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Publicado por lucasmfgf

– que publicou 3 textos no ONE.

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May
07
2014

Morte, Milorde

killer

Começo desabotoando sua camisa social.

É estranho, estou vestido como ele, a não ser por essa gravata borboleta ridícula. Pelo menos não preciso mais dela.

Retiro seus sapatos e suas meias.

Seus pés fedem. Vão feder mais daqui a algumas horas.

Tiro seu cinto e puxo suas calças.

Da última vez, levou mais de uma semana para alguém notar. Acho que fiz um favor para o mundo, ninguém deu a mínima.

“Seu relógio de pulso é muito bonito, e vale uma boa grana. Vai pagar minha viagem.” – comento.

Já faço isso há tanto tempo que nem lembro mais o porquê. No começo era mais divertido, mais desafiador.

“Pode continuar de cueca, Sr. Miller. Você ainda tem sua dignidade, e eu, minha reputação.” – digo.

Ligo para uma prostituta. Peço a ela que chegue exatamente 19:55 (digo que tenho um compromisso importante mais tarde), pegue as chaves embaixo do tapete e vá até o primeiro quarto à direita no segundo andar, pois estarei lá esperando-a. Estou me passando pelo Sr. Miller, é claro. Às 19:55, já estarei em outro estado.
O lado bom desses jantares ricos é que as pessoas sempre chegam na hora certa. Dá para planejar tudo com exatidão, com meses de antecedência; essas festas não são combinadas da noite para o dia. Com meses de antecedência, já havia comprado minha passagem. Com meses de antecedência, já havia planejado minha rota de fuga. Com meses de antecedência, já havia pego o telefone da prostituta, adquirido minha nova identidade falsa, calculado cada passo a ser feito.

De 19:54 a 19:56, a prostituta deve chegar. Irá até o quarto onde está o defunto. Tenta acordá-lo, não consegue. A mansão não tem porta nos fundos. Se ela procurar, vai gastar tempo à toa, e os convidados a encontrarão dentro da casa. Se não procurar, irá se deparar com os convidados fora dela. Todos vão descobrir a morte do Sr. Miller. Ligarão para a polícia. Minutos depois, os peritos já estarão investigando a cena do crime. Vão procurar no quarto, e acharão esse diário de uma folha só. Enquanto isso, estarei trabalhando na casa de minha próxima vítima, enquanto assisto ao noticiário sobre um cara rico encontrado seminu e morto em sua mansão.

Agora irei trocar de roupa, tenho que ir ao aeroporto. Meu voo está marcado para daqui a duas horas. “Qual aeroporto?”, vocês devem estar se perguntando. Bem, acho que já dei dicas demais. Já falei muitos padrões. Eu vos desafio a me encontrar. Esse “esconde-esconde” já está muito tedioso, muito fácil. Vamos jogar “detetive”. Eu sou o assassino. Descubram-me.


Categorias: Contos |

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