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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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May
06
2014

O Ser Além da Aurora do Tempo

A criatura, silenciosa, caminhava lentamente pela praia. Cada passo, largo e profundo, deixava para trás uma pegada na areia branca, indicando que aquilo passara por lá. A coisa não tinha nome, não tinha idade e não é possível descrevê-la. Mesmo aqueles que são capazes de ver seu rosto, esquecem-no em instantes e não são capazes de relembrá-lo. Além disso, ninguém pode ver o ser duas vezes.

É mais velho que o tempo. Alguns vão ao seu encontro enquanto outros fogem dele a vida inteira. O ser não se importa, está acostumado à solidão. Seus únicos companheiros são o Sol e a Lua. E ele gostaria de tocá-los, mas sabe que não pode. As consequências seriam inimagináveis. Então ele fica lá, andando na praia, esperando pelo próximo chamado.

E ele vem.

O ser não sabe sua origem, mas sabe que deve segui-lo. Desde que passou a existir (porque ele nunca nasceu de fato) essa é sua missão, sua sina. Ele não saberia fazer outra coisa. Às vezes ele deseja algo mais, fazer algo diferente. Sabe que é algo impossível. Aquele pode ser um trabalho indesejável, mas é importante e alguém precisa fazê-lo. Esse alguém, ele sabe, tem de ser ele.

Ele dá mais alguns passos, escuta o barulho da água batendo nas pedras, as ondas quebrando na praia. Ele se aproxima um pouco do mar, só um pouco, e sente-o sem tocá-lo. E vê o sinal de seu chamado, e vai de encontro ao seu destino.

O alvo está parado junto a um poste. A luz incide sobre a face do homem. Ele viveu muito, a coisa pode ver. Olha diretamente nos olhos. Ele vê tudo. O momento do parto, a infância feliz, a adolescência conturbada, a chegada da vida adulta, a aproximação da velhice. Aquilo é o que mais fere a criatura. Como dói contemplar a inteira passagem de cada ser no mundo antes de seu fim. De certa forma, cada um deles se torna íntimo do ser, mesmo sem nunca tê-lo conhecido.

Ele se aproxima do homem e o contempla. Finalmente ele nota sua presença. Seus olhos ganham aquele brilho de terror ao qual o ser está tão acostumado. É como se eles soubessem. O homem vacila, dá um passo para trás, e quando percebe o veículo se aproximando, em alta velocidade, é tarde demais. A criatura sorri, satisfeita.

A coisa se afasta, deixando o espirito confuso para trás. Se ele ascenderá para o reino da paz, descerá às masmorras do fogo eterno ou ficará eternamente preso neste mundo, não importa. Não é o trabalho dele. O trabalho dele está feito e ele deve partir.

O ser vai em busca de um novo alguém. Os passos lentos, largos e profundos, são apenas os primeiros de uma longa caminhada. Ele não sabe para onde vai. Sua próxima vitima pode estar em qualquer lugar. Ninguém está a salvo. Seu nome é morte, e, de um jeito ou de outro, ele vai encontra-lo.


Categorias: Agenda |

5 Comments»

  • Curti. O clima sereno ficou legal. O cenário da praia foi bem escolhido; há algo de melancólico mas tranquilo numa praia vazia, com o som das ondas quebrando nas rochas e na areia, e com gaivotas piando de vez em quando.
    E mais uma vez digo que, imaginando a cena visualmente, o efeito ficou muito bom.

    • Evandro Furtado says:

      Valeu Cittadino, escrevi essa em um intervalo das aulas da facul. Sempre saem umas coisas assim.

  • Lucas Valadares says:

    Curti velho. Eu tinha escrito um comentário bem mais longo e elaborado, mas deu pau na hora de enviar e eu fiquei com preguiça de escrever de novo. Enfim, bem massa.

    • Evandro Furtado says:

      kkkkkkk, putz, q pena q num deu. Mas depois tu fala o q achou com mais detalhes. Valeu.

  • Também escrevo contos curtos.
    Gostei de seus contos.

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