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Aug
28
2015

A Voz da Loucura

— Zap! Este nem sempre fora meu nome… — Disse o individuo de roupas chamativas.

Seu rosto estava coberto por uma pasta branca, o que destacava ainda mais a maquiagem vermelha em volta de sua boca. Havia um sorriso assombroso estampado em sua face. O palhaço andava de um lado para o outro na escuridão que era o palco. Não dava se quer uma pausa entre suas palavras e suas risadas exageradas e confusas. A plateia permanecia imóvel em suas cadeiras. Aparentemente, apenas o palhaço achava graça em suas piadas. Zap continuou seu monologo:

— Está é minha historia… Eu aprendi com meus próprios erros, que rir é a melhor maneira de enfrentar os problemas. Meu senhor, disse que eu estava rindo quando ele me encontrou. Não lembro. Mas, sei que estava rindo quando o atirei da escadaria para depois esfaqueá-lo. Mark também riu. Disse que eu não poderia por um fim a sua não-vida daquela maneira. Então tentei o fogo. — Zap continuava falando, andando pelo palco e gargalhando.

A sala era escura. Havia algumas lanternas a querosene aleatoriamente espalhadas sobre o chão do palco, iluminavam o palhaço. Além de Zap, dava pra ver algumas silhuetas, eram cinco pessoas, estavam sentadas em poltronas da primeira fileira do teatro, mas a luz tremula das lanternas não era tão forte a ponto de clarearem seus corpos.

— Ah… Sim! O fogo funcionou muito bem. No começo, Mark também sorriu, mas aos poucos, enquanto o fogo ia consumindo seu corpo antigo, seu sorriso fora se transformando em gargalhadas doentias, que por sua vez se transformaram em gritos de dor e terror á medida que o fogo transformava seu corpo em brasa. Observei-o queimar até restarem apenas pó do Vampiro que ele um dia fora — Zap fez uma pausa, pensativo, era a primeira vez que falava a palavra vampiro para mortais, mas no fim deu de ombros e continuou: — Duas noites depois de sua morte eu comecei ouvir sua voz em minha mente. Maldito Mark! Mesmo depois de morto vinha me atormentar. Sua voz me passava algumas informações e vezes ou outra me fazia pedidos. Por isso hoj… — Um barulho interrompera o monologo.

Era um som baixo e abafado. Zap franziu o cenho irritado. Prestou atenção no som: Algo se movia na penumbra. Era uma das silhuetas, se remexia incessantemente soltando um som de desespero, um tipo de gemido abafado. O palhaço parecia assustado, pegou uma das lanternas que estava perto de seus pés e deu alguns passos em direção á plateia. A luz tremula da lanterna iluminou a primeira fieira da arquibancada, revelando os cinco ouvintes: Eram todos homens, estavam amarrados ás poltronas, suas bocas foram amordaçadas. Quatro dos cinco estavam aparentemente mortos, seus corpos mutilados e repletos de marcas de violência. Mas, para surpresa de Zap o quinto estava vivo.

“Termine o trabalho!” — Ordenou a voz.

Zap se aproximou do individuo. Ele estava visivelmente apavorado, respirava incontrolavelmente soltando pequenos gemidos de dor enquanto seu corpo se contorcia na vã tentativa de se libertar das amarras.

— Fique Calmo — Pediu Zap, enquanto se aproximava com a lanterna em mãos. Seus olhos brilhavam como os de uma criança que acaba de ganhar um novo brinquedo. Suavemente o palhaço passou sua mão livre no rosto do homem:

— Está tudo bem! — O prisioneiro soava frio. As lagrimas saiam em abundancia de seus olhos castanhos, escorriam por seu rosto pálido, até finalmente se juntarem ao liquido rubro e quente que saia por muitos dos cortes que havia em seu rosto.

— Está tudo bem… — Zap repetiu — Tudo bem! Em breve você vai QUEIMAR!

O palhaço se afastou das poltronas e jogou a lamparina com toda sua força na direção do prisioneiro. No momento em que a lanterna tocou o corpo do homem o fogo se expandiu. O som que veio a seguir fora um misto dos gritos abafados de dor do prisioneiro e as risadas histéricas do palhaço, depois se ouvia apenas as risadas e no fim apenas o crepitar das chamas consumindo os corpos e grande parte do teatro.

O palhaço dançava em volta dos corpos enquanto as chamas se espalhavam por toda a extensão do teatro, um verdadeiro demônio dançando ao som da morte.

“QUEIME, QUEIME!” — Cantarolava a voz em sua cabeça.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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