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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Jul
23
2014

Perspectiva – Parte 4

Parte 1                    Parte 2                    Parte 3

 

A presença da policia havia se tornado comum na minha casa durante aqueles dias. O pesadelo parecia voltar a se repetir. Antes fora com Renato, agora era com Jussara.

O espirito da morte parecia me cercar por todos os lados, tentando me atingir de todos os modos. Por sorte, naquele momento, eu tinha André ao meu lado.

– Tudo vai ficar bem, eu prometo! – ele dizia, me afagando em seus braços. Mas nada estava bem. E nem mesmo André poderia provar o contrário.

Passei por outra bateria de entrevistas. As mesmas respostas de sempre: “Não, eu não tinha nenhum inimigo”, “Não conhecia ninguém que pudesse estar querendo fazer aquilo comigo”. Maldição! Eu sei que as duas pessoas que morreram estavam diretamente ligadas a mim, mas será que eles não podiam me deixar em paz? Pelo menos poderiam me deixar respirar por cinco minutos?

O resultado da autópsia chegou duas semanas depois. Jussara havia sido morta por envenenamento. E a pessoa deveria estar dentro da minha casa. Ao que parece, a queda de pressão que presenciei não teve, afinal, nenhuma ligação com a morte dela. Assim, eu supus, o envenenamento ocorreu entre o intervalo em que a deixei no quarto e voltei pra vê-la. Quem poderia ter feito aquilo? Alguém entrara na casa para mata-la? Mas por onde essa pessoa teria saído? Ou será que a pessoa nunca saiu. André estava comigo no momento, então descartei ele de imediato. Logicamente eu me eliminei como suspeita. Também refutei a possibilidade de suicídio. Aquilo só deixava duas pessoas suspeitas restantes: meus pais. Não! Me recusava a aceitar que qualquer um deles pudesse fazer algo à Jussara. Afastei os pensamentos negros da cabeça.

As semanas foram passando e a vida voltando ao normal. Bem, pelo menos o mais próximo do normal possível. Eu tinha, agora, dois cadáveres na consciência e tentava, a cada dia, desvendar as mortes que haviam acontecido. Eu não cheguei a colar fotos e recortes de jornais nas paredes de meu quarto, mas, em minha cabeça, um diagrama, com suspeitos e razões pelas quais matariam, se formava pouco a pouco.

A calmaria se encerrou em um domingo à tarde, quando tudo veio à tona novamente. Eu assistia TV com André na sala. Meus pais, eu supunha, estavam no quarto (me recusava a pensar no que estavam fazendo). Tudo parecia tranquilo quando o meu pai aparece.

– Estou indo pra casa do Júlio. – Júlio era um amigo gordo dele. – Vamos ver o jogo.

– Ué! – eu questionei. – Onde está a mamãe? Vocês não estavam juntos?

– Não. – ele respondeu arqueando as sobrancelhas. – Não vejo sua mãe desde o almoço. Mas não seu preocupe. – ele ia pegando a chave do carro e a carteira. – Deve estar no quarto. Agora estou indo ver o jogo. Vai Corinthians! – disse dirigindo-se a André que deu um sorriso tímido.

– É, vai Corinthians!

Meu pai saiu e eu me levantei do sofá.

– Vou ver onde está mamãe. – disse, dando um beijo no rosto de André. – Já volto.

– OK!

Subi as escadas, estranhando o silêncio absoluto. Mesmo quando estava sozinha, minha mãe não suportava a falta de barulho. Sempre estava ou com o rádio ou com a TV ligada.

Cruzei o corredor e cheguei à porta do quarto, que estava entreaberta. Olhei pela fresta e a primeira coisa que notei foi o lençol sujo de sangue. Abri a porte e então a vi. Ela olhava direto pra mim, os olhos arregalados, opacos, já sem vida, com tom acusador. Os pés pendiam a meio metro do chão. Em volta do pescoço o cachecol, cuja ponta estava amarrada no lustre, permitindo que ela tivesse sido enforcada.


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