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Publicado por Gustavo Rebello

– que publicou 9 textos no ONE.

Ocupações: Empreendedor, Escritor e Pesquisador.

Base de operações: Chicago, IL – EUA.

Interesses: Biologia Molecular, Genética, Literatura, Ópera, Storytelling, Teatro, Tiro com Arco, Churrasco e Cerveja.

Autores Influentes: Edward Albee, Daniel Silva, John Grisham, Ian Fleming, Tom Clancy, Michael Crichton, Bernard Cornwell, JRR Tolkien, GRR Martin, Agatha Christie.

Blog: http://doutrinadornerd.com/

Objetivos: Praticar minha escrita.

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Oct
22
2015

A Descida

Texto seguindo o desafio do podcast Gente Que Escreve #5. Espero que agrade mais do que ofenda algumas pessoas…

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A Descida

 

O painel digital mostrava os números dos andares diminuindo, ao passo que o anjo Eymael sentia seu coração mais pesado. 899, 898, 897…

Olhando rapidamente a sua volta, ele julgou aqueles outros seres inferiores, os quais fingiam não prestar atenção nele. Todos estavam engravatados e alguns carregavam pastas, provavelmente banqueiros ou advogados. Todos corruptos naturalmente. Fediam a dinheiro sujo.

“É a primeira vez que pega o social?” Perguntou um dos engravatados de pele esverdeada e sotaque caipira.

“Não é da sua conta.” Respondeu Eymael, curto e grosso.

“Ah… Enteno.” O pequeno demônio ajeitou os longos cabelos cinzentos “Mas se tem hora marcada com o Chefe é bom se consultar primeiro. Nunca se sabe os termos que Ele vai propor nos acordos e faço muitas consultorias, meu pixuleco é bem camarada…”

O consultor infernal parou ante o olhar de ódio fulminante lançado pelo querubim. A rixa entre céu e inferno era conhecida por todas as criaturas místicas, e geralmente os celestes obliteravam os seres do abismo. Contudo, algo ainda instigava aquele pobre diabo e Eymael já aproximava a mão da espada curva. Faltava pouco e o anjo rezava para ter um pouco mais de paciência e sair dali. 754, 753, 752…

“Não há necessidade de violência, companheiro” Disse um outro diabo barbudo e de língua presa, “O companheiro José só estava sendo cordial, ele nunca viu um celeste tão de perto…”

“Não me enche, cara!” Respondeu o anjo com rispidez.

“Calma, companheiro! Seu problema é essa asa quebrada? Vamos discutir isso tomando uma! Eu te apresento pra um companheiro médico, faz muito aborto lá em Caetés e…”

Eymael odiava estar ali assim como odiava seus superiores. Sentia grande repulsa por aqueles demônios engravatados. Odiava aquele papo no elevador. Lembrou-se dos tempos em que podia voar para onde quisesse. Tinha uma certa admiração pelo brilho delas ao sol. Mas agora a asa quebrada por seu Superior ao ser expulso do paraíso apodrecia. Provavelmente iria cair logo. Já a outra asa enegrecia. 732, 731, 730…

Os demônios agora tentavam lhe explicar um elaborado esquema para arrebatar mais almas para o grupo deles, ou como chamavam ironicamente, para a Igrejinha. Eymael aprendeu a tolerar muitos pecados durante sua existência, mas não tolerava a corrupção. Olhou ao redor mais uma vez. O anjo tinha poder para aniquilar todos, deceparia suas cabeças! Cada vez mais o ódio tomava conta dele. 720, 719…

Lembrou-se do que seu superior disse durante o treinamento. Por que anjos não podiam se revelar para os humanos que protegiam? Por que não podiam dizer o que sentiam? Por que era tão fácil pecar? 706, 705… Quanto ódio! Apertou mais algumas vezes o andar desejado como se isso fosse fazer o elevador descer mais de pressa. Os demônios agora riam dele, de como era patético tentar resistir e como todos acabavam se corrompendo cedo ou tarde…

Eymael apertou o cabo da espada com ainda mais força e fez menção de iniciar um golpe. 668… 667… 666. O elevador parou. As portas se abriram e toda luz do local se extinguiu. Um par de olhos vermelhos brilhou em meio a escuridão que logo se moveu com incrível velocidade. Ouviu-se uma risada maligna, e depois o silêncio…


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