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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Apr
23
2014

Inferno

inferno

Para ler antes (ou não):

O Homem de Pano

Na Mesa de um Bar

 

Sandro Nazario acordou no inferno! O cheiro de enxofre tomou suas narinas que arderam fortemente. O calor era insuportável. E seu peito nu, expunha as marcas de tortura que vinha sofrendo nos últimos dias.

Ele abriu os olhos, que inicialmente não conseguiram decifrar a imagem que tinha diante de si. Corpos mutilados espalhados em todos os lugares. Ossos, carne, pele, sangue. E o cheiro era insuportável. Aliás, que mistura de odores não havia ali. Todos horríveis. E, juntos, tornavam-se ainda piores.

Sandro não podia se mover. Suas mãos estavam presas com arame farpado. Havia cicatrizes em seus pulsos. Ele havia perdido muito sangue, por isso estava tão fraco.

A porta se abriu e por ela saiu um pesadelo vivo. Boca semi-costurada, roupas feitas de sacos de arroz, enfim, as vestimentas comuns do Homem de Pano.

– Buongiorno! – disse o assassino. – Questa bella mattina!

– Só se for pra você! – respondeu Sandro.

– Mas que falta de respeito. Alguém deveria te ensinar algo. – o homem de pano tirou algo que estava oculto. Era uma daquelas peças de marcar gado. A ponta já estava quente. Ele a esticou contra o peito de Sandro e o homem urrou de dor. – Vamos ver agora. – Sandro calou-se. – Buono! – ele se virou de costas preparando outro instrumento de tortura.

– Que tipo de monstro é você? – Sandro arriscou.

– Monstro? – o homem de pano virou-se, sorrindo. Agora tinha uma daquelas armas de choque. Usou-a em Sandro. O homem gritou. Ele afastou a arma e a fitou. – Esta não é tão boa. – virou-se de volta a mesa de tortura e continuou a falar. – Eu sou o tipo de monstro que sua sociedade cria. Pessoas que ela simplesmente ignora e que, quando aparece, vocês chamam de monstro. – ele voltou a virar-se e encarou Sandro. – Mas o que tenho de monstro a não ser isto? – ele se aproximou exibindo a boca que agora não mais estava costurada, mas mostrava marcas de ferida enormes. – No final das contas os monstros são vocês. Mas isso não importa. Nada importa. O que importa é que estamos nos divertindo. – ele soltou uma grande gargalhada. Desta vez ele tirou um saca-rolha. – Quero testar esse. – ele inseriu no olho direito de Sandro, que berrou. Em seguida rosqueou e arrancou o olho do homem. Colocou na boca e começou a mastiga-lo. Fez um barulho engraçado quando estourou entre os dentes e o homem de pano voltou a sorrir. – Salgado! – ele disse. – Acho que é o suficiente, signore! – O homem de pano seguiu em direção à porta. – Ah, já ia me esquecendo! – ele tirou um controle do bolso. – A última brincadeira da noite. – Ele apertou o botão no controle e saiu.

Sandro pôde ouvir um barulho perto de si. O barulho era baixo para ele, já que estava atordoado pela dor. Ele nem percebeu que vinha do lugar ao qual estava amarrado. Aquilo era, na realidade, um sistema elétrico, e havia sido ligado. Sandro Nazario foi eletrocutado vivo. E se tornou apenas mais um cadáver naquela sala. E o cheiro de sua carne queimada juntou-se aos outros, piorando ainda mais o fedor daquele lugar.


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