O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(8) Uno [agenda]
(0) Olga [agenda]
(0) ERROR [agenda]
(0) Ela [agenda]
(3) Pogo [agenda]

Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

>> Confira outros textos de Evandro Furtado

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Apr
06
2014

Homem de Pano – O Discurso de um Demente

Capítulo Anterior: Asas de Borboleta

 

Torres e Fênix permaneciam calados enquanto eram amarrados. Barton não parara de rir nem por um instante. Já Gagne não expressava emoção alguma. O traidor havia cumprido sua missão, interpretara bem o seu papel. Só restava a ele colher os frutos de seu plantio bem feito.

– Vê qual é o seu problema? – Barton dizia. – O inimigo estava diante de vocês o tempo todo e não perceberam. Porque pensam demais e esquecem o mais importante. Simplesmente deixam passar. Acham que eles colocariam alguém como eu em uma instituição como esta. Não. Me mandariam para Guantánamo, como fizeram com os outros. Mas eles não sabem que estou aqui. No relatório só constam as prisões de Marc e Duncan. Eles nunca me capturaram oficialmente. – ele continuava a falar e não dava indícios de que pararia. A certeza aumentou quando os guardas amordaçaram os prisioneiros. – Vocês fizeram seu inquérito. Eu cooperei o quanto pude. Mas agora, acho que posso ajudar ainda mais. Não que isto importe. No final do dia suas vísceras vão estar em nossos pratos. – ele contemplou os olhos assustados dos homens. – Sim, somos todos homens de pano. Mesmo Gagne. – Torres pensou nas imagens na sala de Jean, em Lyon. – Todos nós somos como irmãos. Somos aqueles que vocês excluíram, que vocês rejeitaram. Somos as sobras da sociedade. Somos os seus dejetos. E agora, mais do que nunca, vamos começar a feder. Nossos vermes vão infectá-los. Nossa doença vai atingi-los. Um novo mundo se iniciará em breve. Um mundo de caos, sob nosso controle. Pensem nisso. Todo um mundo sem leis, sem limitações, sem tabus. Todos os fetiches serão comuns. Práticas de sadomasoquismo serão realizadas no meio das ruas. Não haverá mais condenação à homossexualidade ou à poligamia. O termo pedofilia desaparecerá, e mesmo o canibalismo se tornará corriqueiro. Países voltarão a ser dominados por Vlad Tepes’, Hitlers, Idi Amins, Sadam Husseins. Charles Mansons voltarão a caminhar na rua, e John Wayne Gacys, e Jeffrey Dahmers, e Ted Bundys. Serão heróis em nosso tempo. Mártires de uma nova era. Quando novos Jim Jones’ subirem em seus palanques e iniciarem discursos sobre o que bem entenderem, ninguém os impedirá. A verdadeira liberdade será alcançada. Vão perceber como a dor é pequena perto do prazer que ela proporciona. Senhores, não percebem? Estamos às portas de um novo tempo. Não sentem o cheiro de sangue no ar? O barulho dos gritos de socorro? E como é não poder ajudar? Se sentir inútil? Agora sentem o que senti minha vida inteira. Inutilidade. Ser chamado de imbecil, de incapaz. Durante muito tempo eu sofri, acreditando ser um homem fora de meu tempo. Um homem do passado. Eu estava errado. Eu era, sim, um homem aquém ao meu tempo. Mas era um homem do futuro. Um ser evoluído. Um Mogli, um Tarzan. Um homem vivendo entre lobos e macacos, à espera eterna de um semelhante para lhe salvar. Mas a salvação estava em mim mesmo. E nos milhares como eu ao redor do mundo. E agora somos um só. Uma só voz, escondida sob a máscara, sob as vestes rasgadas, sob os lábios costurados, sob os crimes cruéis, sob a abominação da sociedade. Nossos olhos cegos voltaram a enxergar. Nossos ouvidos surdos voltaram a ouvir. E, sobretudo, nossa boca muda voltou a falar. Bem vindos ao novo mundo, rapazes. Bem vindos ao pesadelo.


Categorias: Agenda | Tags: ,

4 Comments»

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério