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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
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Jun
15
2014

Perspectiva – Parte 2

Parte 1

 

Havia policiais por todos os lados. Os vizinhos lotavam a frente da casa. Uma barulheira infernal vinha de todos os lados. Mas eu não me importava com nada. Estava em choque. O que acontecera com Renato, eu simplesmente não podia acreditar. Eu tremia, trancafiada no meu mundo de dor. E nem por um segundo Jussara saiu do meu lado.

– Vai ficar tudo bem, minha garotinha.- dizia ela com a voz doce. Mas eu não ouvia. Não podia. Estava perdida. E não havia ninguém que pudesse me encontrar.

Os policiais arrancaram Jussara de perto de mim. Fizeram várias perguntas pra ela. Depois vieram a mim. Não me lembro do que me perguntaram. Não me lembro do que respondi.

Passei alguns dias no quarto, trancada. Deixei de ir ao colégio. Minha mãe trazia a comida para mim, e muitas vezes levava o prato de volta intocado.

– Isso não pode continuar assim. – disse ela certa vez. – Veja como você está magra. Acabou. A partir de amanhã você volta à escola, e, sobretudo, volta a comer à mesa.

Não sei onde encontrei forças para ir à aula no dia seguinte. Meu pai me levou pessoalmente. Coloquei óculos escuros para esconder as olheiras e saí, com o cabelo todo desgrenhado.

Dona Marta, minha professora, me acolheu muito bem. Disse que se eu precisasse de qualquer coisa, eu podia pedir. Eu sabia que podia cair em um ataque de choro a qualquer momento. Mas naquela hora, outro anjo apareceu em minha vida.

Eu conhecia Lara desde a segunda série. Nós crescemos juntas. Brincávamos muito de boneca quando éramos pequenas. Mas o tempo nos superou. Mais precisamente, começamos a nos ver menos depois que eu comecei a namorar Renato. Logo após, simplesmente perdemos contato. Apesar de estudarmos na mesma sala, nossa interação consistia em um “Oi” quando chegávamos e um “Tchau” quando saíamos. Mas naquele dia, eu descobri o significado da amizade verdadeira.

Era como se nunca tivéssemos nos separado. Era como se continuássemos sendo melhores amigas. E ela me fez, por um segundo, esquecer Renato. Coube à Dona Marta me fazer lembrar.

– Vocês vão fazer um trabalho pra mim. – ela anunciou à turma.

– Pode ser em grupo? – perguntou uma voz no fundo da sala.

– Vai ser em trio. – ela respondeu e houve uma comoção geral. Eu particularmente me senti afetada. Eu sempre fazia os trabalhos com Renato. – Mas eu vou sortear os trios.

– O que? – perguntou a turma em uníssono.

– Exatamente. Eu quero ver como vocês trabalham em equipe. E como eu sei que tem muita gente que carrega os outros nas costas, é muito melhor nesses casos que trabalhem com gente que não conheçam. – ela fechou os olhos, pegou e diário e correu os dedos por sobre a chamada. – Manuela. – ela disse.

– Sim. – respondi.

– Você vai trabalhar com… – ela voltou a correr o dedo sobre a lista. – Lara.

– Uhuuu. – minha amiga me abraçou.

– Sortudas. – disse uma voz atrás da gente.

– E… – mais uma vez. – André.

Eu fiquei surpresa. André era um garoto quieto que sentava no fundo da sala. Curiosamente ele fazia parte da nossa turma há bastante tempo. Provavelmente comecei a estudar com ele ao mesmo tempo de Lara, e ainda antes de Renato. E durante todo esse tempo não trocamos meia dúzia de palavras.

– Já comecem a formar os trios. – disse a professora.

– Você pode vir pra cá? – perguntei para o garoto. Ele assentiu com um leve movimento de cabeça. Pegou as coisas dele e veio sentar perto da gente. Trocamos um breve sorriso e voltamos nossa atenção à Dona Marta. Quando ela terminou de formar os trios voltamos a conversar.

– E aí, como vamos fazer? – perguntou Lara.

– Tudo bem se for na minha casa? – eu perguntei.

– Claro.

– Eu só não sei como chegar lá. – disse André. Eu nunca tinha reparado muito nele. Tinha cabelos castanho-claros, quase loiros, e olhos verdes. Quando falava, era possível ver os dentes muito brancos. Ele não deixava de ser bonito. Só tinha uma coisa estranha nele, que eu não podia explicar.

– Tudo bem, eu te explico. – respondi. E assim ficou marcado.


Categorias: Agenda |

7 Comments»

  • J.Nóbrega says:

    Evandro,
    .
    Estou gostando. Sei lá eu tenho uma mente meio conspiracionista então não confio nessa empregada hehe.
    .
    A primeira parte ficou ótima, os diálogos bem trabalhados e o final que não deixou de ser surpresa.
    .
    Nessa você representou bem o clima escolar, inseriu novos personagens, apesar de não acontecer muitas coisas.
    .
    Vou continuar acompanhando, quando postar me avisa.

  • Lucas Valadares says:

    Continua bom. Já tenho dois suspeitos pro assassinato, asuhauhsuha.

    Os diálogos estão bem bons também.

    Percebi, enquanto lia, que já tinha lido esse e não comentado hahaha, portanto aqui está.

    Logo comento na parte 3

  • Yep, continua legal. Bom ritmo. Também tenho dois suspeitos, hauhahuhauhauha!

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