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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Apr
25
2014

Na Mesa de um Bar

bar

– Mais uma dose! – gritava Ivan ao dono do bar. Já passavam das onze da noite e ele era o único cliente no lugar.

– Não acha que já bebeu o suficiente? – perguntou Igor, o dono.

– Não. – respondeu ele, demonstrando claros sinais de embriaguez. – Estou apenas começando. Igor balançou a cabeça, inconformado.

– Vai ter que esperar então. Acabou a garrafa, vou precisar buscar outra na adega. – ele abriu a porta e desceu em direção ao depósito, deixando Ivan só no bar vazio. Confiava nele apesar de tudo. Ivan era seu cliente há uns bons anos. Aquele bêbado safado podia ser qualquer coisa, mas não era um ladrão. Tranquilo, bateu a porta atrás de si.

Ivan contemplava o copo vazio. Foi tomado por uma angústia, daquelas que sempre toma conta dos que bebem depois do último gole. A porta principal abriu e um homem de casaco e capuz entrou no bar.

– Vai ter que esperar! – disse Ivan ao homem. – Igor foi até a adega, mas não vai demorar. – O homem assentiu. Caminhou até o balcão e sentou-se ao lado de Ivan. O bêbado o fitou, não podia ver seu rosto com aquele capuz. Aquilo o deixou incomodado. – Como consegue vestir esse casacão nesse calor? – ele respondeu, virando o copo para ingerir a última gota de cachaça que ficara presa no fundo.

– Por que bebe tanto? – perguntou o homem de capuz. A voz saiu quase inaudível, como se ele falasse entre os dentes. Ivan demorou para compreender.

– Eu bebo para esquecer as mágoas, meu amigo. As mágoas desse mundo cruel.

– E acha isso digno? – perguntou o homem de voz estranha.

– Digno?

– Por que não enfrenta seus medos. O mundo é cruel para todos. Essa não é a saída. Não haverá uma garrafa sempre que estiver desesperado.

– Escute aqui! – disse Ivan aumentando o tom. – Por que não vai cuidar da sua vida?

– Eu tenho cuidado muito bem dela. Mas pessoas como você, estúpidas, me incomodam. E se me incomodam, se tornam negócio meu. Eu não gosto dessa porcaria. – apontou o copo vazio. – Gosto de manter o controle, assim posso fazer o que quiser.

– Diga-me uma coisa! – Ivan levantou-se agora. – Quem você pensa que é?

– Eu? – o homem levantou-se também. Então tirou o capuz e revelou a razão de sua voz soar tão estranhamente, seus lábios eram costurados! Vendo aquela cena, Ivan reconheceu o homem que vinha tomando os tabloides nas últimas semanas. Aquele era o homem de pano. Ele começou a abrir a boca, rasgando os lábios. – Eu não sou ninguém! – Ivan tentou dar um passo atrás. O homem de pano pegou o copo vazio, quebrando-o no balcão. Em seguida inseriu a extremidade cortada na garganta de Ivan. Girou o copo de forma que o vidro cortou a artéria do homem, enchendo o recipiente instantaneamente de sangue. Por fim, tirou o copo, e o homem caiu ao chão morto.

O homem de pano fitou o líquido vermelho escuro no recipiente e levou-o a boca. Bebeu tudo e lambeu os lábios. Olhou seu reflexo no espelho. Sorriu. Os dentes manchados de sangue.

Naquele instante a porta da adega se abriu, e Igor apareceu com outra garrafa de cachaça.

– Deu um trabalhão para pegar esta. – disse, ainda ignorando a presença do forasteiro. – Estava bem escondida e… – ele parou, gelou até a alma quando reconheceu o homem diante de si.

– Não vai precisar desta. – disse o homem de pano fitando o cadáver no chão. – Acho que ele já está satisfeito!

 

*Ficou perdido na história? Não sabe quem é o tal assassino? Leia a primeira aparição do Homem de Pano.


Categorias: Contos | Tags:

9 Comments»

  • J.Nóbrega says:

    Interessante,
    .
    Acho que a história poderia ser mais bem desenvolvida, ou talvez você planeje continuar…
    .
    Pelo menos não caiu no clichê, quando o encapuzado apareceu já pensei “é a morte”, mas ao que parece é um serial killer. Acho que deveria levar isso a frente.

  • Lucas Valadares says:

    Bom, eu li o Homem de Pano, por isso não pareceu uma cena mal desenvolvida. Pelo contrário, uma ótima continuação.

    Me pergunto como o Dexter lidaria com um psicopata desse naipe.

    • Evandro Furtado says:

      Talvez ele devesse buscar conselhos com alguém antes. Talvez com um certo doutor Hannibal Lecter!

  • Fred says:

    Gostei mais do que a Parte 1… Vou continuar lendo a história.

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