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(17) Tá [agenda]

Publicado por J.Nóbrega

– que publicou 57 textos no ONE.

Jefferson Nóbrega, brasileiro, natural de Ceilândia, Distrito Federal. Colunista do Kalango Atômico, o podcast do cerrado.

VISITEM MEU BLOG: http://escrivaninhanobrega.blogspot.com.br/

Sempre que tenho algum tempo livre gasto-o escrevendo, lendo, ou tomando uma boa cerveja importada (outra paixão). Várias histórias povoam minha mente, ocupam meus pensamentos. Vidas aprisionadas em universo particular que clamam por liberdade, que sonham com o papel. Nesse espaço esses personagens serão libertos.

Minha obra (se é que pode ser chamada assim) é antes de tudo a personificação de minha paixão pela história, pelos romances medievais, pela literatura fantástica e novelas de cavalaria.

Sou uma aprendiz de escritor. Dedico-me diariamente a aperfeiçoar minha escrita e minha gramática, mas infelizmente ainda cometo muitos erros. Portanto, critiquem à vontade.

De onde vem minha inspiração para escrever? Ora, sou um NÓBREGA, descendente de fidalgos, cavaleiros e trovadores!

Sou viciado em literatura fantástica e romances medievais. E tenho começado a ler escritos urbanos.

Meus livros favoritos são: Toda a sequência de J.R.R Tolkien ( O Hobbit, a Trilogia O Senhor do Anéis e etc.), As Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R, Martin, As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell, A Crônica do Matador de Rei – Patrick Rothfuss, o Ciclo de Nessântico – S. L. Farrel, O Inferno de Dante – Dante Alighieri, O livro de ouro da Mitologia –  Thomas Bulfinch, entre outros.

>> Confira outros textos de J.Nóbrega

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* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
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Jun
30
2014

X-Bacon – Projeto Conto em Conjunto, Capítulo Vinte e Dois

As dores tinham sumido e, estranhamente ela viu-se parada em uma bifurcação, sua mente dizia para escolher um dos caminhos. Bruna tinha certeza que já tinha visto àquela cena, a confirmação veio quando um gato usando botas surgiu.

— Para onde esse caminho vai? — Bruna perguntou estranhando sua própria naturalidade diante de tal loucura.
— Não sei Alice. Para onde você quer ir? — Ele respondeu com um olhar intrigante.
— Não sei, estou perdida.
— Pra quem não sabe aonde vai qualquer caminho serve. — Concluiu o Gato.

Algo fez o mundo tremer e o País das Maravilhas foi se desfazendo, transformou-se em um galpão e na sua frente Carlos, o torturador, estava de pé, torrado, eletricidade passava pelo seu corpo, como nos cartazes do Tio Sam ele apontava o dedo e falava: “Foi você!”. Bruna gritou.

Acordou desesperada sacudindo as mãos e quando percebeu isso deixou escapar uma respiração aliviada. Não estava mais amarrada. Notou que fora colocada dentro do que parecia ser um vagão de trem, colou o ouvido no metal e confirmou que não estava em movimento.

No lugar tinha uma pia, um espelho e um vaso sanitário, ela se olhou e chorou, seu rosto lindo machucado, os ferimentos da tortura estavam lá, pois ainda não tivera chance de tratá-las. Jogou água no rosto e amarrou os cabelos que estavam duros. Desde que essa loucura começou ela sofrera todo tipo de violência e humilhações, mas o mais doloroso foi ver seu irmão preso com aquele olhar de socorro. Os olhos dele não saiam de sua mente e somavam-se aos rostos de seus pais dos quais não tinha qualquer notícia.

—Pra quem não sabe aonde vai qualquer caminho serve. —Falou para o espelho.
—Pra quem não sabe aonde vai qualquer caminho serve. — Elevou a voz.
—Foda-se! Não tenho mais nada há perder! Pra quem não sabe aonde vai qualquer caminho serve! — E socou o espelho quebrando-o e cortando a mão. Alguém mexeu na tranca do vagão e uma música surgiu em sua mente.

“Nobody knows
The trouble I’ve seen
Nobody knows
My sorrow
It’s a small world after all”

Rei Leão, identificou. Ela deitou-se escondendo um grande pedaço de vidro e fingiu dormir. A porta abriu e Cássia aparentemente ao telefone falava:

“Estejam aqui em dez minutos para buscá-la, façam a entrega ao Muhammed. Como vocês sabem, eu não admito atrasos. Para preservar minha imagem, um dos meus homens a deixará do lado de fora e observará tudo de longe. Vocês só precisam parar colocá-la e sair. Estamos mudando a base de lugar, portanto, não há mais ninguém aqui, o que lhes dará privacidade. Não façam besteiras! ”.

— Senhora, ela continua dormindo.
— Eu jurava que o barulho tinha vindo daqui. De toda forma acorde a Bela Adormecida, pois ela precisa está apresentável para a negociação. Não se esqueça de algemá-la.

A música martelava em uma intensidade quase enlouquecedora dentro de Bruna, quando o capanga se aproximou ela rasgou seu pescoço com o resto de espelho. O homem apertou o ferimento engasgando, ela chutou-lhe no peito empurrando para o lado e lançou-se contra Cássia. A Senhora tinha sacado a arma, mas a jovem alcançou-a antes que pudesse engatilhar e a desarmou fazendo um corte no braço direito.

Cássia sabia que o programa tinha entrado em ação e que naquele momento Bruna era extremamente perigosa, entretanto, de forma nenhuma se sentiu intimidada, afinal ela não era qualquer uma, ela era A Senhora, treinada e experimentada para momentos como esse.

Bruna golpeou, mas ela defendeu-se acertando um golpe frontal e jogando-a sobre a cama. A garota levantou, se esquivou de um soco cruzado e acertou uma canelada na coxa da Senhora fazendo-a abaixar, em seguida o chute pegou na cabeça de Cássia que se não tivesse levantado a guarda teria ido a nocaute, mesmo assim ela desequilibrou-se e caiu sobre os cacos do espelho ganhando cortes. Bruna não esperou ela levantar e foi para cima iniciando uma sessão de socos no rosto. Já banhada em sangue, Cássia conseguiu puxá-la para a guarda prendendo as pernas à cintura de Bruna, logo em seguida dominou um de seus braços, jogou a perna oposta na nuca da garota e fechou o triângulo com a outra perna iniciando um estrangulamento cruel, sem reação e perdendo o ar, a música ficou mais alta na cabeça de Bruna e a fez esquecer-se das regras de esportista, reunindo toda a força que tinha, com o braço livre atacou, usando dois dedos, os olhos de Cássia provocando lágrimas de sangue.

— O que você fez garota maldita? Estou cega!

Ajoelhada Cássia chorava de desespero com as mãos nos olhos. Tossindo por causa do estrangulamento, Bruna pegou a arma e as algemas que o capanga carregava e foi até a porta.

— Adeus Senhora. — Disse de forma irônica.
— O que você vai fazer, para onde vai? Sua vagabunda, eu não vou matá-la, não ainda. Antes vou torturar seus pais, vou fazer você assistir tudo.

Bruna que já estava saindo voltou.

— Você não deveria ter falado isso. — Foi novamente ao corpo do homem e pegou uma faca.
— Também não vou mata-lá Cássia, não; isso seria muita bondade. — Cravou a faca na costela direita da Senhora.
— Vou te deixar aqui para morrer aos poucos. — Deu mais uma facada agora no lado esquerdo. Ignorando o choro e os gritos de Cássia ela falou:
— Faça um favor para si mesmo, se mate. — E jogou a faca no chão.

Bruna trancou o vagão. Achou que tentar sair do complexo empresarial sozinha seria arriscado, pois logo os outros capangas dariam falta de sua patroa, então improvisou. Lembrou-se da ligação que Cássia tinha feito e colocou as algemas nas mãos, cuidando para que não ficassem trancadas e ficou na frente do prédio, uma minavam apareceu, dois homens desceram e puxaram-na para dentro. Mais uma vez estava sendo arrastada para algum lugar, só que dessa vez preparada, tocou na arma por baixo da blusa e sentiu um leve conforto. “Hakuna Matata”, veio em sua mente fazendo a fúria da briga ir embora.

Algum tempo depois na proximidade de uma festa os dois brutamontes abriram a porta e puxaram ela, saíram empurrando-a em direção de um veículo, ela notou que um árabe era o condutor. Outra música começou a preencher sua mente, ela sentiu o gosto da ação, porém quando ia livrar-se das algemas viu algo que a paralisou por completo. Assim os homens a empurraram até o carro e Bruna não esboçou qualquer reação.

— Pelo que parece… você é o pacote? — Ela finalmente recuperou-se.
— Cara, emparelha com o carro azul ali na frente!
— O que foi?
— Aquele dirigindo, é o Bernardo! É o meu irmão!
— Claro que não vou fazer isso garota se… — Um clique paralisou-o. Bruna apontou a arma contra a cabeça dele.
— Mas, como? — Muhammed não entendia.
— Me dê um único motivo para não estourar seus miolos e eu mesma dirigir essa merda?

Sem falar mais nada Muhammed saiu acelerando atrás do carro onde estava Bernardo.

***

Alguns minutos depois Zimmer, Dalton e Mason acompanhados de dois garotos entraram no prédio. Não encontraram a Senhora e estranharam o local está aberto sem ter ninguém. Fizeram uma busca pelo lugar

— Acho que escutei algo. — Dalton falou.

Cássia estava agachada, tateava o chão em busca da arma que derrubara, escutou vozes e gritou. Colou na porta, mas a conversa a fez ficar paralisada.

— Ela não pode conversar com Bernardo. Temos que fazer algo. Já passou da hora de tirar ela da jogada.
— Cala boca Zimmer! — Dalton falou — O som vem daqui, destrua o cadeado.

Mason atirou na tranca e abriu o vagão, riu quando viu a cena e falou:

— Alguém já fez o trabalho por nós. Ótimo. Zangado termine com ela!

Zangado ia avançar quando o outro garoto cruzou sua frente. Mason gostou:

— Parece que o Dunga quer se divertir. Vocês já o viram em ação? — Todos afirmaram que não. — Mason ordenou:

— Vá Dunga, mas não demore e deixa-a viva, afinal o Bernardo precisa de um presente de boas vindas. Vamos pegá-la e ir ao encontro, pois pelo que vejo, ela não vai durar muito.

Cássia apenas chorava escutando tudo, admitia para si mesma que era o fim. Estava sangrando muito e não tinha mais forças. O menino avançou, segurou-a pelo pescoço. Enfiou a mão na boca dela e com uma força tremenda arrancou sua língua. Cássia desmaiou de dor.

— Zangado é mudo, por isso gosta de arrancar línguas. Ele é meu preferido — Explicou Mason enquanto gargalhava. Ordenou aos garotos:

— Vamos peguem-na e joguem no carro, espero que consigamos entrega-la agonizando ao Bernardo. Seja forte Cássia. — Usou sua ironia macabra.


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9 Comments»

  • J.Nóbrega says:

    Então galera,
    .
    Eu disse que escreveria sobre o Zezinho, mas acabei escrevendo sobre como a Cássia acabou daquele jeito, e também sobre a Bruna que é minha favorita.
    .
    Procurei encaixar com os fatos do capítulo vinte e um.
    .
    Foi dada a possibilidade de que não fosse Cássia e sim uma sósia que tinha morrido, mas acho que seria viajar demais com a história, acredito que esteja na hora de a gente começar a fechar as arestas e finalizar o projeto.
    .
    Eu dei a vida a essa Senhora e agora eu a tiro! Para alegria de uns e tristeza de outros, aqui jaz Cássia. Façamos um minuto de silêncio.

    • Belle says:

      *cabeça baixa, respeitando o minuto de silêncio*

      Adeus, Cássia!
      Bem, eu ainda não li o capítulo, mas, estou tão feliz que, finalmente, voltaram a publicar… Eu comecei a rascunhar algo pra ver se postava e a galera se aniva, mas, acabei ficando sem tempo.
      .
      Depois eu volto! o/

  • Evandro Furtado says:

    Maneiro Nóbrega. No começo fiquei meio perdido, mas depois entendi a pegada e as ligações. Acho q poderíamos tentar escrever as coisas em uma perspectiva mais linear, kkk, só pra não confundir tanto. Quando escrevi o capítulo matando a Cássia e o Bernardo, queria dar um tom de melancolia. Vc fez uma ótima ponte aqui.

    • J.Nóbrega says:

      Sim linear ficaria melhor, mas precisei fazer esse dessa forma, porque quando li seu capítulo minha reação foi “mas, como? Como a maior vilã da história aparece assim?”, então resolvi dar uma morte digna para ela, e que fosse morta por alguém digno também kkk

  • Lucas Valadares says:

    Adeus Cássia! Ta loco, demoro pra morrer essa mulher kkkkkkkk.

    Por algum motivo, a Bruna é o personagem que eu mais gosto.

    Eu também acho que ua perspectiva linear é massa, mas eu tbm não respeito muito. As vezes, vai ficando alguns buracos na história, e é bom ir preenchendo. Fico pensando se, depois de pronta, a história não poderia ser reescrita de alguma forma, costurando as pontas soltas e tudo mais, pra tentarmos publicar, ou divulgar por aí hehe.

    Também curti as cenas do trauma da Bruna. E ela entrando em ação de novo foi foda!

    • Evandro Furtado says:

      Boa a ideia de reescrever Lucas. Eu falei da coisa linear, mas não vejo grande problema nisso não, por mim tudo bem.

  • Belle says:

    Eu fiquei confusa em algumas partes. Mas, sinceramente, fico confusa em todo capítulo dessa história louca, haha. E adoro isso!
    .
    Eu adorei o confronto entre Bruna e Cássia. Fico feliz de que a Bruna seja a preferida de muitos, porque ela me conquistou assim que surgiu na história e eu sempre quis que ela tivesse mais espaço por aqui.
    .
    Acho que a ideia de reescrever, corrigir e publicar é ótima! Podíamos tentar publicar gratuitamente pela Amazon, como forma de divulgar nossos textos aqui e o próprio site (ou sites e blogs pessoais, para quem os possui), creio que podemos fazer o download bombar através dos nossos próprios círculos sociais e tal.
    .
    Quero escrever um capítulo, estou com umas ideias, mas, não vou prometer nada, pq essa semana estou enrolada até o pescoço.

    Até mais. o/

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