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May
16
2015

UM POEMA PARA A GUERRA

CARLOS ALEXANDRE NASCIMENTO

 

UM POEMA

PARA A

GUERRA

 

 

 

 

 

Resquícios de fuligens vividos

Tristes feixes em velhos tempos colhidos

Pensamentos espalhados ao vento

Sente os olhos lacrimejo o momento.

 

No estalar das labaredas dançantes

Queimam ardentes derradeiros errantes

Sonhadores prostrados ao chão

Envolto a fumaça suas memórias se vão.

 

Eternizada lembrança que fica

Cicatrizes amargas sentidas

Tristes baixas em guerras travadas

A paixão sempre deixa suas marcas.

 

Solitário e estagnado é o passado,

Recordando o caminho em sentimento aflorado.

Em ardente presente um desejo,

De um amor no futuro ser lembrado.

 

-Naquele dia de frio, no pátio da velha fabrica,

 

 

 

-Seus olhos perdidos estavam, nos corpos que o fogo queimava.

-Ceifados pelos traçantes, companheiros de guerras e patrícios.

-Imortais que suas marcas deixaram, nos poemas por ele eternizados.

 

-No assobiar de uma canção,

-Seu papel caia ao chão,

-Amassado ao longe jogado,

-Seus pensamentos perdidos ficavam.

 

-Vamos; disse John, ao guardar toquinho lápis.

-Abasteça seu cantil, no despojo da jornada,

-Pois o dia já declina e na marcha à chuva é cinza.

 

-Sorrateira e bem discreta,

-Eu guardava amassadinho,

-O papel que era chutado,

-Pelas botas do soldado.

 

 

 

 

 

 

 

Nas trincheiras sangrentas da vida,

Ante o cerco desfecho de dor,

Desterrado sucumbe em martírios,

Pensamentos lascivos de amor.

 

Estilhaços que levam consigo,

Sentimentos de todo o ser.

Explodindo em amargas feridas,

Solidão rasga a alma a escolher:

 

Ante o ataque certeiro saber;

Nas trincheiras, sozinho morrer.

Sobre a mira, uma válvula de escape,

Rota fuga é sobreviver.

 

Quando em trégua o silêncio hasteia sua bandeira,

Sob o sangue vertido nas veias,

O zumbido no ouvido ele escuta

Companheira ferida na luta.

 

 

 

 

 

Bem no fundo da toca e embolado

Um papel feito granada amassado,

Pensamentos profundos sentidos,

Ressurgidos das cinzas abandonados.

 

-Eu disse pra evacuar, por que preferistes ficar?

-Estilhaços trago comigo, muitos cortes em minha alma ferida.

-Abandonos em escuridão, de um vazio dentro do coração.

 

-Agora ferida estas,

-Manquejando sem poder caminhar,

-Que é isso escondido em tuas mãos,

-Sob o sangue escorrido no chão?

 

-Poucas feridas sofridas,

-Cicatrizes de separação,

-Só um frio sentido na alma,

-Tranqüilize-se soldado John.

 

-Temos ordem pra continuar,

-Não podia deixá-lo sozinho

 

 

 

-Na trincheira abandonado ficar.

 

Fragmentos colhidos em tormentos,

Perfurado em sangue salpicado,

Ela esconde o papel de suas deixas,

Pra montar seu desfecho em poemas.

 

Sobre tensa estação de trégua

Sente o cheiro da falta de guerra

Rotineira explosão em sua mente

Baixar a guarda é ficar doente.

 

Lua cheia que levanta na eira

De uma febre que apaga a candeia

Retardando a retaguarda que cansa

Rompe em maca com seus fantasmas que o espanta.

 

Incandescente, sente as mãos ardentes

Calor no rosto, deixando os lábios foscos.

Em seus delírios confissões expostas,

Vida obscura desilusão sem cura.

 

 

 

Geme a dor da saudade de casa

Singular e ardente desejo de expressão,

Sussurrar sobre o ninho no abraço de um irmão amigo,

Exclamado afago sedento em solidão.

 

Sem papel mais embolado,

Ela escreve os seus recados

Em meio a tenso suor noturno

Vem à tona segredo oculto:

 

Da janela de ejeção que salta

Estimulante e imponente horror,

Fúnebre lastima de um repudio bárbaro;

Criminoso separou o amor.

 

No assobio da baioneta calada

Canta o grilo sereno da madrugada,

No silêncio da noite de dolo,

Emboscada na toca do lobo.

 

 

 

 

 

Sobre tenso calor da batalha

Lambe a lamina brilhante afiada.

Mergulhada em sangue no escuro,

Grito seco quieto e seguro.

 

Uiva toda matilha em loucura

Dizimada prole é arrasada sem cura,

E o triste olhar de piedade,

Deixa nodoa sobre toda verdade.

 

Traçado caminho errôneo

De um compasso fora da linha,

No destino sangrento em pegadas,

A aldeia era então a vizinha.

 

Ecoa o grito inocente

Clamante e amargo choro aos ouvidos.

Tormentos crimes de guerras,

Martírios na alma vividos.

 

 

 

 

 

Enferma e sem poder andar,

Pelos ferimentos sofridos na toca,

A comandante e seu soldado John,

Quarentena ao acampamento retorna.

 

 

Triste estado febril,

Parecendo febre amarela,

Ele delira a cerca de tudo,

De um poema escrito em oculto.

 

Seus pertences ela então revirava,

O papel amassado não encontrava,

Ao ouvido de John perguntou:

-Onde está o poema de amor?

 

-Desvendá-lo é meu maior desejo

-Entender o porquê dos segredos,

-Pra curar tanta dor e ferida,

-E enterrar um passado de medo.

 

 

 

 

Pouco ele conseguia dizer,

Meio olhar raso d’água a escorrer,

Balbuciava a respeito da vida,

Em suspiro pelas batalhas vencidas.

 

Em silêncio momento uma espera,

Junta forças a recitar seu poema,

Pouca voz sussurrava baixinho,

Encerrando os seus versos pra guerra.

 

Ramificada raiz solitária em desterro,

Cresce longe do ninho em costume estrangeiro.

Pelo amor sofre exílio tendo elos rompidos,

Abraçando outras crenças pra escrever seus poemas.

 

Entesado o arco solta o dardo certeiro,

Tendo em escopo a paixão seu destino em segredo.

Do ocidente atravessa o deserto sua flecha,

Inflamando o oriente; fere o coração da donzela.

 

 

 

 

 

-Na fronteira teus olhos vigiando os portões,

-Feito o musgo das flores no jardim de Allah,

– Atiçou-me a escrever este ultimo refrão,

-Em meus braços; seu nome, junto a uma canção.

 

-Forte nome de Guerra traz escrito no peito,

-Comandante amada deixo aqui meu respeito,

-Meu amor proibido trago sempre comigo,

-Um poema escondido pra marcar meu destino.

 

Quando ela acabou de ouvir

Toda aquela aclamação,

Percebeu sobre os braços de John,

Uma flor tatuada em salmão.

 

-Ele é então desertor, exilado por um grande amor

Disse Guerra assustada ao ver; linda flor sem mais nada a dizer,

Ouvindo o barulho de horror, da rajada em ataque ao setor.

 

 

 

 

 

 

O cerco estava armado,

O inimigo ao redor instalado,

Ninguém entrava e também não saia,

Estratégia era de guerra fria.

 

A tensão envolvia a mente,

Robustez era a maior defesa,

Resistir e não desesperar,

Suprimentos já prestes a acabar.

 

O cantil também está vazio,

Com o inimigo é negociar;

Render-se para sobreviver,

Ou morrer e a guerra perder.

 

Com seus olhos perdidos no tempo,

Tendo em mãos os papeis amassados,

A comandante vagueia ao longe,

Nos poemas por John, eternizados.

 

 

 

 

 

Ela sente um desejo imenso

De expressar todo o seu sentimento,

Em resposta ao amor declarado,

E executar a decisão de ser lembrados.

 

Naquela fabrica antiga

Usada de acampamento,

Havia um alto falante instalado,

No cume da torre amarrado.

 

Um assobio forte e agudo

Direciona a atenção dos soldados,

Que aguardavam o momento oportuno,

De um triunfo ligeiro e seguro.

 

-Aqui é a comandante Guerra a dizer:

-De um soldado exilado a morrer,

-Deportado por um grande amor,

-Desertou sua causa na dor.

 

 

 

 

 

-Um poema escrito deixou

-Fragmentos colhidos em rabiscos,

-Ouçam agora os seus versos patrícios,

-De um irmão abandonado e esquecido.

 

Havia um silêncio profundo

No pátio da velha fabrica,

Soldados de guerra hostis

Quebrantados por meigas palavras.

 

Durante todo o tempo

Que a voz ecoava em lágrimas,

Nem sequer um barulho se ouvia,

Só o vento de uma melodia.

 

Corações retornando ao passado

De amores deixados para trás,

Na esperança de reencontrá-los.

 

 

 

 

 

 

Naqueles dias de frio,

Um calor no seio apertado

Mudou todo cenário da guerra,

Em desejos de ouvir mais poemas.

 

Não há baixas nem gritos de dor,

Expurgado foi o sentimento de medo,

Só soldados vestindo uma farda;

Confiança no amor verdadeiro.

 

De repente o silêncio é quebrado

Por um som veemente agitado,

Sobrevindo do alto da torre,

Branco pano de paz balançado.

 

Ouviu-se bem no fim do crepúsculo

De um dia tomado em virtudes,

Onde as armas de muitos amores,

Renderam-se à paixão e valores.

 

 

 

 

 

Oportuna riqueza é concedida em vida,

Franqueando princípios jamais esperados,

De um quadro de guerra vencido,

Pela paz entre meros soldados.

 

Há… se em meio aos conflitos da vida,

Houvesse uma trégua entre tantas batalhas,

Sentimentos de angustias e magoas plantada

Brotariam a paz quietude e não armas.

 

Entre verdes florestas de tantos segredos,

Sem o sangue salpicado escuro e vermelho.

 

Mal a paz reinava hasteada, sobre fina sintonia ligada;

Em frequência ouviu a esquadrilha, que pairava nas entrelinhas da escrita.

Ordenada a destruir tal poema, de um desertor apaixonado na guerra.

 

Não se sabe de onde veio, do oriente ou do ocidente,

Forte chuva cinza escura, bombardeios a queimar

Como feixes de lavoura, um poema a apagar.

 

 

 

 

-Naquele dia de frio, no pátio da velha fabrica

-Seus olhos perdidos estavam, nos corpos que o fogo queimava.

-Ceifados pelos traçante, companheiros de guerra e patrícios,

-Imortais que suas marcas deixaram, nos poemas por ele eternizados.

 

-No assobiar de uma canção,

-Seu papel caia ao chão,

-Amassado ao longe jogado,

-Seus pensamentos perdidos ficavam.

 

-Vamos disse John, ao guardar toquinho lápis,

-Abasteça seu cantil, no despojo da jornada.

-Pois o dia já declina e na marcha à chuva é cinza.

 

-Sorrateira e bem discreta, eu guardava amassadinho,

-O papel que era chutado, pelas botas do soldado.

-Vendo a fabrica a queimar, da montanha a caminhar.

 

-No dispersar da floresta, fugitivos como insurgentes,

-Bem no fundo da ravina escura, eu e John fomos presos em algemas

-Pelos crimes cometidos de guerra, que ficaram registrados em poemas.

 

 

 

-Levados ao quartel general, sob pena de corte marcial,

-Aguardávamos o martelo malhete, dar o seu veredicto final.

 

Desertar e o exílio aceitar,

Comandante Guerra colocou-se a chorar.

Seu orgulho estava ferido,

Exilada com seu John, o ocidente foi atravessar.

 

Cruzada a fronteira vermelha

Sente John, a brisa de casa,

Em retorno com seu grande amor,

Foi morar em sua floresta encantada.

 

Na estrada de sua cabana,

Havia flores marcando o caminho,

Que colhidas no final de sua trilha,

Ramalhete em seus braços trazia.

 

Seu primeiro nome Yasmin,

Pois a Guerra ficou para trás,

Ao abrir a porta dos sonhos,

 

 

 

Da cabana vida nova ela faz.

 

Vários livros ele escreveu,

Em poemas de um grande amor,

Que lidos por todo lugar,

Encantavam vidas, em conflitos a chorar.

 

Porem John, no final de seus dias,

De conquistas e de grandes alquimias,

Trazia em seus olhos perdidos no tempo,

Triste lembrança de seus fantasmas que o espanta.

 

Perturbados sonhos na dor,

Tristes lágrimas no sangue misturado,

Entre gritos horrendos em pavor,

Pensamentos sempre martirizados:

 

Quando a faca calada em silêncio

Dizimava toda prole a dormir,

Em sussurros o chefe da aldeia,

Orava aos céus lacrimejando a partir.

 

 

 

Em seus lábios o perdão entregava,

Aos algozes que no sangue mergulhavam,

Perturbando em angustias soldados,

Vendo cristãos ali sendo ceifados.

 

Os maiores conflitos da alma,

Em batalhas de guerras travadas,

É o confronto com seu próprio ser.

 

Questionamentos de tanto viver,

Entre erros conscientes sofridos,

Uma veste de fardas manchadas,

No findar da carreira alvejada.

 

Compreendendo o porquê do existir,

No despir a roupagem da carne,

Pra entender como se é entendido,

Feito o que é desnudado no avesso que é visto.

De uma simples aceitação, no inverso de uma versão.

 

 

 

 

Assim a amada de John, entendeu,

No encerrar do poema em papeis amassados,

Que não era do ocidente o saber,

E nem do oriente o poder.

 

De uma guerra santa travada,

Em sua mente a compreender,

Que o soldado que viu os dois lados,

Pra afugentar seus fantasmas que o espanta,

E enterrar um passado de medo;

 

Precisava ser como o cristão,

E sentir de seu cristo o doce perdão,

Liberando o amor verdadeiro

Para perdoar a todos os seus companheiros.

 

 

 

FIM

 

 


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