Valadares says:

    Imaginei algo do genero. O que é de se esperar até, foi uma cena sinistra que eles tiveram que ver e tals, sinistro.

    • Evandro Furtado says:

      Que pena que imaginou, cara, gosto das surpresas. Mas valeu por acompanhar, espero que tenha gostado.

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