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Publicado por Henrique Malta

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Sep
29
2015

As Chaves da Criação – Prelúdio

Prelúdio

“Isso não pode ser possível, eu tenho viajado por este mundo insano por muito tempo e nunca vi nada parecido, como pode toda uma montanha se tornar este inferno?”

Os pensamentos ainda se organizam na mente de Silara, horas atrás ela pensava estar a caminho de mais um trabalho rotineiro, não que seu trabalho seja uma rotina, pelo contrário, ela já viu muitas coisas que alguns consideram inexplicáveis e tem sorte de estar viva até este momento, porém, ela nunca imaginou que escoltar um velho qualquer numa expedição por uma relíquia sem muito valor, resultaria em tantas mortes e tanta loucura.

Era só uma caverna numa montanha comum, era só entrar, proteger o velho de possíveis ladrões, pegar a tal relíquia e voltar para a vila para beber com seus companheiros de aventura, comemorando mais um sucesso em uma taverna qualquer, por isso ela continua confusa: “Desde quando paredes se tornam muralhas de fogo de repente? Desde quando todo o chão se torna brasas sem nenhum motivo?”

Ela olha de novo para o velho, ele está ajoelhado no chão, retomando o fôlego depois de correr por vários metros junto com a mulher para evitar mais uma armadilha de fogo.

— Você sabia que isso podia acontecer não é? Você sabia que todos os meus amigos podiam morrer tentando recuperar esta sua relíquia não é verdade? Me responda velho maldito!!!—As lágrimas brotam no rosto chamuscado da guerreira.

O velho nada diz por um instante, ele parece estar escolhendo as palavras para se explicar, segundos depois, ele levanta o rosto na direção de sua protetora com uma expressão de desesperança.

—Eu queria que fosse mentira, eu sonhava que fosse um alarme falso, mas infelizmente minha jovem, o que está acontecendo aqui agora não é nada comparado ao que vai acontecer com nosso mundo nos próximos dias, sei que é difícil pra você, mas agora mais do que nunca temos que encontrar o que procuro.

Quando Silara pensa em responder, mais fogo irrompe na encruzilhada na qual eles passaram minutos atrás, ela mais uma vez coloca o velho a sua frente e tenta empurrá-lo para uma nova corrida enquanto levanta seu escudo às suas costas tentando evitar o fogo de forma precária, mesmo a beira do fracasso ela ainda cumpre o seu papel, ela ainda protege o estranho ancião.

As paredes que aos poucos estão se tornando chamas, se parecem todas iguais, a dupla serpenteia pelos corredores de forma desesperada, porém, estranhamente, eles correm como se soubessem pra onde ir, correm como se alguém sussurrasse o caminho em seus ouvidos, até que subitamente o chão quente desaparece sob os pés de ambos, Silara ainda tenta agarrar o ancião e segurar na borda do caminho que eles cruzavam a um segundo atrás, mas velocidade nunca foi seu ponto forte, eles caem na escuridão.

“Então é assim que acaba, então assim será meu fim, vou morrer no fundo de um abismo com todos os ossos quebrados e com meus restos consumidos pelo fogo, não é assim que eu imaginava terminar.” Silara reflete em sua mente enquanto seu corpo parece flutuar nas trevas, depois de cair pelo que parece ser uma eternidade o vento que os envolvia simplesmente cessa de forma inexplicável e ela escuta novamente a voz fraca do homem que ela protegia.

— Minha jovem…,veja…,veja…, encontramos, eu não acredito, realmente encontramos, venha jovem guerreira, levante-se e me ajude…

“Maldição, como pode esse velho ainda estar vivo? Aliás, porque eu não senti a queda? O que diabos aconteceu comigo?”— Reclama para si mesmo a mulher.

Ela sente todo o peso do mundo em suas costas ao tentar se levantar, cada parte do seu corpo dói, talvez pelas queimaduras ou talvez pelo esforço na qual ela foi submetida na última hora, mesmo assim, cambaleante, a guerreira se põe de pé e abre os olhos, apenas para ver mais uma loucura.

No meio da escuridão total, onde nada deveria existir, ela vê uma pequena luz flutuando, uma luz de cor laranja e vermelha, as cores parecem estar vivas, como se lutassem para dominar aquele ponto, para Silara, a luz lembra o sol de fim da tarde nas planícies de Hemlath, onde ela passou sua infância, mas o sol não é tão pequeno, devagar ela vai chegando mais perto, até que consegue finalmente ver o que está emitindo a energia:

— É um anel? É só um maldito anel?

— Não minha jovem e brava guerreira, isso é apenas a primeira chave, a primeira peça das 6 que precisamos encontrar para salvar o nosso mundo da total destruição…

O velho olha para o rosto confuso da guerreira com um sorriso no rosto, já Silara só pensa em uma coisa: “No que diabos eu fui me meter?”

 

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