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Publicado por Jakson Nako

– que publicou 3 textos no ONE.

Jakson Nako sempre gostou de criar histórias, mas foi aos 15 anos que escreveu pela primeira vez, para participar de um festival de poesias entre escolas públicas e ficou entre os cinco premiados. Depois disso, escreveu um roteiro, também para festivais escolar. Passou alguns anos escrevendo longas histórias, mas nunca chegou a finalizar. Começou a estudar literatura e leu vários livros. E só em 2010 decidiu que realmente ia levar a carreira de escritor em frente e concluiu seu primeiro romance/comédia que está sendo avaliado por editoras. Mas já tem três modelos de outros romances.rnHistórias do Mundo foi seu segundo livro finalizado, onde ele juntou algumas de suas velhas histórias que foram escrita ainda em seu tempo de escola e escreveu outras novas para compor este volume.rnO autor estudou jornalismo na Universidade Católica São Judas e trabalhou dois anos como estagiário na TV. Atualmente reside em São Paulo, onde mora com sua mãe, sua irmã gêmea, o irmão mais novo e dois cachorros.rnEntre em contado com o autor:[email protected]

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Sep
25
2015

O Conto do Sonâmbulo – parte 2

 

Jakson Nako

Esta é a segunda parte do Conto do Sonâmbulo. Se você não leu a primeira é só clicar aqui 😀 . Espero que gostem e me digam o que acharam.

 

NO DIA SEGUINTE, como ele já previa, ele foi motivo de assunto no café da manhã. Sua mãe lhe perguntava o que tinha acontecido, o que ele tinha sonhado, mas ele apenas falava que não se lembrava de nada, o que era uma mentira. Ele sabia exatamente de seu pesadelo com o cavalo. Tinha plena e total consciência de tudo que acontecera nesta madrugada. Sabia cada passo que tinha dado quando esteve em estado de sonambulismo, o que o deixou matutando: será que aquilo podia ser um caso de sonambulismo, uma vez que ele se lembrava de tudo? Toda aquela questão de sonhos, pesadelos e sonambulismo o estava deixando muito confuso. Tudo era tão real e ao mesmo tempo fantasioso como o sonho.

Quando ele foi para a escola, na parte da tarde, perguntou para um de seus colegas, que morava na mesma rua que ele, se por acaso ele ouviu algum cavalo que corria na rua durante aquela noite. O coleguinha respondeu que não. Que naquela madrugada nem ladrão passou pelo bairro. Tudo foi um silêncio profundo. Isso desanimou muito o menino. Era sinal que o cavalo tinha sido um sonho mesmo.

Na noite que se seguiu, ele de novo não queria dormir. Estava com medo de ter novos pesadelos. Ainda mais se novos sonhos fossem como o que teve na noite anterior. Estava sentado em sua cama matutando sobre  o que aconteceu e não conseguia chegar a nenhuma conclusão que explicasse o porquê ele jurava que o cavalo de fato era real e ao mesmo tempo um sonho. Mas de novo o sono o venceu e desta vez ele não notou quando isso aconteceu. No começo de seu sonho, tudo era um vácuo, um silêncio profundo, mas não tardou até um novo cenário tomar conta deste mundo que era o sonho. Ele pode ver claramente que estava ao lado de fora. O céu brilhava azul com poucas nuvens. Ele podia sentir-se perto delas e se assustou quando olhou para baixo e viu que estava em cima de um telhado inclinado de uma casa. Teve que se equilibrar para não cair com a tontura que sentiu ao ver a altura que estava. Ele não pode ver o chão, a imagem que viu ao olhar para baixo era confusa e embaçada, mas muitas coisas se mexiam lá embaixo. Aquele novo sonho era diferente ao anterior. Tudo era silencioso e calmo, mas o garoto sentiu vertigem de estar em cima de um telhado tão íngreme. Ele não sabia o porquê, mas não conseguia sair dali. Estava travado. Não conseguia mover um músculo se quer. Tinha medo de altura. Então, um novo susto o pegou de surpresa: ao olhar para sua esquerda, viu uma figura humana ao seu lado. Assim como o chão lá embaixo, esta figura era tão confusa e bizarra quanto. Ele não podia decifrar quem era. No segundo que viu a figura, ele sentiu que era feminina, no segundo seguinte, já lhe pareceu masculina. Mas o susto foi tão grande que, tão rápido quanto ver esta figura, foi rápido o que se passou em seguida; ele se desequilibrou e caiu da laje. Ele gritava um grito silencioso, batendo os braços em direção ao chão que se contorcia lá embaixo. A casa, do teto, parecia mais baixa, mas a queda do menino demorou. Ele parecia não chegar ao seu destino doloroso que seria ao cair. Nesta queda livre, ele sentia um movimento, até que agradável, de ir e vir. Era como se estivesse em uma piscina de ondas, que o jogava para lá e para cá em um movimento suave e silencioso. Quando, enfim, aproximou-se do chão, o garoto desperta de um sobressalto em sua cama. Com efeito do barulho que ele provocou, seu irmão acordou também e começou a xingágá-lo por perturba-lo. O garoto respirou fundo. Não sabia mais o que fazer para parar com tudo aquilo. Já estava cansado e ficando nervoso. Aqueles sonhos já vinham de semanas. Ele sentia suas pálpebras pesarem, mas não queria voltar a dormir; sabia que sonharia de novo. Sentia tanta inveja quando ouvia alguém falar que não sonhara aquela noite, ou que não se lembrava do sonho. Tudo que ele queria era o mesmo e não sonhar. Mas foi impossível. Assim que fechou os olhos, sonhou que estava em um lugar muito escuro. Ele sentia um calor real. Parecia estar próximo de uma chapa bem quente. Ele deu alguns passos para trás e sentiu bater em algo sólido. Voltou-se para trás para ver o que era. Era uma parede que se perdia de vista, tanto da direita, quanto da esquerda e de cima também. Quando ele tocou-a, sentiu que era úmida, com um líquido asqueroso e mal cheiroso. A iluminação era tão pouca, que ele só conseguia ver a parede cinza diante dele. Seu ângulo de visão era pouco, como se uma luz de um distante holofote o seguisse e iluminasse apenas  onde ele estava. Foi tateando a úmida e fria parede para ver até onde ia, mas parecia que andava sobre um círculo. Não chegava à lugar algum e o cenário diante dele era sempre o mesmo. Seu coração começou a bater forte. Sentiu uma angustia crescer dentro dele. Sentiu vontade de chorar; sentiu que estava preso ali, sem saída. Podia gritar, mas sabia que de nada ia adiantar: ninguém o ouviria. Então permaneceu calado… parado… respirando fundo. Estava preso em algo, em um lugar que nem sabia o que era, tão pouco onde era. Queria, desesperadamente, sair daquele sono, que alguém o acordasse. Sua vontade de despertar era tão grande, que ele sentiu, de repente, deitado em sua cama, de bruços, com a cabeça de lado. Acorda!, falou para si mesmo. Mas seu corpo ali na cama não despertou, ao contrário, era levado cada vez mais para seu sonho bizarro e claustrofóbico. Concentrou-se de novo para acordar. E de novo sentiu-se deitado em sua cama; mas não despertava. Era possível sentir seu irmão roncar ao seu lado na outra cama. Sentiu todo o clima da madrugada, mas também sentiu seu corpo emerge no sono, e não despertou. Então voltou profundamente para sua ilusão: estava de novo diante da parede. Virou-se para tás. O feixe de luz nele não alcançava uma longa distância, ao seu redor era apenas uma certeza de trevas. Com o medo dominado sua alma, o garoto começou a caminhar lentamente para frente, sem saber o que ia encontrar. E pelo visto não encontraria um ser vivo, uma vez que tudo ali era silêncio. Somente a sua respiração pesada e medrosa, assim como seus passos descalços, formavam o som que se ouvia. O que o deixava ainda mais com medo, era estar ali preso naquele lugar, vendo aquela escuridão, a luz que se afastava da parede e o seguia, e mesmo assim ele sentir o seu quarto. Parecia estranho, mas o cheiro e sua visão era de um lugar escuro e desconhecido, mas sua mente brigava falando que estava em seu quarto.

Quando ele deu mais alguns passos, pode notar o que surgia aos poucos na esfera da luz. Ao se aproximar mais depressa, viu que se tratava de uma espécie de grandes de ferro, igual as de algumas varandas. Ele se aproximou mais e, quando virou sua cabeça para olhar para trás, não pode mais ver a parede cinza que agora era engolida pelas trevas. Ele tocou na grade e constatou que, de fato, era de ferro; estava fria e também úmida, assim como a parede.

De repente, algo o pegou de surpresa. Ele  voltara a sentir seu corpo que descansava na cama e sentir o quarto fisicamente. Mas dessa vez não queria isso. Queria voltar ao sonho. Saber que lugar era aquele, para onde dava aquela grade. Tentou se acalmar e não abrir os olhos para voltar a sonhar, e logo aconteceu. Quando pegou no sono profundo de novo, lá estava ele no mesmo ambiente fechado e desconhecido de novo. Sem perder tempo, caminhou rápido para frente, mas bateu na parede já conhecida. Então, deu meia volta e caminhou mais rápido. Mesmo sem ter uma visão do que vinha pela frente, ele sabia aonde ia dar. Logo chegou na grade de novo, que permanecia fria e úmida. Ele não podia ver o que estava à sua frente, se não a grade, então foi caminhando para a direita, segurando-a. Notou que, assim como na parede, ele andava em círculos: estava preso um um lugar circular, com alta parede e uma grade no centro, também circular.

O garoto parou. Respirando fundo. De novo sentiu medo. Olhou para baixo, adiante da grade, e não viu nada. A grade provavelmente circulava em fundo e escuro buraco. Ele cuspiu lá embaixo, para ver se ouvia algum tipo de ruído. Assim que soltou a saliva, ouviu que ela bateu em algo solido com líquido. O buraco então não deveria ser tão profundo assim. Mas então por que ele não conseguia ver nada? Tentou mais uma vez: segurou firme na grade, apoiando bem seus pés descalços nela e sentiu um calafrio de tão gelado que o ferro estava. Então, inclinou levemente seu corpo para frente e olhou para baixo. De fato não via nada. Mas, de repente, a luz foi se alongando, e uma imagem foi se focando diante de seus olhos. A grade realmente circulava um fundo buraco. A imagem foi ficando cada vez mais nítida e o coração do garoto foi batendo cada vez mais forte. Seus olhos se arregalaram com o que se materializava em sua frente. Seu corpo todo tremia e suas mãos suavam muito, deixando a grade aquecida. Foi então que tudo entrou em foco. O que o garoto via no buraco eram várias cabeças humanas decepadas, sendo que, as duas de cima, era uma de seu irmão e a outra da sua mãe. Ele ficou sem fôlego. Não conseguia respirar e o choro ficou entalado na garganta. Aquela era a cena mais  feia que ele já vira na vida. Acorda!, ele gritava por dentro. Mas dessa vez não acordou. Tentava a todo custo puxar o fôlego para o pulmão, mas respirava com dificuldade. Queria olhar para outra direção que não fosse aquelas cabeças cortadas e ensanguentadas, mas não conseguia, por mais que tentasse, como se uma força o impunha que visse só aquilo. A visão dantesca congelou em seu olhar. Também tentou sair dali, deixar a grade, mas a mesma força invisível, como a de um imã, o grudava ali. Sonhos eram assim: te levavam a qualquer lugar ou insistia para que você ficasse ali. Sua falta de ar estava cada vez mais forte. A cabeça de seu irmão e de sua mãe flutuavam em cima da demais. Rápidos flashes de segundos mudavam  a visão das outras cabeças e ele pode ver que algumas delas eram sempre de  pessoas conhecidas. O menino se desesperou. O ar havia lhe faltando por completo. Oxigênio não entrava mais em seus pulmões e, de súbito, ele acorda com aquela falta de ar que lhe sufocava. Com isso ele se levantou rápido de sua cama. Desesperado, tateando tudo que encontrava pela frente. Com o barulho que ele fazia tentando puxar o ar, seu irmão acordou e logo se levantou. Pela expressão de dúvida em seu rosto, era de se notar que não sabia como lhe dar com aquilo. Vendo o desespero de seu irmão sem ar, ele se aproximou, segurou os ombros do outro e, em um segundo de impulso talvez, ele deu-lhe um tapa no rosto do garoto. Mas isso não  ajudou o menino a recuperar o fôlego. Só depois de alguns segundo angustiantes que ele pode respirar normalmente. Ficar sem fôlego fez com que o tapa que recebera do irmão não surtisse efeito algum de dor. Os dois estavam definidamente acordados. Perplexo e sem muita reação, o garoto volta para sua cama e se enrola por completo. O mesmo faz seu irmão. Mas ele, o garoto, não dormiu todo o resto da noite. Não queria mais sonhar.

Continua…

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