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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
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Jul
08
2014

Perspectiva – Parte 3

Parte 1                                                       Parte 2

 

Nos encontramos três dias depois em minha casa.

Lara foi a primeira a chegar. Aliás, ela viera para o almoço. Jussara havia feito macarrão com frango ao creme de leite. Eu adorava. Devo ter comido umas três vezes, e Jussara gostou daquilo.

– É bom ver você forte de novo, minha menina. – é como ela costumava me chamar.

Jussara estava com a gente desde que eu tinha cinco anos. Acho que passei mais tempo com ela do que com meus pais. Era com ela que eu me confessava, pra quem eu contava meus segredos. Foi ela a primeira pessoa que procurei pra falar do primeiro beijo e do inicio do namoro com Renato.

Pois é, os dias passaram e eu continuava pensando nele. É difícil, sabe? Esquecer uma pessoa assim, de uma hora para outra. A escola estava ajudando, o retorno da amizade com Lara também, mas a cicatriz ainda não havia fechado.

– Acho que ele chegou.

– O que? – eu não vinha prestando atenção na conversa, já que estava perdida em meus pensamentos.

– André. – Lara respondeu. – Acho que ele chegou.

E, de fato, ele havia. Ele entrou acompanhado por Jussara. Os cabelos muito bem penteados e um perfume que me fez arrepiar toda.

– Bom dia! – ele disse, e sorriu com aqueles dentes lindos. Um pequeno calafrio percorreu o meu corpo e eu fiquei toda vermelha. Aquele era um indicio do que viria a ocorrer.

 

+

 

É engraçado como as coisas acontecem. Eu nunca havia reparado em André antes. Mas depois da morte de Renato, por carência ou outro motivo qualquer, ele se tornou o cara dos meus sonhos. E foi tudo tão rápido.

Começamos a namorar poucos dias depois do encontro em minha casa. Lara foi quem mais botou fogo na relação, apesar de insistir que, dessa vez, eu não a abandonasse em favor do novo namorado.

André, logo começou a frequentar minha casa. Devo dizer que meus pais o adoraram desde o primeiro instante, e aquilo me surpreendeu. Meu pai nunca se deu bem com Renato. Eu achava que era implicância por ele me achar muito nova. Mas agora eu sabia que ele simplesmente não gostava dele.

Em casa, a única pessoa que não parecia a vontade com André era Jussara. Ela parecia se afastar quando ele estava por perto. Calava-se, não ria como antigamente. Aquilo se agravou naquele dia.

Estávamos sentados à mesa, eu, meus pais e André. Jussara estava na cozinha, mas não cantarolava como costumava fazer. Acabamos de jantar, quando Jussara veio recolher os pratos. André segurou o braço dela, e com o sorriso que nunca saía do rosto, disse:

– Deixa que eu te ajudo. – e com uma rapidez fantástica, juntou as coisas e levou para a cozinha. Meus pais deixaram a mesa e eu fiquei lá, só, sentada.

Peguei o celular e comecei a falar com Lara. O vicio de tempos atrás, no entanto, havia desaparecido.

– Como está a garota apaixonada? – ela perguntou.

– Sua boba.

– Como vc nunca percebeu q ele era a fim de vc?

– E vc percebeu?

– É claro. Ele sempre t olhava e tals.

– Eu nem reparava. Como eu nunca vi ele antes.

– Ñ sei. Mas preciso ir. Minha mãe tá chamando.

– Tá. Bjins.

– Bjos.

Larguei o celular e fui pra cozinha. Pra minha surpresa, André lavava a louça. Jussara estava de lado, secando.

– Ai que fofo. – me pendurei no pescoço dele e dei um beijo na bochecha. Ele se virou e sorriu.

– Tá vendo? Sou um homem moderno.

– Viu Jussara? Eu disse que… – me deparei com a palidez da minha empregada. Ela segurava-se na cadeira, havia derrubado o pano. – Meu Deus, Jussara! Você tá bem?

André se virou assustado. Quando viu a situação de Jussara, ele tentou acalmar os ânimos.

– Espera Manu. Faz ela se sentar. Eu vou pegar um copo de água. Deve ter sido a pressão.

Fiz tudo o que ele me pediu. Em seguida tentei me comunicar com ela.

– O que foi, Ju? Vamos, me diz o que você tem.

– Minha menina, você tem que falar com seu pai. Ele…

– Aqui está a água. – André nos interrompeu. Me deu o copo e eu entreguei ele à Jussara. Ela bebeu a contragosto. – Agora precisamos deixar ela descansar. Leve-a pro quarto.

– Mas…

– Manu, ela não tá bem.

Fiz o que ele me pediu. Infelizmente, o que quer que Jussara quisesse me falar, não o fez no corredor. Ficou muda, calada. Entrou no quarto e fechou a porta.

Quando voltei pra sala, André se preparava pra partir.

– É melhor manter um olho nela. Essa coisa de pressão é perigosa. Depois você pede pro seu pai levar ela no médico. Ah, esquece! Ele é médico, não é?

– Sim, é. Espere. Ela disse pra eu falar com meu pai. Acho que ela queria que ele desse uma olhada nela.

– Ótimo. Faça isso. Agora eu vou indo. – nos beijamos e ele partiu.

Em seguida, fui buscar meu pai pra ele dar uma olhada em Jussara. Quando chegamos no quarto dela ele bateu na porta, mas ninguém atendeu. Abriu devagar e, eu pude ver pela fresta, que ela estava deitada na cama.

– Deve estar dormindo. – ele falou. – Depois eu voltou. – e saiu.

Eu entrei no quarto na ponta dos pés e sentei-me do lado da cama.

– Ah, Jussara. O que seria de mim se não fosse você? – segurei a mão dela. Estava gelada. Entrei em desespero. Busquei o pulso, nada. Chequei a respiração, nada. Sacudi ela de um lado para o outro. Nada. Jussara estava morta!


Categorias: Agenda |

10 Comments»

  • Evandro Furtado says:

    OK, pessoal, parte 3 publicada. Vocês não sabem o quanto é dificil escrever sob um ponto de vista diferente do seu, kkk. Eu fui meio afobado de novo e não fiz revisão, então pode ser que existam alguns erros de ortografia. Valeus.

  • J.Nóbrega says:

    Tá certo vacilei de desconfiar da Jussara e agora não posso mais me desculpar com ela. kk
    .
    Esse André tem alguma coisa, quero descobrir.
    .
    Sobre o texto, vi que na conversa pelo celular você optou por colocar no estilo que os adolescentes conversam “vc, bjim e etc”, acho que ficou sendo um recurso legal.
    .
    Até hoje não tentei escrever nada sob uma perspectiva feminina, deve ser bem diferente, mas pelo que vejo está lidando bem com o fato.
    .
    No aguardo da próxima.
    .
    Abraço.

    • Evandro Furtado says:

      Valeu Nóbrega. Quero dizer que a morte da Jussara não teve nada a ver com seu comentário anterior tá? kkk. Já estava meio que planejado.

      Se eu fosse vc eu não desconfiaria do André, kkk.

      O lance do celular foi proposital mesmo, surgiu a ideia na hora, que bom que gostou.

      É dificil demais escrever sobre esse tipo de perspectiva feminina. A Manuela é, basicamente, uma patricinha, meiga (ou enjoada, você pode escolher), que tem tudo o q quer, e tals. Algo muito diferente da minha realidade, então eu tenho q entrar em um personagem, mesmo pra escrever.

      Em breve publico a parte quatro.

  • Lucas Valadares says:

    Okay, minha lista de assassinos em potencial diminuiu para dois, hahaha. Mais ainda não estou convencido entre um e outro, talvez sejam os dois. Vai saber.

    Acho que deve ter algo bem sinistro por trás da história dessa mina aí, sei lá. Algo como ‘Eu sei o quê vocês fizeram no verão passado’ e agora tem alguém se vingando, sei lá…

    • Evandro Furtado says:

      Gosto de ver as teorias que as pessoas têm. Fico pensando em dimensões paralelas.

      • Lucas Valadares says:

        Essa menção as dimensões paralelas me lembrou de ‘True Detective’ pois ‘O tempo é um círculo plano.’ E tudo que já aconteceu vai voltar a acontecer de novo, e de novo.. Se tu nunca assistiu, recomendo muito. As oito horas mais bem gastas da tua vida, hahaha.

  • É, também acho que tem algo bem sinistro no André, mas vai saber, né?

    O mistério está bem instigante. Ah, e curti a conversa entre a Lara e a Manuela por chat, hahahaha! Boa ideia escrever da maneira como vc escreveu.

    • Evandro Furtado says:

      Valeu Cittadino. Eu acho maneiro inserir essas coisas nos textos, acho que ficam um pouco mais realistas.

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