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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Apr
30
2014

Homem de Pano – Operation: Snake Pit

spyke

O furgão camuflado seguia em alta velocidade pela West Boulevard. Virou bruscamente na Horseshoe Lane, simplesmente para parar alguns metros depois, onde a rua se transformava em uma trilha no meio de um bosque.

Trinta homens fortemente armados desceram do carro. Vestiam os uniformes do exército americano. O líder, um homem alto, loiro, com uma tatuagem de uma caveira fumando no antebraço direito, parecia lidera-los. Aquele era Spyke Rufus, tenente do exército, genro do coronel Fênix.

Ele se aproximou da trilha. Fitou a placa que dizia:

 

NO TRESPASSING

NO Parking

NO Dumping

Properly Under

24/7 Security

& Surveillance

 

Ele ignorou o aviso e pulou a barreira que impedia sua passagem, dando sinal para que seus homens o seguissem. A mata era fechada. Propicia para armadilhas. Mas Spyke era um caçador.

Ele viu o homem no topo da árvore a duzentos metros. Abaixou-se, fingindo estar checando o solo. Agarrou um galho seco e o atirou. O objeto acertou o alvo com precisão e o homem caiu da árvore antes mesmo que pudesse alertar seus comparsas.

Rufus aproximou-se lentamente do sujeito inconsciente. Arrancou um par de algemas e colocou no homem (que deslocou um ombro durante o processo). Em seguida deu ordem para que dois soldados levassem o individuo em custódia, enquanto ele próprio guiava a equipe em direção à Correction Department Prison Division.

Não houve mais incidentes dentro da mata. Eles só voltaram a detectar movimento quando estavam próximos ao pátio da prisão. Spyke foi rápido, deu a ordem e o tiroteio começou. Os guardas na prisão foram dizimados antes mesmo que pudessem dar um único tiro. Aquilo alertava sua chegada, é verdade. Mas Spyke não gostava de inimigos despreparados. Ele queria se divertir.

 

+

 

– Parece que a cavalaria chegou! – Barton ironizava.

No canto da sala, o corpo já sem vida e mutilado da jovem secretária fitava com os olhos fixos a Torres. Aquele era um sinal de condenação eterna à incapacidade daquele homem de ter feito o que jurara fazer durante toda sua vida: proteger pessoas inocentes. Aquela imagem atormentaria Anselmo pelo resto de seus dias.

– O que vai fazer agora Barton? – perguntou Fênix. – Vai nos matar? Vai SE matar? Vai fugir?

– Por que eu fugiria? Agora que a diversão está só aumentando. – ele se aproximou do velho, que pôde sentir o cheiro de sangue que exalava da boca do homem de pano. – E é Johnny!

– Foda-se! – disse o coronel virando o resto. – Você é doente. Você e o resto de seus capangas!

– Sim, coronel. Somos uma doença. Somos uma infecção, um surto, uma epidemia. E sabe o que é pior? Sua sociedade não pode nos curar. A coisa só pode ficar pior e pior…

– Johnny! – gritou Gagne. – Tá uma bagunça lá fora. Derrubaram muitos dos nossos. Os outros estão assustados.

– Mande-os resistir, Jean! Estamos perto agora, não podemos perder.

– Perto? – questionou o coronel. – Perto de que?

– Nem imagina, coronel. Nem imagina!

 

+

 

Já no pátio da prisão, o grupo liderado por Spyke Rufus checava os guardas. Ninguém sobrevivera ao ataque. Não que fosse necessário. Ele próprio checou alguns dos cadáveres. Encontraram os mais diversos instrumentos em seus bolsos: facas de cozinha, chaves de fenda, antenas de televisão, instrumentos de tortura medieval, e o tenente se deparou com a questão: será que eles conseguiram utilizar tudo isso?

Levantou-se e prosseguiu em direção ao portão principal. Sempre de peito aberto, Rufus não tomava precauções. Ele contava com os homens na retaguarda. Várias vezes fora advertido por seus superiores por sua atitude arrogante em combate, mas ele não se importava. Era um indisciplinado no exército. Um oficial indisciplinado. Talvez o único do mundo.

Abriu o portão com um clipe. Entrou no salão principal. Portão por portão, ele abriu. Não esperava uma armadilha. Quem quer que o quisesse, queria-o vivo. Aquilo era um jogo, uma dança. E nesse baile não se pode dançar sozinho.

Ele pegou um homem escondido atrás de um arquivo, na sala do diretor. Bateu com tanta força no homem que quebrou três dentes e o nariz antes que os soldados pudessem leva-lo em custódia. Spyke estava furioso. Fazia isso por Lucy. Ela estava desesperada desde que seu pai foi sequestrado. Faria o que fosse preciso pelo amor de sua vida.

Ele caminhou por um corredor. Os soldados, como sempre, cobrindo suas costas. Chegou, enfim, a sala de interrogatório. Spyke parou, respirou fundo, e, calmamente, bateu na porta.

 

+

 

– Parece que temos visitas! – disse Barton ao ouvir o barulho na porta. Além dele e de Gagne, apenas outros três homens continuavam de pé. Não havia nenhuma chance de sair livre. E quase não havia possibilidades de sair vivo dali. Barton seguiu em direção ao cadáver da moça. Colocou-a de joelhos e apoiada sobre a parede de forma que formasse um assento. Sentou-se! – Deixe que entrem!

 

+

 

Quando Spyke fitou os olhos do homem que abriu a porta, seu instinto imediato era mata-lo. Queria voar sobre seu pescoço e asfixia-lo até a morte. E a imagem que viu não foi nada animadora. Fênix e o detetive brasileiro, amarrados junto à parede, os sinais de barbárie por toda a sala e, é claro, Barton utilizando o cadáver como banco.

– Acabou Barton! – disse Spyke. – Solte-os e eu deixo vocês saírem daqui sem se machucar, muito.

– E perder toda a diversão. – o homem de pano gargalhou. – Meninos, hora de brincar!

Repentinamente, todos os três guardas saltaram sobre Spyke enquanto Gagne trancava a porta e os outros do lado de fora. Os soldados presos pensaram em atirar, mas poderiam atingir um inocente, então resolveram tentar arrombar a porta.

Enquanto isso, Rufus enfrentava os homens de pano. Um agarrava-se sobre suas costas enquanto os outros dois prendiam-se as suas pernas. Por sorte, Spyke conseguiu pisar no dedo de um deles, livrando-se desta ameaça, por enquanto.

Em um golpe rápido, ele lançou a cabeça para trás, atingindo o queixo do homem sobre suas costas. Isso o deixava com um oponente mano a mano. Spyke acertou uma cotovelada na nuca do homem, o que o fez recuar. Neste intervalo, o homem do dedo conseguiu se recuperar e avançou contra Spyke. Em um rápido movimento, o tenente desferiu um chute rodado na boca do estômago do homem, que perdeu o ar instantaneamente. Então, em um golpe de luta livre dos anos oitenta, Rufus agarrou a cabeça de ambos os homens lançando uma contra a outra, os crânio se chocaram nocauteando-os instantaneamente. Antes que o terceiro homem pudesse se levantar, Spyke lançou-se contra ele com um dropkick direto na face, deixando-o inconsciente.

Rufus sentiu então uma dor pulsante em sua orelha esquerda. Quando se virou, era Gagne que, sobre suas costas, tentava arranca-la com uma mordida. Surpreendido pelo ato, Spyke agarrou o homem pelo pescoço e lançou-o contra a mesa da sala de interrogatório, partindo logo em seguida para dar capo do ex-detetive da INTERPOL. Mas não foi preciso. Durante a queda, Gagne havia caído de cabeça sobre uma extremidade pontiaguda do objeto. Seus olhos agora fitavam o vazio. Estava morto.

– Muito bom! – no canto Barton aplaudia. – Gostei do show! Quando vamos ter mais?

O tenente avançou sobre o homem com ódio no olhar ao mesmo tempo em que os soldados conseguiam arrombar a porta. Isso provavelmente foi o que salvou a vida de Barton. Antes que pudesse alcançar o homem de pano, o punho de Spyke Rufus foi detido por outro, tão forte quanto. Era de um homem da mesma altura, com cabelos estilo tigelinha negro-azulados. As feições eram parecidas a despeito das personalidades opostas. Aquele era Fyre Rufus, seu irmão.

– É o bastante, Spyke. – disse Fyre.

Relutante, o tenente deixou o homem de pano em paz, que continuava a gargalhar. Enquanto isso, os soldados libertavam os reféns.

– Você falhou, Barton. – disse Fênix, finalmente livre.

– Será que falhei, coronel? – o homem de pano fitava os olhos de Anselmo. – Esta noite vocês foram capazes de ver o real significado do ser humano. Um simples animal domesticado. Propicio a seguir os instintos quando a sineta soar. Essa noite uma semente foi plantada. E, lentamente, a árvore começa a crescer.

– Não, Barton. – repreendeu Fyre. – Acabou!

– Será? – o homem de pano soltou uma última gargalhada. – Pra mim está só começando!

Siga a trilha de sangue deixada pelo Homem de Pano:

O Homem de Pano

Na Mesa de um Bar

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O Carnaval de um Psicopata

Caçada

Chasse

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Face a Face com o Medo

Asas de Borboleta

O Discurso de um Demente

Animais


Categorias: Contos | Tags: ,

16 Comments»

  • Evandro Furtado says:

    É isso galera. Sexta-feira a noite, todo mundo na balada e eu aki, me divertindo no meu pequeno grande mundo. A “franquia” Homem de Pano chega ao fim. Foi um personagem que meu deu muitas alegrias e muitos pesadelos também. Mas precisava acabar. Por isso destinei um tempo maior a esse capítulo final. Fiz uma revisão mais precisa, tentei não pular etapas e, como podem perceber, saiu um texto ligeiramente maior do que o esperado. Aproveitei para introduzir um personagem que criei e que gosto muito o Spyke. Gostaria muito de que dissessem o que acharam dele, pois planejo utiliza-lo em outros projetos. Enfim, planejo publicar um pequeno epílogo, mas não esperem muita coisa. Valeu galera.

  • Não gostei……. de ter chegado ao fim! Kkkkkk Cara, lembro que você escreveu um conto a gente pos pilha e vc fez essa série bacana, que legal!

    Lógico que o teimoso do Barton ia deixar o final com cara de que virá mais é o jeito dele e vc vai ter que conviver com isso, tipo um cantor que sempre tem que cantar aquela, entende? Estou esperando o epílogo!

    Não curto loiros, mas o Spyke parece interessante, como diria a Belle, a movimentação dele tem um quê de videogame, sei lá como explicar. Ele sem dúvida é um herói.
    Agora o irmão dele é gato! Curti!

    Vejo o Barton e o Spyke como contrários complementares, fica claro quando um é Thomas Harris o outro é videogame, um planeja canibalizar o outro invade com a cara e coragem p defender, os dois são seus Batman e Coringa. Sem querer ser intrometida e já sendo demais, vc poderia considerar o conjunto homem de pano epilogo do Spyke, e reaproveitar o Barton por lá.

    • Esqueci uma coisa, tem uma palavra que vc usou, EXTINTO, creio que a intenção fosse usar INSTINTO, de intuição, apuração de um sentido superior, previsão de uma necessidade de ação. A outra palavra deriva de extinção, deixar de existir, os mamutes estão extintos.

      Acho que fui a primeira a concluir a leitura do homem de pano, parabens pelo trabalho!!!

      • Evandro Furtado says:

        Valeu Maria, falha minha. De ver em quando dá um retardo, kkk. Vou corrigir.

    • Evandro Furtado says:

      Na realidade eu tenho GRANDES planos pra ambos, Spyke e Barton, você verá.

      Quanto ao epílogo, bem, será uma surpresa…

    • Prólogo do Spyke deu tilt aqui tb!

  • Não soube direito o que colocar de imagem neste conto.
    Resolvi por fim procurar um soldado mf. Mas, sei lá…

    E lí Skype em vez de Spyke o conto todo. 🙂

  • Lucas Valadares says:

    Ótimo final. Gostei mesmo. Vou ler o epílogo.

    Achei o Spyke massa também, um oficial indisciplinado. Massa mesmo.

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