O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(8) Uno [agenda]
(0) Olga [agenda]
(0) ERROR [agenda]
(0) Ela [agenda]
(3) Pogo [agenda]

Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

>> Confira outros textos de Evandro Furtado

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Jun
15
2014

ERROR

Gabe não sabia o que fazer quando a área de trabalho se transformou em uma sequência de símbolos indecifráveis na tela do computador. Pensou se foi algum botão que apertara. Começou a teclar aleatoriamente. As mãos nervosas começaram a digitar com certa violência. Nada aconteceu.

Ele respirou fundo, tomou folego e voltou a concentrar-se. Precisava ficar calmo. Mas como podia acalmar-se se precisava enviar aquele relatório até duas e meia? Ele olhou para o relógio na parede do escritório. Faltavam quinze minutos. Quinze minutos pra fazer aquela merda funcionar.

Gabe começou a realizar alguns comandos básicos que aprendera no cursinho de informática algumas semanas antes. Não funcionou. Ele fitou a tela do computador procurando por algum padrão naquele amontoado de símbolos sem sentido. Números e letras se misturavam aleatoriamente. Havia também algumas letras gregas e outros símbolos que ele julgava serem japoneses ou mandarim. Ele teve uma ideia.

Ao eliminar todos os símbolos que não fossem letras de seu alfabeto, uma sentença coerente se formava: “Aperte o seis”. Gabe pressionou a tecla. Nada mudou, exceto por um número 6 que surgiu no final da sequência criptográfica. Ele voltou a apertar a tecla e dessa era um 66 que aparecia no final. Receoso, ele voltou a pressionar a tecla, e desta vez aquilo engatilhou uma reação em massa. Os símbolos começaram a se ordenar na tela para formar uma única palavra.

 

OLÁ

 

Gabe estava assustado. A sequência que havia digitado fora 666. O número da besta. Provavelmente uma brincadeira de algum hacker. Ele digitou a resposta e, novamente, os símbolos voltaram a se organizar.

 

VOCÊ QUER BRINCAR COMIGO?

 

Por algum motivo, a imagem das duas garotinhas no final do corredor no filme O Iluminado lhe veio à mente. Aquilo lhe deu arrepios. Mesmo assim resolveu prosseguir. Digitou um “SIM” e outra reação em cadeia ocorreu. Dessa vez a organização dos símbolos não formou uma palavra, mas uma meia lua na horizontal que mais parecia com o sorriso do gato de Cheshire. Ficou assim por alguns segundos e então desapareceu. Uma tela preta surgiu, sendo sucedida por uma imagem grotesca. Era uma daquelas fotos de cenas de crime que aparecem nos programas policiais. A diferença era que não havia as faixas pretas e os desfoques tradicionais. Tudo estava lá, completamente explicito. Era um homem mutilado. Sangue se espalhava por todos os lados. Um talho com o diâmetro (e provavelmente a profundidade) de uma melancia havia sido aberto em sua barriga. Uma mensagem apareceu no canto inferior da tela.

 

ENCONTRE OS SETE ERROS

 

Erros? Toda a maldita cena estava errada. Havia uma pessoa morta ali. Fora assassinada cruelmente. E o maldito por trás daquela brincadeira estupida pedia para que ele procurasse por erros?

Gabe se aproximou da tela, procurando por detalhes. Outra mensagem apareceu.

 

NADA? TALVEZ UM PEQUENO INCENTIVO

 

Na tela, o homem mutilado abriu os olhos. Apenas o fundo branco era visível. Ele se sentou. O restante de suas vísceras escorregou pelo buraco aberto em sua barriga, espalhando-se pelo chão. Ele começou a se levantar, sempre encarando Gabe com aqueles olhos. Então começou a caminhar em sua direção.

Dizem que o medo otimiza os instintos naturais. Talvez tenha sido por isso que Gabe tenha visto o maldito patinho de borracha no canto da tela. Ele moveu o mouse até o objeto e clicou. O patinho desapareceu. Ao mesmo tempo o homem mutilado parou. Em seguida começou a caminhar de costas em uma espécie de moonwalk infernal. Deitou-se e voltou a fechar os olhos.

Gabe deixou o corpo afundar na cadeira e respirou fundo. Que merda fora aquela? A tela exibia uma nova mensagem.

 

PARABÉNS! AGORA SÓ FALTAM SEIS

 

Ele voltou ao jogo, procurando na cena algo que não fizesse sentido. Curioso não? Aquilo era justamente tudo o que não devia fazer sentido. De repente ele parou. O que será que aconteceria se o homem mutilado alcançasse a tela antes que Gabe achasse o erro? Ele percebeu que não queria mais brincar. Procurou pelo X que fecharia a janela. Não conseguiu encontrar. O homem mutilado voltou a abrir os olhos, repetindo os movimentos grotescos. Gabe voltou as atenções à tela. O clique foi rápido quando viu a lata de massa de tomate que encontrava sobre o criado mudo. A lata sumiu.

 

SÓ CINCO AGORA. ESTÁ FICANDO DIFÍCIL

 

Agora, ele havia percebido, precisava olhar para a cena sob a perspectiva de um psicopata. Para um louco tudo aquilo seria normal. E justamente o que era normal, se tornava loucura. Era o mundo dele. Os erros estavam nas coisas comuns. A coisa na tela voltou a se mexer. Gabe começou a mover os olhos obsessivamente. Droga! Onde estava o terceiro erro? A coisa ia se aproximando. Ele não conseguia achar. Mais perto agora. O que poderia ser? Mais perto. Então ele achou. O abajur. O maldito abajur era a única coisa na cena que não estava salpicada de sangue. O homem mutilado já estava com as mãos estendidas em sua direção quando ele clicou no objeto. Ufa, essa foi por pouco.

 

QUATRO! EU GOSTO DESSE NÚMERO. AH SE GOSTO!

 

Merda. Se todos os erros restantes fossem tão difíceis como esse…

Ele voltou a procurar. Meu Deus, aquilo era absurdo. Que tipo de pessoa seria capaz de pensar em uma loucura como aquela. O homem da tela voltava à ação. Gabe procurava pelo quarto erro. Não encontrava. O homem começava a caminhar em sua direção. Gabe sentiu o coração acelerar. O homem já começava a esticar os braços. Um formigamento estranho tomava seu peito e ia se expandindo para os braços. O homem já estava a centímetros da tela. Gabe gritou. Ele nunca encontrou aquele erro.


Categorias: Agenda |

No Comments»

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério