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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Apr
11
2014

Nirvana: Capítulo 3 – Um Novo Lar, Uma Nova Vida

Capítulo Anterior

 

There are places I remember

All my life though some have changed

Some forever not for better

Some have gone and some remain”

– The Beatles

A festa durou a noite inteira, e como naquele mundo não havia leis que o proibissem de beber, James passou a madrugada se entupindo de cerveja e foi dormir bêbado como um porco.

Naquela noite ele chorou de emoção e de saudade. Dois sentimentos que se contrastavam e, ao mesmo tempo, se completavam naquele momento de sua vida. O garoto estava se tornando um homem.

Anos se passaram em Nirvana. E, cada vez mais, James se tornava parte daquele mundo. O garoto cresceu e se tornou um grande guerreiro. Não que suas habilidades fossem requeridas naquele tempo. A cidade passava por um grande período de prosperidade. Não havia inimigo que ameaçasse a integridade do povo de Nirvana.

James passou a conhecer o segredo da espada e o segredo das mulheres. Em seu próprio modo, o protegido do rei se tornou querido. Continuava a participar das festas e bebedeiras, se tornando um apreciador experiente. Mas, se entre as portas da cidade a paz reinava, uma mal ia crescendo fora delas. Os fazendeiros começavam a contar histórias sobre genocídios em reinos vizinhos. Os comerciantes, vindos de terras distantes, começavam a rarear. As estradas vicinais vinham se tornando perigosas.

Foi em um dia, onde o Sol brilhava tão intensamente que era impossível fitar o céu azul, que James ouviu pela primeira vez os rumores de uma possível batalha. Já há alguns dias, o clima na cidade vinha se tornando mais tenso. As caçadas, além dos portões da muralha externa, tinham se tornado raras e quase nenhum comerciante estrangeiro visitava aquele local. Boatos surgiam, de que o grande dragão, que tanto assombrara Nirvana em tempos ancestrais, havia voltado. Logo esses ruídos desapareceram, quando o próprio rei ouviu sobre as hipóteses e logo as refutou, afirmando, categoricamente, ter morto o monstro anos atrás.

Para enfim, acabar com todas as suposições absurdas que surgiam da boca do povo, o próprio rei resolveu ordenar uma missão de reconhecimento além das fronteiras do reino para descobrir o que vinha acontecendo.

Dos trinta homens que partiram em direção a região norte, apenas dois voltaram. As notícias não eram nada boas. Uma grande chuva havia atingido os grandes bosques transformando a terra, antes famosa por ser extremamente cultivável, em pântanos lodosos. E todos sabem o que pântanos atraem. Foi por isso que tantos morreram.

Uma nova expedição, desta vez comandada pelo próprio rei. Estavam preparados para o que viria. James fazia parte dela e era o único que não sabia o que iria encontrar. O jovem, com vergonha dos demais soldados, que pareciam conhecer muito melhor aquelas terras do que ele, omitiu o fato de não saber quais criaturas habitavam aquele mundo. Afinal, estava ali há apenas cinco anos, e fora um período extremamente tranquilo na cidade.

A caravana partiu da cidade sob os aplausos do povo e os beijos das belas mulheres. Nuvens negras mostravam seu destino. Cinquenta homens fortemente armados e treinados seguiam em direção a uma grande batalha. E assim foi.

Subiram por um grande monte rochoso. Quando chegaram ao topo puderam avistar ao longe os bosques, antes belos e coloridos, agora pareciam tristes e cinzentos. Desceram em direção ao vale e dormiram em uma caverna ao pé da montanha no final do primeiro dia.

Acordaram na manhã seguinte cheios de disposição. Seguiram pelos campos verdes até chegarem ao rio que marcava a fronteira do reino. Além daquele lugar, a jurisdição do rei acabava. Aquelas eram terras esquecidas pelos homens, recantos de outras grandes raças, mas que se encontravam agora ameaçadas pelo mal que se aproximava.

Atravessaram uma velha ponte, construída a muito pelos homens de Nirvana e pelos elfos dos bosques do norte, que em tempos ancestrais, costumavam ser amigos. O povo de Nirvana acreditava que as criaturas estavam extintas, mortas pelo grande dragão. Há séculos ninguém via um elfo por aquelas bandas.

Eles montaram um acampamento à entrada do bosque. Passariam a noite ali. Era perigoso entrar na mata durante a noite. Um homem poderia se perder nos pântanos e nunca mais ser encontrado. A noite passou tranquila para a maioria, porém alguns homens ouviram alguns sons estranhos durante a madrugada e muitos deles não ousaram voltar a dormir.

Pela matina, cada homem foi presenteado com uma bela xicara de café forte e amargo, das fazendas do sul. Os soldados se sentiram agradecidos pelo presente e ficaram ainda mais dispostos a enfrentar o que se seguiria. O único que não se sentia a vontade era James.

Eles entraram no bosque. As fronteiras, ainda praticamente intocadas, lembravam a beleza daquele lugar em tempos anteriores. Havia algumas amoreiras por ali, e alguns homens começaram a se empanturrar antes de serem advertidos pelo rei.

– Estomago cheio, alvo fácil. – dizia ele.

Logo, no entanto, a paisagem mudaria. A grama rasteira daria lugar a uma terra lamacenta. A maioria da vegetação estava morta. Velhos carvalhos, secos e úmidos ao mesmo tempo, descascavam e deixavam cair suas cascas moles e grudentas em todo lugar. Um dos homens notou uma velha árvore morta. Uma entrada pequenina, junto às raízes se destacava. Ao pé dela um chapéu pontudo repleto de sangue se encontrava. O homem abaixou-se e pôde avistar as diminutas pernas de um gnomo, já morto, em sua casinha. Ele não resistiu e desatou a chorar. Outros homens juntaram-se a seu pranto e aquilo inflamou seus egos. Suas almas guerreiras, enfim, despertavam para a batalha. Os homens apertaram o passo, cada vez mais preparados para completar sua missão.

Os primeiros ruídos surgiram por volta do meio dia. A terra, eles haviam notado, havia se tornado ainda mais lamacenta, chegando a ser escorregadia em alguns lugares. Os pântanos estavam cada vez mais próximos. Eles ouviram então os rumores. Eram sons semi-articulados que pareciam pertencer a uma língua arcaica. Tais barulhos eram intercalados com batidas na madeira. James foi o primeiro a ver seus inimigos.

Aquele era um grupo que contava por volta de seis indivíduos. As grandes criaturas gordas e verdes se encontravam sentados no chão ou zanzando de um lado para o outro. Dois portavam bastões de madeira, com os quais batiam contra árvores velhas, e era daí que vinham os sons intermitentes. Os ruídos estranhos eram, na realidade, a língua daqueles seres asquerosos que pareciam conversar uns com os outros. Um terceiro individuo comia um coelho que não parecia sequer preparado. Os outros simplesmente caminhavam de um lado para o outro resmungando, sendo impossível saber o que faziam. Ogros eram criaturas estúpidas, feitas simplesmente para matar e comer. Não tinham exércitos nem constituíam família. Contava-se que brotavam dos pântanos, que eram feitos de barro e restos de bichos mortos e contaminavam tudo o que tocavam.

Olhando aquelas criaturas resmungando e gemendo, os homens pareceram perder parte da coragem. Mesmo assim avançaram sobre os monstros com selvageria. Lâminas desceram, flechas foram lançadas, antes mesmo que os estúpidos ogros pudessem se dar conta do que estava acontecendo. Tudo estava acabado mesmo antes de começar. Foi tão fácil que o próprio rei questionou se aquelas criaturas teriam sido mesmo, as responsáveis pelos terríveis acontecimentos ocorridos nos últimos tempos.

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