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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Apr
04
2014

Nirvana – Prólogo

“With the lights out its less dangerous

Here we are now entertain us

I feel stupid, and contagious

Here we are now entertain us”

– Nirvana

 

            James caminhava só pelos corredores. O som nos fones de ouvido estrondava. Era possível ouvir o maior sucesso do Nirvana mesmo a alguns metros do garoto.

– Qualquer dia você vai ficar surdo! – dizia sua mãe. James a ignorava. Ele ignorava a todos. Sentia que aquele não era seu mundo. Aquelas pessoas não eram como ele. Apenas Kurt era como ele. Kurt o entendia, e falava com ele. Mas Kurt se fora, e ele estava só.

– Sai do caminho, Jamie! – gritou Luke enquanto trombava nele.

– É James! – o garoto respondeu.

O valentão de mais de 1,70 e 80 quilos voltou. Sua pequena gangue, como sempre, grudada em seus calcanhares.

– O que disse, Jamie? – Luke o encarava. Ele não tinha coragem de responder. Não agora que o valentão estava a menos de dez centímetros e ele podia sentir claramente o seu bafo de creme de amendoim com geleia. – Você devia respeitar seus superiores, garoto. – Luke deu um tapa nos livros de James, que caíram ao chão. – Agora recolhe sua sujeira, Jamie. Não ouviu falar no aquecimento global? Não podemos deixar o planeta sujo. – disse e em seguida saiu às gargalhadas junto de sua gangue. James o amaldiçoou em silêncio enquanto recolhia seus livros.

 

+

            – Você não respondeu a pergunta, James! – dizia a professora. – O primeiro presidente dos Estados Unidos. Quem foi?

– Sei lá. Al Capone? – a classe inteira riu. Menos a professora.

– Gosta de piadas, não é Jamie? Por que não vai conta-las ao diretor.

James já conhecia o caminho até a diretoria, não era raro ir até lá. Sua mãe já havia sido chamada várias vezes para comparecer na escola, nunca dera resultado. James parecia não ouvir ninguém, a não ser Kurt. Ela procurou por um psicólogo, mas desistiu após James ter faltado às três primeiras sessões.

Ele cruza o corredor em direção à sala do diretor quando algo chama sua atenção. Na porta de seu armário uma inscrição se destaca. “Welcome to the Paradise City”.

– Guns N’ Roses? – ele praguejou. – Sério? – só havia uma pessoa que James Warren odiava mais do que Luke Fields. Seu nome era Axl Rose. – Se fizeram alguma coisa com meu armário, vão ver só uma coisa. – ele pegou a chave em seu bolso e abriu o armário quando algo de surpreendente aconteceu. Uma luz brilhante surge de lá e o suga em direção ao nada.

Ao ser absorvido pelo armário, James é lançado em um vórtex que gira e gira sem parar. Imagens de lugares completamente diferentes surgem em sua mente. Ele vê a Roma incendiada por Calígula, vê Paris na época da fundação da Torre Eiffel e uma Berlim tomada por americanos e soviéticos. Não que James esteja prestando muita atenção nisso, ele está preocupado demais tentando sobreviver.

Quando tudo, finalmente, para de girar, James está caído em meio a uma estrada no meio do nada. Campos verdes tomam os dois lados do caminho de terra. Ele levanta, sacode a poeira e olha ao redor. A única coisa em meio àquele deserto verde é uma placa de madeira, na qual existe uma inscrição feita à mão. As letras formam uma palavra de sete letras que James conhece muito bem. Um sorriso toma seu rosto e ele começa a caminhar, deixando para trás a inscrição: “Nirvana, 3 km”!


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