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(0) Ela [agenda]

Publicado por Maria Oliveira

– que publicou 36 textos no ONE.

Eu escrevo, porém prefiro declarar que faço um artesanato de palavras. Muito obrigada pela visita.

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Jun
23
2014

O Rei Dragão – parte 7: Abelha

Um guarda em terra recuou a tempo de escapar de uma investida do Espinheiro, galopou o mais distante possível da planta até alcançar o Chefe.

– Estão todos mortos, Chefe! As lendas são verdade, o Espinheiro é a morte!

Caça Escalpos sobre seu maesel bípede tinha uma visão privilegiada dos acontecimentos e mantinha-se imóvel, sem querer acreditar. O guarda orientou seu maesel para andar de costas e encaixar a cauda articulada na pata traseira do maesel do Chefe sem ferí-lo com o ferrão. O gigante deu um passo para trás e o ar do lugar onde estivera parado foi rasgado por um espinho pontiagudo.

– Eles esconderam duas crianças esse tempo todo! – urrou o Chefe – Duas!

– Agora o problema está resolvido, essa planta fez o trabalho por nós!

– Ela rasgou cada um dos meus lá no alto, mas os fugitivos apenas caíram e estavam vivos!

– O que pensa ser o resultado de uma queda sobre essa coisa?

– Não me convence! Uma daquelas meninas me encarou durante a queda, quantas colheitas se passaram com aquela família rindo das minhas inspeções? Eu quero ter certeza de que essa garota foi eliminada! E qualquer outra! Voltem a Tendas e revirem tudo, façam o mesmo por toda Dhomini-Dorijan!

– E o senhor, Chefe?

– Eu vou atravessar o Espinheiro.

Porém o Espinheiro encerrou o movimento voltando a sua aparência pétrea de planta morta. Até a poeira acumulada corroborava para duvidar se aqueles momentos de horror realmente ocorreram. A lança de Caça Escalpos partiu na primeira tentativa, o maesel gigante feriu as patas e o homem socou e chutou esgotando as energias. Apoiou as mãos nos joelhos e respirou profundamente, teria que narrar esse insucesso à Rainha.

***

A luz de Taor atravessou os vãos entre as folhas e espinhos para lançar alguma luz dentro do Espinheiro. Ali floresciam enormes rosas de todas as cores, insetos começavam a jornada de tarefas diárias, havia muita vida ali. O maesel alado bateu os cascos no chão incomodado com o calor e a vibração fez Eduardo retornar do desmaio que emendara em sono. Teria que enfrentar a realidade, morreu na queda e Pedra Branca lançara-o ao limbo, onde aguardaria o dia que a Divindade julgaria entre trazê-lo para junto dos bem-aventurados ou apagar no esquecimento. Vozes conhecidas o fizeram compreender que sobreviveu a queda, pois Sabrina e Beatriz eram boas demais para o limbo. Estavam todos vivos, cercados por uma planta gigantesca e assassina. O que as meninas estariam fazendo?

Conversando justamente com o maesel que atrapalhou a fuga.

– Ele vai acordar, tá bem?

– É… é só o Feitiço da Rosa!

Ficou comovido e chocado ao mesmo tempo. O guarda caído de um modo estranho no chão, obviamente morto, velado pelo maesel com Sabrina e Beatriz consolando-o. Lembrou-se dos Avós mortos e pensou em como responderia as perguntas das meninas sobre a ausência do casal, todos ali estavam de luto. Antes de resolver essa questão havia um perigo bem mais grave ameaçando-os, já que se livraram dos guardas e o próprio Espinheiro parecia poupá-los, por enquanto. Duas feras enormes, antinaturais e treinadas para “caçar escalpos” estavam entre ele e as gêmeas. Ao roubar o maesel alado mal pensou no que faria dele, agora tinha um problema.

– O Eduardo levantou, daqui a pouquinho ele levanta também, tá?

-Magrelas, venham devagar aqui para perto…

– A gente tentou, mas ele não quer andar!

-Beatriz, vem aqui e me deixa ver a sua perna, Bina, você também! – Só a Sabrina não obedeceu.

– Vamos procurar água pra limpar a perna da Bêr. – insistiu, e achou melhor encerrar o assuntou – O homem morreu.

Elas conheciam basicamente o conceito de morte, com insetos domésticos, animais pequenos e histórias contadas em casa, mas uma pessoa morta tão perto assim era novidade, tanto que precisou segurar Beatriz para que ela não voltasse para o velório do guarda. Caminhou o mais suave que pôde e tirou Sabrina do lugar em que estava abraçada ao animal. Elas só perguntaram “O que vamos fazer? Ele vai ficar sozinho e triste ali? Cadê a Bisa e o Biso?”

O maesel alado deitou tranquilo, pareceu ter descoberto que bater as asas produzia um vento refrescante.

– Seu Bisavô saberia dizer o que misturaram pra fazer esses bichos, aquele todo branco acho que é um bode, vi um bode uma vez numa viagem com seu Biso, e está misturado com alguma ave e acho que também uma cobra ou lagarto, talvez. Do outro não faço a mínima ideia. São maesel, o Consenso faz eles porque nós perseguimos os dragões e eles foram embora de Dhomini-Dorijan.

– A barrigona dele parece uma bundinha de abelha! – apontou Sabrina.

Indescritivelmente maravilhoso ainda conseguir ouvi-las rindo nessa situação.

– Acho que o Biso foi ficar com os dragões, a Bisa também… – concluiu Beatriz.

– E Bêr, se os dragões foram embora de Dhomini-Dorijan, cadê a Bisa?

– No mesmo lugar que Pedra Branca, o céu. – ela respondeu. – Ele é dragão e tá lá.

– Se a gente sabia, falava pra Bisa levar o guarda antes dele morrer, aí ele não morria.

Talvez para resolver o próprio luto Eduardo colocou as meninas sentadas a uma distância “segura” dos animais, procurou algo para servir de ferramenta e encontrou uma pedra chata. Raspou o solo e abriu uma cova do tamanho do guarda, mesmo temendo uma reação violenta do maesel arrastou o homem para o buraco e jogou a terra por cima. O animal limitou-se a observar com uma expressão que parecia compreender que enterrar era a atitude correta. No fim, ergueu o corpo pesado, investigou a cova com a tromba e foi postar-se ao lado das gêmeas.

– Oi, Abelha, quer ficar com a gente?

Com a garganta seca após o esforço e pelo calor característico do Espinheiro, Eduardo foi conferir se o cantil pendurado na sela de Abelha possuía água. Estava vazio, então o maesel alado ficou de pé e deu voos rasantes, dentro dos limites da clareira, finalmente pareceu encontrar o que procurava. Entornou água das folhas de uma bromélia aderida em uma parte do Espinheiro. Primeiro Eduardo provou e teve certeza que era boa, em seguida as gêmeas e Abelha beberam e puderam se lavar razoavelmente.

Estavam vivos, juntos e começando a acreditar que Espinheiro não é a morte. Uma única preocupação, a perna de Beatriz ficou com uma marca feia.


O Rei Dragão – parte 8: Folhas e Ovos

 


Categorias: Agenda |

6 Comments»

  • J.Nóbrega says:

    Maria,
    .
    Li todos os capítulos e gostei da história, demorei para compreender alguns conceitos, como a Pedra Branca, Taor,Escalpos, mas depois consegui entender. Isso é normal em toda fantasia.
    .
    O que achei mais complicado foi o maesel, de início pensei que era um elefante ou um mamute por causa da tromba, depois ele começou a voar e fiquei perdido, só fui entender agora. Em seu lugar eu colocaria a explicação do que é um maesel na primeira aparição dele, porque essa confusão de não saber o que realmente é isso, atrapalhou toda a visão da perseguição, já que, ficava imaginando um mamute voando, ou aquele que tem um ferrão como sendo um escorpião bípede (loucura total kkk), então acabou atrapalhando um pouco a cena que foi o clímax até agora, simplismente não consegui visualizá-la com clareza..
    .
    Quero ver a continuação.
    .
    Parabéns e abraço.

    • Maria Oliveira says:

      Vc uniu um novo sentido de felicidade total a palavra normal, quando o defeito é o enredo o problema é bem mais sério.

      O maesel são semelhantes a quimeras consistem no resultado de experimentos do Consenso. Reli tudo e compreendi a crítica, fiquei preocupada em reproduzir a abertura do mundo às gêmeas onde tudo seria novo e estranho que deixei o meu leitor sem o elementar. Pensei em enxertar um novo parágrafo e no fim decidi bolar uma nota de rodapé, ñ mexo bruscamente no que foi publicado e amenizo o defeito.
      Sobretudo a grande dificuldade são as gêmeas, tenho a vantagem de conhecer bem como são as crianças mas em uma história tudo muda e sempre corremos o risco de ñ parecerem verossímeis.
      Obrigada pela visita e adoraria que continuasse comigo, Bêr e Bina nessa história que foi sugerida por uma Sabrina bem real. bjins

      • J.Nóbrega says:

        Não vejo como um “sério problema de enredo”, leio muita fantasia e em algumas leva-se tempo para compreender o que é a história, por exemplo no livro O Trono do Sol de S.L Farrel, só é possível ver a história com mais clareza quase no meio, devido à introdução dos elementos do novo universo ao leitor, mas nem por isso deixa de ser um ótimo livro.
        .
        Pelo que vejo é sua primeira fantasia, ou estou enganado? A dica é, inserir os novos elementos, alguns com boas descrições e outros para ser explicado ao longo da trama, é preciso encontrar essa linha moderada, pois descrições demais cansam a história, mas mistério demais atrapalha o leitor. Esse é o desafio.
        .
        E claro que vou continuar, quando postar me avisa.
        Até. 😀

        • Maria Oliveira says:

          Sim, é a primeira! Obrigada pelas dicas, vou seguir! Eu publico geralmente aos domingos, daqui a pouco vou postar a parte oito, preciso revisar antes. Bjins

  • Po, vc escolheu uma reação perfeita pras gêmeas: realmente, elas são jovens demais pra ficarem de luto ou algo assim. O leitor acaba se apiedando mais do Eduardo, que tem de se manter forte por elas.
    Abelha, heh! Eu ri quando li.

    • Maria Oliveira says:

      Eu trabalhei muito tempo em jardim de infância, conheço crianças, o que ajuda a não parecerem
      mini adultos.Eu tenho o péssimo hábito de desfocar dos protagonistas, nesse caso, joguei tudo nas costas do Eduardo, acredito, no caso do Rei Dragão que vá ajudar o leitor a entender o universo onde a Bêr e a Bina estão crescendo.
      E quanto ao nome Abelha, sem dúvida um dos meus personagens favoritos se por acaso quem escreve tiver esse direito.

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