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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Apr
05
2014

Nirvana: Capítulo 1 – A Cidade dos Homens

Prólogo

 

“Take me down to the paradise city

Where the grass is green and the girls are pretty

Oh, won’t you please take me home”

– Guns N’ Roses

 

            Quando avistou a cidade pela primeira vez, James não podia acreditar em seus olhos. O grande castelo branco ao longe, no alto de uma colina, era cercado por três grandes muralhas feitas de marfim. Nos espaços entre cada uma das muralhas, diversas habitações se encontravam, circundando o edifício. Era possível perceber que, conforme se afastavam do palácio, mais humildes eram as casas. As que se encontravam entre a primeira e a segunda eram quase mansões, muito belas. Já as que se encontravam externas a estas eram mais simples, provavelmente pertencendo a camponeses.

Ao se aproximar do portão da cidade, James pôde ouvir um grito, vindo do alto de uma torre de vigia:

– Alto lá, forasteiro! – disse o guarda. – Quem és e qual tua missão nestas terras?

– Meu nome é James e eu…bem, eu estou perdido.

– Perdido? Parece mesmo que não é daqui. Tampouco de qualquer lugar que conheça. Vens de longe?

– Sim. De Los Angeles.

– Los Angeles? Não conheço. Fica além dos mares orientais?

– Acho que somos banhados pelo Pacifico.

– E quem é esse tal Pacifico?

– O oceano, ora.

– Jamais ouvi falar de qualquer oceano chamado Pacifico. Talvez seja nas terras orientais, onde se encontram os grandes arquipélagos. Somente um homem pode responder a isto, pois só um homem visitou essas terras e voltou para contar sua história.

– Então por que não o chama?

– Chama-lo? – o guarda gargalhou. – Ele é o rei. O rei de Nirvana. Toda a terra que teus olhos podem alcançar pertence a ele, ainda que muitos clamem por ela. O rei está em seu castelo, e não gosta de ser incomodado. – o guarda parou para refletir. – Se bem que o rei gostaria de receber a visita de alguém vindo daquelas terras. Permitirei que entres forasteiro. No entanto, terás que entregar tuas armas.

– Armas? – James questionou. – Não tenho nenhuma arma.

– E quanto a isso que carrega a teu lado, próximo às calças. O objeto quadrado. Parece um utensilio mágico.

– Ah isso! É um smartphone. Não traz perigo nenhum. Se bem que minha mãe acha que vai me deixar surdo.

– Estás vendo? Uma arma forte o suficiente para deixar alguém surdo. É perigosa. Terás que entregar.

James pensou um pouco. Não lhe agradava nada entregar o objeto. Mas queria entrar na cidade. Ponderou sobre o assunto e resolveu aceitar o acordo.

– Tudo bem. Eu entrego.

– Certo. – disse o homem da torre. O portão começou a se abrir e James, enfim, entrou na cidade. Ficou encantado com a beleza do lugar. Um belo gramado tomava todo o local, que não possuía ruas. As pessoas andavam sobre a grama verde, que a despeito disso, crescia saudável. Outra coisa que lhe surpreendeu foi a beleza das mulheres daquele lugar. Mesmo a mais feia seria a mais bela das modelos da Victoria’s Secret. Aquela cidade era um paraíso.

– Bem, James de Los Angeles. Levá-lo-ei até o rei. – o guarda já havia descido da torre e montado em um cavalo. – Suba. Não temos todo o tempo.

James, apesar de relutante, subiu. Quase caiu do outro lado, afinal, nunca montara em toda sua vida. Mas depois a jornada ficou mais fácil do que parecia.

– A propósito – disse o guarda – sou Peredur, guarda da torre.

– Muito prazer, Peredur.

– Se não se importa, gostaria de saber que vestimentas estranhas são estas.

– É assim que as pessoas se vestem onde eu moro.

– Mesmo? O povo de Los Angeles parece estranho.

– Pois vocês pareceriam estranhos para nós também.

Peredur sorriu para o garoto e eles prosseguiram viagem. Quando finalmente chegaram à porta do castelo, dois guardas montavam guarda.

– Veja, parece que Peredur subiu a serra. – caçoou o mais jovem dos dois.

– Enquanto tu continuas em teu papel de estátua, não é Bedwyr?

– Não ligue para ele, Peredur. – disse o mais velho. – Diga-me, quem é o forasteiro.

– Este, Fergus, é James de Los Angeles, das terras orientais.

– Um oriental? Não é todo dia que vemos um.

– E veja como se veste estranho. – interrompeu Bedwyr.

– Sim. – disse Peredur. – E sabem como o rei aprecia esses orientais. Se fosse possível, gostaríamos de vê-lo.

– Claro. – concordou Fergus. – Vou anuncia-los. – o velho entrou no castelo e voltou, instantes depois. – O rei está pronto para vê-los.

– Ótimo. Obrigado, Fergus.

– Sim. – completou James. – Obrigado Fergus.

Eles entraram no castelo. Logo estavam no salão principal. Um grande tapete vermelho se estendia por toda a extensão do salão. As paredes eram adornadas com quadros de belas mulheres, além de castiçais triplos com grandes velas coloridas que iluminavam as pinturas. Não demorou, James pôde ver o rei ao longe, sentado em seu grande trono de ouro. Viu suas vestes longas, que tocavam o chão. Pareciam ser feitas da mais pura seda. A cabeça era adornada por uma coroa dourada, cravejada de diamantes e rubis, que combinavam perfeitamente com a grande cabeleira e as barbas louras como o Sol de uma manhã de primavera.

Quanto mais se aproximava, mais aqueles traços pareciam conhecidos a James. Ele distinguia aqueles olhos e sentia que o formato do nariz não lhe era estranho. Se não fosse a barba que tomava o rosto do rei e as estranhas vestes, James não precisaria chegar tão perto para reconhecer a face de Kurt Cobain.


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