O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

Publicado por esdras

– que publicou 2 textos no ONE.

>> Confira outros textos de esdras

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Aug
12
2015

Quantas vezes?

Quantas vezes? Quantas vezes? Quantas ve… O ódio era tanto que Michael nem lembrava mais o que estava pensando, nem queria saber, sua vida tinha acabado, e nada mais importava. Caminhando por ruas desertas escuras e com o vento frio da madrugada maltratando seu corpo, ele continuava caminhando sem rumo. Não sabia o que estava procurando, mas sabia que não faltava muito para encontrar. Em sua mão direita estava a faca, ainda molhada com o sangue da sua vítima.

A lembrança de sua namorada “cavalgando” em outro cara não lhe saía da cabeça, tantos momentos bons, tanas juras de amor, todo jogado no esgoto. Michael não tinha dúvida de que aquela era a única saída para o seu problema, foi o único jeito que encontrou para essa situação, por isso não tinha remorso. O único arrependimento que ele tinha era de ter se envolvido com a ela, a traidora. Tinha certeza de que seu único erro foi se apaixonar pela mulher errada.

Ele pensou por um instante que se não tivesse sido dispensado daquele trabalho em outra cidade no fim de semana, ou se tivesse ligado para ela em vez de ir a sua casa fazer uma surpresa. Se tivesse tocado a campainha, e não pegado a chave de emergência, que ela sempre deixava escondida no vaso de plantas do lado da porta, e entrado sorrateiramente… Tudo poderia ter sido diferente. Poderia ainda estar sendo enganado, poderia passar a vida toda sendo enganado, poderia casar, ter três filhos e sustentar a vida toda aquela vagabunda! Mas não foi isso que aconteceu, a verdade foi descoberta. As lagrimas rolavam no rosto de Michael, e mais um pensamento lhe passou pela cabeça: “A vaca tava gemendo tanto que nem percebeu que eu tava lá”.

Michael depois de alguns quarteirões começou a lembrar de como saiu atordoado da casa da traidora, de como se escondeu do outro lado da rua esperando o cara ir embora, e do ódio que sentiu quando a noite veio e ele começou a achar que o cara iria dormir lá com ela. Mas Mas o amante da sua namorada finalmente foi embora. Onze da noite o cara foi embora, e alguns minutos depois Michael entrou sorrateiramente na casa. Ela estava dormindo, Estava deitada na cama, semi nua, e com um sorriso no rosto. Michael então lembrou de como agiu sem pensar, foi na cozinha, pegou uma faca e esfaqueou sua namorada. Ela acordou gritando com a primeira facada, depois da terceira ela se calou, e depois da decima ela parou de se mexer. Então ele ficou parado, sentado na cama por um longo tempo, até conseguir reagir e sair dali.

Finalmente Michael encontrou o que estava procurando, era uma ponte bem alta, estava muito escuro, e não havia ninguém por perto, os únicos sons eram o dos seus passos, e o do vento noturno. Ele nunca teve tanta certeza de uma coisa antes. Caminhou até a lateral da ponte, subiu na mureta, e mergulhou de cabeça na escuridão. A queda pareceu durar uma eternidade, mas como sempre o chão chegou, e  lá estava ele novamente, com a faca ensanguentada na mão e sem saber o que estava acontecendo. Ele lembrava o que tinha feito, e que tinha feito várias vezes, tantas vezes que nem sabia mais quantas. Ele não queria perder seu único parâmetro, precisava lembrar quantas vezes foram, Precisava lembrar quantas vezes!


Categorias: Agenda |

3 Comments»

  • esdras says:

    Não sei se existe inferno, Mas dizem que quem comete suicídio vai direto pra lá. Já outros dizem que os suicidas são condenados a reviver eternamente o momento da sua morte, e há até quem diga que os suicidas revivem o momento da morte tantas vezes quantas forem necessárias para poderem se arrepender.

  • BrunoBonfim says:

    Gostei bastante da ideia do texto. Quem sou eu para emitir críticas, mas encontrei alguns erros de concordância e de grafia em algumas palavras. Se quiser entrar em contato lhe aponto.

    • esdras says:

      Obrigado cara, mas escrevi isso na pressa e sem revisar, deu vontade e escrevi. Vou tentar não errar tato na próxima.

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério