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(0) Ela [agenda]

Publicado por Maria Oliveira

– que publicou 36 textos no ONE.

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Jun
08
2014

O Rei Dragão – parte 4: Chefe Caça Escalpos

Desde que iniciaram suas atividades os membros do Consenso realizam suas atividades na Casa de Rohr, um prédio coberto de heras, ervas e flores, todo revestido de mármore branco por dentro. Alis, mensageira da Guarda Real, fez esforço para parecer segura ao cruzar o pátio da Casa de Rohr e anunciar aos guardas locais que uma missão viera trazer um paciente, conforme as instruções do acordo entre realeza e Consenso. Metodicamente uma porta larga foi aberta então Alis e um Conselheiro da Casa puseram-se na posição de testemunhar a entrega da criatura. Caça Escalpos se aproximou e a paixão pelo Chefe levou Alis a um descuido fatal, a criatura pôs uma pata para fora da peça de proteção e a empurrou. Sem equilíbrio, a mulher pisou na camada de pedra branca do chão da Casa, antes que consertasse o erro um dos guardas já a segurava pelo braço.

– Nunca desonre as regras de uma Casa que sirva à Realeza! – disse Caça Escalpos.

– A menos que contrarie a vontade da Realeza! – ela completou.

– Os que pisam esse chão passam a pertencer ao lugar, para a finalidade que o Consenso apontar. Meus votos de boa sorte no teste de aptidão dos Conselheiros, nem preciso esclarecer o que acontece aos reprovados, ou preciso?

O homem auxiliou a criatura a recolher sua pata de volta para dentro da peça e Alis ouviu um ronronar que parecia um agradecimento pela cortesia. Compreendeu a armadilha em que caíra e reprimiu o choro de mulher traída. Recomposta, puxou a peça para o interior da Casa de Rohr. Antes de fechar a porta, o Conselheiro arrancou o brasão da Guarda Real costurado na roupa de Alis e atirou para o Chefe.

O pequeno grupo seguiu em silêncio enquanto empurravam a maca e assim que a visão de Alis acostumou à brancura total surpreendeu-se com o sistema de iluminação do lugar. Canos incandescentes da espessura do braço de uma criança, ligados a pequenos motores alimentados por taores. Uma figura de capuz vermelho surgiu pela esquerda do fim do corredor e sua voz feminina e musical respondeu a pergunta não feita.

– A quantidade de taores usadas apenas nessa passagem poderia atender as necessidades de toda Dhomini-Dorijan durante três gerações. Aqui, experimentará abundância de recursos, e de saberes. – pousou a mão num afundamento da peça de proteção com o exato contorno de seus dedos, então a caixa desarmou revelando o corpo grotesco sobre a maca. – Infelizmente, pessoas não duram tanto, chegou ao fim da vida recentemente o responsável por acompanhar a estadia desses queridos visitantes, garantindo ser aquele mesmo que deu entrada conosco. Pedimos um substituto e Mauro a escolheu pessoalmente, isso quase me garante que é confiável.

A mulher descobriu a cabeça e Alis calculou que aparentariam ter a mesma idade se não fosse denunciada a experiência de muitas eras no olhar de Mutemuia. Ali mesmo, sem aviso algum, Mutemuia iniciou o teste de aptidão enfiando um pequeno cogumelo na boca de Alis, no contato com a saliva ele se dissolveu formando espuma. Os pensamentos dela embaralharam, mas o treino de soldado sobreveio sobre o entorpecimento e lembrou-se de manter contato visual com a criatura.  A iniciada cambaleou na direção do corpo cinza e o Conselheiro a ergueu e empilhou sobre o outro corpo na maca.

Tudo virou um borrão branco com vultos impossíveis de distinguir, menos a criatura, que parecia ser a única coisa real naquele momento. Deitaram uma ao lado da outra e novamente a voz musical foi ouvida:

– Ele dorme, relaxe também, leve sua mente para outro lugar…

O corpo de Alis sentiu o toque de finos lençóis, olhou para o lado e o tecido estendia-se como o mar e o recuo da onda revelou um lindo monte, um dos ombros de Caça Escalpos. Em nenhum instante ficaram a sós, adiante do homem era visível um contorno escuro e disforme. Alis instintivamente focou a criatura até a alucinação desaparecer.

– Muito bem, menina, muito bem. Agora pertence ao Consenso. – Mutemuia parabenizou.

 

***

 

– Nunca serão dragões, Chefe, por que ainda experimentam? – perguntou um dos guardas da Rainha.

Caça Escalpos agarrou o pé do homem e o puxou de cima do maesel*1, depois ajoelhou sobre seu tórax.

– Experimentam para que tenha o luxo de cavalgar seu maesel, aprenda a dar valor ao trabalho do Consenso. Estamos a dois dias da inspeção no povoado de Tendas, e acabo de escalar o seu serviço, a comitiva sairá do Pátio Real assim que Pedra Branca ficar solitário no alto. Esteja lá!

A pequena tropa partiu no ritmo dos passos dos animais, no fim da fileira um deles parecia triste pela falta de seu montador. No pátio da Casa de Rohr o guarda murmurou antes de começar a caminhada:

– Aquilo que trouxemos não é um maesel.

 

Maesel*1 – comparáveis às quimeras de nosso universo, os maesel contituem-se de partes de animais variados, o mencionado nesse capítulo, por exemplo, é elefante+cavalo+canguru, enquanto o de Caça Escalpos é touro+gorila+tigre. Os maesel são a montaria da guarda real, mais facilmente adestráveis, porém com maior força física que os animais de que derivam.


 

O Rei Dragão – parte 5: Biso e Bisa


Categorias: Agenda |

5 Comments»

  • Hmm, legal, legal.
    Curti os costumes descritos: só o fato de vc pisar onde não deve já traz encrenca, hehe!
    Imagino que os taores sejam alguma fonte de energia cujo brilho lembra o do sol, que se chama Taor, não era isso?
    Talvez valha a pena, não neste capítulo necessariamente, aprofundar mais o que uma pessoa sente nesse teste de aptidão. Não sei se, no texto, caberia explicar como (ou por que) a Alis passou na prova.
    De qualquer modo, achei fascinantes os detalhes desta parte.

    • Maria Oliveira says:

      A Casa de Rohr é muito importante e essas coisas vão sendo explicadas. Eu tento não focar muito o enredo no detalhe da fonte de energia mas taore é energia taórica, energia solar.
      Alis passou porque continuou focada na criatura mesmo tentada a se “distrair” com a imagem do Chefe.
      Obrigada pela palavra fascinante! é ótima kkkkkkk! Tem um tipo de enredo que se repete e o Lucas denominou muito bem como síndrome do escolhido, isso me incomoda, sei lá! Prefiro personagens que tomam decisões, porém é parte do curso da Alis ter sido posta numa enrascada mesmo.

      • Saquei. Ah, então foi o que entendi mesmo durante a leitura: que a Alis tinha passado porque se concentrou.
        Ahhh, sim, energia solar; faz sentido a correlação de nomes.
        Verdade, está meio batida a premissa d'”O escolhido”. No “Além do Sol e da Lua”, em algum momento, devo acabar escorregando nesse clichê, por mais que eu tente sugerir que o Berek e o Seth não foram pré-determinados a se tornarem heróis, mas apenas acabaram assumindo esse papel acidentalmente, porque as circunstâncias conspiraram para tanto; o fato é que, no fim das contas, esse meu argumento não cola, porque ultimamente, nas histórias, os heróis e escolhidos têm se revelado heróis e escolhidos de maneira acidental mesmo. 😛

  • Evandro Furtado says:

    Vim aqui buscar um pouco de insipiração. Gostei muito da figura quimérica, muito legal mesmo! Mas, você não teria alguma ideia sobre aranhas gigantes pra me ajudar, teria? kkk, enfim, de volta ao trabalho!

    • Maria Oliveira says:

      Faça criaturas sim! É incrível e vc vai adorar o exercício!! E quanto a aranhas gigantes eu tenho uma ideia de inspiração sim: Peter Jackson, ele usou aranhas gigantes em mais de um de seus filmes, até em King Kong deu um jeito de inserir, confere aí! mil Bjins

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