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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Aug
04
2014

Perspectiva – Final

Parte 1          Parte 2          Parte 3          Parte 4          Parte 5

 

André

 

Uma vez me perguntaram: o que um homem é capaz de fazer por amor? Qualquer coisa. Simplesmente qualquer coisa!!!

Veja bem, algumas coisas fazem de você o herói ou o vilão da história, depende do ponto de vista que alguém quiser adotar. No meu, eu sempre fui o herói, por uma simples razão: no final eu alcancei a felicidade. Não é isso o que vale?

Sabe por quanto tempo eu fiquei na escuridão? No silêncio? Sendo ignorado por aquela que eu amava? Oito anos! Oito anos inteiros e nunca recebi um “Olá”. E aí aparece aquele cara, o atleta, o bonitão, e num piscar de olhos arranca tudo o que já foi importante pra mim. Sabe o que é perder a referência? O ponto a seguir? A razão de viver? Num instante eu perdi tudo.

Alguém pode dizer que eu nunca tive nada, mas sim, eu possuía algo. Expectativa. E a amargura da expectativa é mil vezes mais doce do que a certeza do vazio.

E, a partir disso, temos a receita do mundo: sonhos quebrados geram monstros.

Eu não podia suportar a dor de perdê-la. Pior, eu não podia suportar a ideia de outro tê-la. É sufocante, tortura a gente. Eu podia chorar, podia gritar ao mundo o que sentia por ela. Mas faz muito tempo que as palavras não têm efeito sobre a realidade. Então eu fiz aquilo que qualquer um faria no meu lugar: eu lutei pelo que era meu por direito.

Talvez vocês não entendam o que se passou. Eu gostaria de poder descrever com palavras todos os meus sentimentos, mas, desculpe, o meu vocabulário não é tão amplo. E ainda que fosse, ainda que eu conhecesse todas as línguas e dialetos do mundo, não creio que seria o suficiente.

Qual é o primeiro passo para se conquistar algum objetivo? Eliminar todos os obstáculos que impedem que você chegue até lá. E foi isso que eu fiz.

É curioso que Renato…bem, em inglês eu diria: “he never saw it coming”. Definitivamente ele não esperava por aquilo. Foi tão fácil. Tão fácil atraí-lo para a armadilha, tão fácil prende-lo. Matá-lo, no entanto, assim, de uma vez, não seria o suficiente. Eu precisava arrancar dele a dor pela qual eu próprio tive de passar todos esses anos. E eu o fiz passar pelo mesmo processo que eu. Eu lhe dei esperança, garanti que iria deixa-lo ir, e depois arranquei tudo dele, incluindo a cabeça, hahaha!

E então eu parti para o próximo passo. Encontrei a empregada na rua. Uma trombada foi o suficiente. Infelizmente, mais tarde isso se constatou um erro. Eles nem perceberam essa parte. Nunca perceberam que eu troquei as sacolas, que peguei a carne do açougue e coloquei outra no lugar, muito mais saborosa e familiar. Sabe por que nunca encontraram o corpo de Renato? Porque nunca olharam para o vaso sanitário!

O problema foi que a gorducha me reconheceu. Eu tentei fazer com que ela calasse o bico, mas ela não era, nem ao menos uma boa atriz. Passei um grande sufoco no dia das louças. Se ela tivesse dito alguma coisa à Manu. Por sorte consegui inventar a queda de pressão rapidamente. Depois fingi que fui buscar a água com açúcar. Só achei que açúcar não seria o suficiente para curá-la. Resolvi colocar outro pó branco no lugar, só um pouco mais…letal.

Mas aí outra pessoa resolveu entrar na história: Roberta, a mãe de Manu. Eu notei, desde o primeiro instante, a forma como ela me olhava. Maldita, eu estava namorando a filha dela! Eu não permitiria que ninguém machucasse Manu, ninguém! E a oportunidade surgiu.

Ela apareceu com o pretexto de ajuda-la com algo no guarda roupa. Era domingo e havíamos acabado de almoçar. Manu falava com Lara ao telefone (e aquelas conversas duravam horas, eu sabia disso), enquanto Jairo trabalhava no escritório. Entrei no quarto com Roberta, ela fechou a porta atrás de mim. Roupas se espalhavam pela cama. Ela começou a se despir. Ficou completamente nua, diante de mim. Dizia que queria que eu dissesse qual roupa ficava melhor. Vadia. Dei a ela exatamente o que queria. A melhor trepada da vida dela, uma que nem mesmo o inútil do marido poderia dar. E quando acabou simplesmente arranquei o velho canivete do bolso e rasguei a garganta dela. Estanquei o corte com o lençol. Não queria que ela morresse tão facilmente Então a pendurei no lustre. Acho que ela acabou morrendo sufocada, só não sei se foi pela falta de oxigênio ou engasgado com o próprio sangue.

Finalmente eu acreditava que estava tudo bem, que não teria que fazer mais nada pra me manter a salvo com Manu. Mas aí o Jairo começou a desconfiar. Meu Deus, por que ele não ficou quieto. Eu até gostava dele, só que com a ameaça iminente, eu não podia deixa-lo passar.

Resolvi atacar no dia que as garotas foram ao shopping. Não seria fácil, considerando que a casa estava cercada de policias. Mas esses caras sempre foram uns inúteis. Acho que acreditavam que a simples presença deles ali impediria o assassino de agir. Acham que a polícia é onipotente. Estúpidos, essa é a falha do sistema. Você pressupõe respeito, mas isso não lhe garante nada.

Eu, entretanto, não contava com a força que Jairo encontraria no momento crucial. Ele acabou vendo o meu reflexo na tela da televisão. Conseguiu reagir a tempo. Eu fico pensando o que aconteceria se Manu não tivesse chegado naquele momento. Mas, no final, aquela reviravolta se mostrou ideal para os meus planos. Eles tinham um culpado e eu tinha meu álibi final.

As pessoas podem me considerar o vilão da história. No entanto, no fim das contas, eu estou feliz. Tenho a garota mais linda do mundo do meu lado e vou proteger ela de todos os males. Ela acredita que eu sou um herói. O mundo acredita nisso. Droga, a Sonia Abrão acredita nisso. Como pode ver, tudo é só uma questão de perspectiva.


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2 Comments»

  • “Droga, a Sonia Abrão acredita nisso.” Hahahaha!
    Ok, o André argumentou bastante. Não chegou a me convencer, mas parece que ele próprio está convencido, então conseguiu provar o ponto de que, sim, perspectiva importa.
    Deixei pro final as congratulações: caramba, cara, parabéns! Nunca teria imaginado esse final. Sensacional. Uma história de psicopata com a sagacidade dos romances policiais. Realmente, muito bom! 😀

    • Evandro Furtado says:

      Valeu mesmo, Cittadino. Eu sempre fico preocupado com os finais, tenho uma síndrome de Didi: começo bem, tenho um bom desenvolvimento, mas os finais sempre parecem um pouco sem graça.

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