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Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Aug
14
2014

Uno

*Conto produzido a partir do desafio lançado por J. Nóbrega.

 

Caminhava às margens do universo. A imensidão branca o cercava. Não era possível distinguir o horizonte, pois ali não existia distância. Céu e chão eram um só.

Chegou à beira de um pequeno córrego que não era mais que um fio d’água correndo em meio ao nada absoluto. Ao olhar para a água cristalina divisou seu reflexo, dezenas de vezes, em diversos lugares, em diversas formas. Homens, mulheres, crianças, velhos. Negros e brancos e orientais. Cristãos e islâmicos e ateus. E todos eram um só.

Em sua caminhada árvores cresciam para morrer instantes depois. Animais de todos os tipos o cercavam, produzindo os mais diversos sons. E em cada coisa ele via a si mesmo.

Ouvia o canto dos pássaros, o correr das águas, o ronco de motores e os solos das guitarras. E em cada barulho, em cada cricrilar de cada grilo, ele reconhecia o eco reverberante da própria voz.

O relógio soava trinta badaladas, pois ali não havia tempo reconhecível. As folhas dos calendários marcavam cem dias e os meses eram inomináveis.

Então ele olhou para baixo e viu o mundo. Milhões nascendo e milhões morrendo. Viu cada rocha, cada folha, cada gota de orvalho. E em cada objeto, seus próprios olhos o contemplavam de volta.

Viu a praga, a guerra, a fome e a morte, aos quais ele chamava carinhosamente de rim, fígado, pulmão e coração.

Então ajoelhou na sacada do universo, com as galáxias circulando ao seu redor. Fechou os olhos e contemplou as estrelas. Tapou os ouvidos e ouviu os cometas a cortarem a imensidão vazia. Calou a boca e sua voz ecoou pelo cosmo.

Lúcido em sua plena loucura ele se entregou. Então veio o fim. E tudo começou.


Categorias: Agenda |

8 Comments»

  • J.Nóbrega says:

    Meu amigo, muito bom, traduziu em uma escrita simples a profundidade do tema.
    .
    “Lúcido em sua plena loucura ele se entregou. Então veio o fim. E tudo começou”.
    .
    Adorei essa frase do final, muito bom mesmo.

    • Evandro Furtado says:

      Ficou um pouco psicodélico né? Eu achei que, pelo tema, eu não podia dar um caráter muito racional pra história, então apostei nesse aspecto filosófico da coisa.

  • Maria Oliveira says:

    Adoro escrever nessa praia, curto o tema demais, achei que vc foi muito bem. Pelo que entendi no face vc aprendeu o que significa o tema, refletiu e compos o texto rapidamente, fiquei impressionada, parabens!

  • maria santino says:

    Heym sinceramente isso aqui ficou DU CA: “Lúcido em sua plena loucura ele se entregou. Então veio o fim. E tudo começou” Gostei do conto e dessa viajada de sentidos. Parabéns pelo conto. Abraço. P.s – Meu conto do desafio vem aí.

  • Uau, excelente! Já li outros textos meio surrealistas (posso chamar assim?) no ONE, mas esse foi um dos que mais curti. O incrível é que consegui entender tudo, apesar dos sucessivos paradoxos e antíteses. E as cenas ficariam muito belas se fossem representadas visualmente, por meio de uma pintura ou de um vídeo.

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