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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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May
13
2014

X-Bacon – Projeto Conto em Conjunto, Capítulo Vinte

Uma figura encapuzada caminhava pelo parque. O relógio apontava onze horas. Àquela hora da noite naquela parte da cidade, apenas drogados e prostitutas caminhavam pela rua. Mas o homem não parecia ser nenhum dos dois.

Bernardo fitava a luz tênue da lua, que se mostrava tímida acima do manto de nuvens que encobria o céu. Era uma noite fria e, ali no parque, ventava muito.

Ele pensava no filho. Naquele momento ele provavelmente estaria se dirigindo para a lanchonete do Zezinho. Além de Carol, Renato e Bill o acompanhariam. Ele tomou as providências para que isso acontecesse, não confiava em mais ninguém.

Quando encontrou um banco inteiro, uma raridade naquele lugar, sentou-se e esperou. Ficou se perguntando se Cássia esperava que ele viesse. Provavelmente já sabia do que acontecera, e não se surpreenderia se a mulher aparecesse com um monte de capangas armados esperando também por uma armadilha. Não se importava. Pelo menos seu filho estaria em segurança. E de um jeito ou de outro, ela pedira por Bernardo, só não explicitou qual.

Absorto em seus pensamentos ele não percebeu a figura alta que surgiu das sombras atrás de si. Não até que a voz, carregada de sotaque falou.

– Quanto tempo, Bernardo. – disse Zimmer.

– Frederic! – ele virou-se para encarar o homem. – Realmente muito tempo.

– Confesso que não esperava vê-lo aqui. Não que eu esperasse pelo garoto. Sabia que ele não apareceria. Mas achava que seria Renato a vir no lugar dele. Você nunca fez o tipo pai protetor, Bernie.

– Sabe que daria a vida pelo meu filho, Freddie. – era uma troca de zombarias. Ambos sabiam que o outro odiava o apelido que estavam dando.

– Pois, ao que parece, a recíproca não é verdadeira.

– E quanto a você, Frederic? Daria a sua vida a alguém? Mesmo o pouco tempo que lhe resta?

– Como pode ver, todas as previsões sobre mim falharam.

– Verdade. Você viveu muito para uma pessoa com o seu tipo de doença.

– A medicina avançou muito nos últimos tempos.

– Mas não o suficiente para curá-lo não é? É por isso que colocou todas as suas fichas no “X-Bacon”. Porque achava que o projeto poderia, de alguma forma, acabar com a sua doença. Mas quando negamos, quando dissemos que você não se tornaria um “anão” você surtou não é Zimmer? Sabe que o projeto concedia muito mais do que habilidades de combate. Sabe que salvou vidas.

– Poderia ter salvo a minha.

– Já estava decidido, Frederic. As crianças foram previamente selecionadas. E nós SALVAMOS vidas.

– Como a de seu filho, não é?

– Sim. Bernardo foi salvo, é verdade.

– Esse sempre foi o seu problema. Você sempre colocou o coração acima do cérebro. Seguindo os ensinamentos daquele japonês estúpido.

– Não fale assim do Tanaka.

– Por quê? Por que ele foi o detentor da ideia original? Ideia que você roubou.

– Ele me concedeu um protótipo, o qual eu aperfeiçoei.

– Claro. Em seu leito de morte. Que romântico. Mas não achou estranho. Que o velho tenha caído doente de uma hora pra outra?

– O que está dizendo, Zimmer?

– Nunca ouviu falar de que o velho adorava um X-Bacon? Por isso o projeto. E, bem, bastou uma pequena dose de silício alterado no lanche do japa e BUM, SayonaraI!

– Seu bastardo filho da puta. Você matou Tanaka!

– Eu nunca gostei do velho. Muita teoria, pouca ação, pouca aplicação prática.

Bernardo estava prestes a responder quando uma terceira figura saiu do mato. Era Cássia, e caminhava em sua direção. A mulher veio silenciosa, ambos surpresos por ela se aproximar tanto. Ficaram ainda mais atônitos quando a mulher caiu nos braços de Bernardo.

A luz fraca de um poste que estava acima deles iluminou a, outrora, bela face da Senhora. Outrora porque agora, no lugar onde deveriam estar os belos olhos que fizeram tantos suspirar, incluindo Zimmer, se encontravam duas orbitas vazias repletas de sangue coagulado. A mulher, Bernardo pode perceber, tentava dizer algo. Pensando que ela poderia estar engasgando, ele tentou abrir sua boca. Notou que faltava algo na mulher.

– Procurando por isso? – disse Charles Manson, que aparecia repentinamente acompanhado por Dalton Michaels. O velho balançava algo na mão, que não podia ser distinguido a distância. Mas quando ele jogou o objeto que caiu junto aos pés de Bernardo, ele pôde distinguir o que era: uma língua humana.

Ele tentou se afastar, ainda com Cássia em seus braços. A despeito da terrível tortura, a mulher parecia continuar viva. Olhou para a face de Zimmer, que parecia tão surpreso quando ele. Mas logo essa feição foi substituída por um sorriso irônico e por um meneio de cabeça em direção à mata atrás dele.

Das sombras, o garoto conhecido como Zangado, saltou sobre as costas de Bernardo. Completamente insano, o “anão” dirigiu os dentes contra o pescoço do homem, como em filme B de horror. Os dentes cravaram em sua jugular e arrancaram um pedaço de pele. Sangue começou a jorrar enquanto Bernardo tentava interromper a hemorragia com as mãos. Começou então a engasgar com o próprio sangue. Antes de cair morto, a imagem de seu filho surgiu em sua cabeça. Ele nunca teve a oportunidade de dizer te amo. Bernardo morreu antes que pudesse chorar.

Zimmer então se dirigiu para o garoto. Um pequeno toque em seu ombro demonstrava que ele havia aprovado. Manson e Belly Button se aproximava. O pequeno grupo olhava para o cadáver inerte. Cássia ao seu lado ainda respirava.

– Um núcleo já foi. – disse Frederic. – Só falta um agora.


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16 Comments»

  • Evandro Furtado says:

    OK, pessoal, publicado capítulo vinte. Espero que não tenha nenhuma insconsistência, afinal, é muita informação pra guardar.

  • Curti a revelação do Zimmer. E faz sentido. A morte meio súbita do Tanaka estava muito suspeita (afinal, japoneses e descendentes vivem bem mais do que oitenta, hahaha!). Curti as referências ao silício e ao xis-bacon.

    A ideia da doença ficou legal. Significa que o Zimmer e o Bernardo estavam interessados na Operação X-Bacon por outros motivos, além dos já mencionados nos capítulos anteriores.

    Achei que o Bernardo estaria mais bem preparado pra uma emboscada, mas… bem, tinha gente de mais pra que ele reagisse com eficácia. No mínimo, ele com certeza estava preparado para morrer.

    Ah, e o retorno da Cássia: medo… Para quem assiste a Game of Thrones ou leu os livros, a Cássia é meio que nosso Theon Greyjoy, por causa da tortura. XD

    Enfim, curti, curti. Abraço o/

    • Evandro Furtado says:

      Valeu Cittadino. Como pode ver, gostei tanto do Tanaka que enfiei ele na história.

      As intenções do Zimmer nunca foram completamente claras, então criei algumas.

      Queria dar um tom dramático para o Bernardo pai, antes de acabar com ele. Quero ver a reação do filho quando souber.

      E quanto a Cássia, já queria fazer uma maldade com ela faz um bom tempo, mas não tinha a oportunidade. Espero que ninguém tenha se incomodado. Não sei da relação com Game of Thrones já que não vejo a série nem li os livros. A provavel opção talvez seja a segunda já que estou lotado de séries pra assistir. E livros a gente lê em qualquer lugar.

  • Belle says:

    Evandro querido,
    .
    Acho que eu seria capaz de te dar um beijo! Parece que houve algum tipo de transmissão de pensamento, porque minha ideia para a importância do Bernardo-filho para o Projeto envolvia justamente algo relacionado a uma doença durante a gravidez da Alice. Ou seja, Bernardo-pai e Zezinho haviam sido obrigados pelas circunstâncias a juntar suas pesquisas (um com as mensagens subliminares e o outro com um super-soro, ou sei lá o quê, capaz de curar, dar força etc etc…) para salvar a vida do bebê. Daí, com o sucesso da experiência, outras crianças tbm foram selecionadas e. Mas, o pequeno Bernardo, por motivos ainda desconhecidos para mim, foi o único que conseguiu se adaptar e se conectar completamente com o Projeto; algo como o que a personagem Alice de Resident Evil fez.
    .
    E, portanto, ele seria a chave para reproduzir o Projeto.
    .
    Bem, era isso que eu havia imaginado. Na minha ideia original, Bernardo-pai revelava tudo isso ao filho na ligação. Além de outras coisitas mais. Como vc pode ver, eu teria que escrever uns três capítulos para colocar tudo o que concebi originalmente, haha!

    • Evandro Furtado says:

      Que bom que isso aconteceu Belle. É legal quando a gente tem ideias iguais, isso mostra que tem uma dinâmica entre os escritores por aqui. A coisa da doença meio que surgiu na hora que eu tava escrevendo, sabe-se lá se não foi transmissão de pensamento mesmo.

  • Lucas Valadares says:

    Gostei bastante. Eu pensei que seria Renato que enfrentaria Cássia, mas o Zimmer e o Manson fazem tanto sentido quanto. E eles são os vilões originais da história, Belly Button tá na área, Manson tá piradão. Gostei da doença. Eu também não sabia bem o papel do Bernardo na história toda, escolhi ele pra começar a história porque ele teria o motivo pra fazer a história andar (a família sumiu, vou atrás).

    • Evandro Furtado says:

      Valeu Lucas, não sei se viu, mas tem mais um capítulo do X depois desse, dá uma olhada.

  • J.Nóbrega says:

    Ah eu queria torturar a Cássia! kkk ficou meio psicopata isso.
    .
    Gostei bastante desse capítulo, bem rápido, mas repleto de informações importantes. Vou ler os outros que já foram publicados e trabalhar para que esse núcleo psicopata tenha uma resposta por suas ações. Afinal, ninguém mexe com família em fica impune. kkk

    • Evandro Furtado says:

      Grande Nóbrega, parceiro de torturas, kkk. Eu precisava disso sabe? Já estava com as mãos fervendo. Essa Cássia me dá nos nervos.

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